Slayer: Tom Araya explica capa de "Christ Illusion"

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Por Felipe Augusto Rosa Miquelini, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Kris Swales, da revista australiana Time Off, conduziu em abril de 2007 uma entrevista com o frontman do SLAYER, Tom Araya.

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Sobre o que acontece num dia normal na vida de um mestre do Metal: "Eu estava na escola primária do meu filho numa feira de livros! Eu estava vendendo livros para tentar arrecadar dinheiro para a escola! Para mim, o lado família das coisas é prioridade número um agora. A banda é o que eu faço, e o que eu ajudei a criar, se é que você me entende. Mas para qualquer outra coisa a família sempre vem primeiro".

Sobre se isto significa que ele vai procurar um novo emprego em breve: "Ainda é a mesma coisa, eu não me sinto mais velho. O nosso público definitivamente mudou, apesar disso. Eu acho que há vinte e cinco anos atrás eu também não estava vendendo livros na feira de livros do meu filho, mas naquela época eu não era nem casado! Eu não posso dizer que o pensamento (de sair do SLAYER) não passou pela minha cabeça, mas tudo toma seu rumo, e você deve deixar tudo tomar seu rumo. Eu não sei quanto percurso temos pela frente, mas tudo tem que ter sua vez."

Se o "Christ Illusion", um disco que chega bem perto da brutalidade dos clássicos do SLAYER, poderia ter sido gravado em 1985: "Nosso processo de composição não mudou muito, tudo que fizemos foi trocar de baterista e pronto. Dave ajudou o Kerry a trabalhar nas suas música, e Jeff deu ao Dave uma demo com todo o seu material, que ele aprendeu e aperfeiçoou. Esse é o modo como sempre fizemos as nossas composições, e com o Paul era exatamente igual. Com o Dave voltando, as coisas não mudaram; ele ajuda o Kerry, ajuda o Jeff, daí nós quatro trabalhamos nas músicas juntos, já que o Dave fez a parte dele. Se nós tocamos e gostamos, então mantemos - e se não gostamos, descartamos. Nós só nos juntamos e escrevemos as músicas. Não pegamos influências de nada, a gente não tenta colocar algo propositalmente nas composições. Nós só tentamos compor músicas muito boas. Temos que gostar delas, se não gostarmos elas não são gravadas. A medida que gostamos, elas entram no álbum, daí ficamos esperando que todos gostem".

Sobre a arte da capa do "Christ Illusion", desenhada novamente pelo antigo cartunista político Larry Carroll (que fez a capa do "Reign In Blood", "Seasons In The Abyss" e "South of Heaven": "O nosso manager achou que seria ótimo ter ele de volta com o retorno do Dave, para meio que completar aquela coisa da formação. Nós enviamos a ele as letras, porque não tínhamos títulos para músicas naquele estágio, e ele nos mandou aquilo, ou ao menos algo parecido com aquilo, e nós perguntamos sobre o que seria, era um cara que estava com suas mãos em seus bolsos na água, e ele disse: 'É Cristo, ele é um viciado em heroína'. Daí dissemos: 'Bom, então você tem que fazê-lo parecer mais drogado!', daí ele veio sem um braço, um tapa-olho, os olhos prá fora, as plantas na cabeça, e ele estava sangrando e tal, e nós respondemos: 'Isso parece bom'. Daí ele voltou com outro desenho, no qual ele está sem o outro braço e com corpos em volta. Então olhamos para o desenho e decidimos chamar de 'Christ Illusion', como na música 'Cult', onde eu canto 'Revelation, Revolution, I see through your Christ illusion.' Foi nisso que eu pensei quando vi a imagem, e nós tínhamos uma grande lista de títulos, mas todos acabaram enxergando as coisas do meu jeito!"

Sobre o fato de a arte ter causado controvérsias (32 anúncios de parada de ônibus foram removidos de uma pequena cidade californiana depois da reclamação de um morador): "Não dá para agradar algumas pessoas. Vai ser desse jeito, e se você fala alguma coisa, vai gastar mais dinheiro. Nós somos meio assim, 'bem, está foda', mas o que vamos fazer? Nós não precisamos daquelas placas de ônibus - nós temos a internet e todos os nossos fãs".



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