A atitude de Axl que fez Slash perceber que não dava mais para ficar no Guns N' Roses
Por Bruce William
Postado em 13 de agosto de 2025
O Guns N' Roses viveu seu auge no início dos anos 1990, embalado por turnês gigantescas e uma base de fãs que crescia a cada show. Mas, nos bastidores, a harmonia estava longe de ser perfeita. Para Slash, um dos símbolos da banda, um episódio específico acendeu o alerta de que talvez fosse hora de seguir outro caminho.
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Desde os tempos de "Appetite for Destruction", a química entre Slash, Axl Rose e Duff McKagan mantinha o grupo no eixo, apesar das turbulências. No entanto, a primeira grande ruptura veio com a demissão do baterista Steven Adler por problemas com drogas, em 1990. Pouco tempo depois, Izzy Stradlin - parceiro de longa data de Axl e responsável por muitas das composições da banda - decidiu sair, alegando que a vida na estrada havia perdido o sentido para ele.
Para substituir Izzy, entrou Gilby Clarke. Seu estilo "old school" e a forma como se entrosou com Slash no palco rapidamente deram segurança ao guitarrista. Eles conseguiam recriar com fidelidade as partes originais e manter o peso característico das apresentações, o que parecia garantir estabilidade para o grupo.
Mas essa sensação durou pouco. Ao retornar de uma turnê, Slash foi surpreendido com a notícia de que Clarke havia sido demitido. A decisão partiu de Axl Rose, sem uma discussão coletiva. Para Slash, esse momento marcou uma mudança definitiva na relação com o vocalista. "Quando Gilby e eu nos conectamos, era porque ele vinha da velha escola, e eu me identificava com isso. Infelizmente, quando ele foi demitido do Guns... foi o começo da minha saída, porque senti que Axl estava perdendo o contato com o que eu buscava, e a partir daí só piorou", declarou, em entrevista resgatada pela Far Out.
Apesar do rompimento, Gilby ainda tocaria com Slash no primeiro álbum do Slash's Snakepit, mas a parceria não se estenderia. Nos anos seguintes, o guitarrista atravessaria fases instáveis, até retomar o controle artístico com o Velvet Revolver - outro capítulo importante, mas igualmente marcado por altos e baixos.
Gilby Clarke tinha algo que o destacava no período mais explosivo do Guns: era confiável. Mesmo vivendo a rotina intensa do rock, ele e Slash mantinham o compromisso de entregar sempre a melhor performance possível. Para o guitarrista, perder essa conexão no palco foi mais um passo rumo à porta de saída.
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