Exodus: Tom Hunting fala sobre a chegada ao fundo do poço

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Por Mateus Tozzi, Fonte: Daily Rock, Tradução
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Marisa Connely, do The Daily Rock, conduziu em junho de 2009 uma entrevista com o baterista Tom Hunting, da banda de thrash da Bay Area EXODUS, que falou, dentre outras coisas, sobre sua experiência com drogas.

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The Daily Rock: Qual a chave para a longevidade na música?

Hunting: "Ser verdadeiro consigo e tentar ficar longe das drogas".

The Daily Rock: Como você fez?

Hunting: "(Gargalhadas) Sim! Não, na verdade nós abraçamos isso por algum tempo. Mas todo mundo está limpo e sóbrio agora, então isso é bom. Mas a chave para a longevidade é, você sabe, você terá uma certa base de fãs, e você tem que evoluir musicalmente, mas ao mesmo tempo não deixar sua base de fãs para trás porque eles querem que você faça determinada coisa. É meio que difícil agradar todo mundo. Mas eu acho que essa é uma das coisas chave, com certeza. E cuidar de você mesmo para você ter como continuar fazendo isso. Então, eu não sei, essas são as duas coisas que eu consigo pensar. Eu não sou o entrevistado mais esperto do mundo".

The Daily Rock: Diferentes membros da banda têm falado publicamente sobre problemas com drogas. Também sobre chegar ao "fundo do poço" ou ter um momento de clareza. E algumas pessoas, elas passam por 10 ou 20 momentos desse.

Hunting: "E para algumas pessoas, isso nunca funciona. Elas não percebem que estão no fundo do poço".

The Daily Rock: Não, elas não tem idéia. Elas podem ser presas, podem estar cobertas na própria merda e acham que estão bem. O que é o fundo do poço pra você?

Hunting: "'Rock Bottom' não era uma música do UFO? (N. do T: "Rock Bottom" significa "fundo do poço", e também é o nome de uma música do UFO). Mas pra mim pessoalmente? Eu estava vivendo num lugar onde nós fazíamos isso, no estúdio, e era basicamente um porão cheio de viciados. Era um lugar propício por causa do estilo de vida que era perpetuado ali, que era favorável ao abuso de drogas. Eu nunca fumei speed, apenas cheirei. Mas foi o suficiente para me levar longe e me fazer perder meus princípios e perder, você sabe, não tudo, mas boa parte de tudo".

The Daily Rock: Tipo, o que é "tudo"?

Hunting: "Carros, deixar de pagar o registro do seu veículo. Tipo, ir e falsificar a licença de outro veículo e colocar no seu. Aí você pode pegar o dinheiro com que você ia licenciar o seu carro e comprar um pacote de merda [droga]. Mas, eventualmente os policiais te pegam, e você tem uma licença vencida e você vai para a cadeia porque foi pego dirigindo com ela".

The Daily Rock: Você foi para a cadeia?

Hunting: "Sim, por algumas noites. A banda me tirou, porque tínhamos um show. Foi na verdade o último show do Paul. Estou feliz por ter feito esse. Mas, como íamos dizendo, o fundo do poço é diferente para cada um e esse foi meu fundo do poço. E eu era infeliz e nunca vou voltar pra lá de novo".

The Daily Rock: Você teve que ir a reuniões, ou frequentar a reabilitação?

Hunting: "Não, não tive. Bem, quero dizer, eu passei por uma fase que, quando eu estava bom por três semanas, ou por um mês, daí eu escorregava. E eu teria que dizer que a música meio que me salvou, também. Tínhamos que fazer turnês, e a banda estava começando a trabalhar regularmente de novo. Você não pode continuar com esse estilo de vida e estar em turnê e tocar todas as noites, pelo menos não quando você tem 43 anos! Talvez quando você tem 23, por aí, mas não quando fica mais velho. (Falando com sotaque caipira:) Agora tudo se resume a uma bacia de cereais e um lugar para ficar na horizontal no fim da noite, entende?"

Leia a entrevista completa (em inglês) no The Daily Rock (link abaixo).



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Sobre Mateus Tozzi

Mateus Tozzi nasceu em 1988 em Sorocaba-SP e vive até hoje nessa cidade do interior paulista. Começou a se interessar por Heavy Metal em 2001 assistindo a apresentação do Iron Maiden no Rock In Rio III, e desde então, leva consigo uma enorme paixão pela música pesada. Suas bandas preferidas São Dio, Iron Maiden, Judas Priest, Sepultura, Slayer e Deep Purple. Atualmente faz o curso de Processamento de Dados e pratica guitarra.

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