A despedida do Rush com "Clockwork Angels"
Resenha - Clockwork Angels - Rush
Por G.Marcon
Postado em 02 de agosto de 2023
Creio que poucos gostam desse álbum, mas para mim, ele é o segundo álbum do Rush, perdendo para "Moving Pictures". E hoje farei uma resenha sobre "Clockwork Angels", lançado em 2012. Se observarem bem, a capa faz uma alusão ao álbum "2112" (1976). Após fazerem o subestimado "Snakes & Arrows" (2007) e fazerem as turnês "Snakes & Arrows Live", que rendeu o ao vivo de mesmo nome, lançado em 2009 e a comemorativa turnê que celebrava trinta anos do sétimo álbum e de mais sucesso do trio canadense, "Moving Pictures" (1981). Digo que "Clockwork Angels em uma síntese, é um álbum sólido, pesado, conceitual, harmônico e digno de se encerrar uma carreira brilhante.

Na minha opinião, "Clockwork Angels" junto com "Hemispheres" (1978), os únicos álbuns conceituais do trio canadense.
Com a turnê do "Snakes & Arrows" (2007) e a turnê Time Machine (2010 a 2011) que comemorava 30 anos do "Moving Pictures" (1981). Rush se preparava para fazer mais um álbum, mas Neil Peart disse que sairia da banda após a turnê de "Clockwork Angels" para ficar com a familia e cuidar da sua filha, que tinha 7 anos na época. Geddy e Alex ficaram espantados, mas entenderam que o Rush terminaria de uma forma ou de outra, mas que seria uma despedida feliz. Depois da Clockwork Angels Tour, eles fizeram uma outra serie de shows comemorando os 40 anos do trio, fazendo uma turnê chamada de "R40" que saiu o último ao vivo da banda no mesmo ano que a turnê no longínquo ano de 2015. Seria a ultima vez que o trio de Toronto, Canadá, se apresentaria com Neil Peart,, falecido em 2020 devido a um câncer no cérebro descoberto em setembro de 2019.
O álbum se inicia com "Caravan", uma música que fala sobre Owen Hardy, um garoto que quer sair de seu vilarejo Barrel Arbor para viver aventuras fora de sua terra e quer sair a qualquer custo. Até esse momento, Owen tem uma visão pura e romântica nesse mundo que o cerca. "BU2B" deixa esse romantismo de Owen de lado e percebe que o mundo não é perfeito, mas os valores e a tal de justiça nesse mundo são ressaltados a toda hora.
"Clockwork Angels" explica o papel de anjos mecânicos na sociedade (olha o trocadilho pior do que do tio do pavê). O objetivo deles é trazer esperança e confiança ao vilarejo, enquanto isso, o Relojoeiro (um ser mitológico da vila) conversa com Owen, tentando a convencê-lo a desistir de sair. "The Anarquist" é apresentado o vilão, o Anarquista que foi recompensado com algo que não devia. Também é carregado por uma vingança em seu interior.
Sua vingança é concluída em "Carnies", uma emboscada é preparada (uma bomba para ser mais exato) e que é explodida e gerando caos no vilarejo. O detonador caiu na mão de Owen e todos pensam (até o Relojoeiro) que foi ele que plantou a bomba. Em "Halo Effect" fala sobre o enquanto ele pensa em uma dançarina que ele conheceu e projeta uma vida juntos. Eles até namoram, mas deixou ele porque era obsessivo com ela enquanto fugia do vilarejo.
"Seven Cites Of Gold" fala sobre como Owen fugiu para o leste, vê monumentos sobrenaturais, frio extremo, tudo que um brasileiro enfrenta. Depois ele vê as cidades dos sonhos, que apesar de suas belezas, são hostis e perigosos que também é cheia de oportunidades e problemas. Owen agora trabalha na cidade portuária e o barco que ele tripulação é atingida por uma tempestade que em "The Wreckers" que é possível notar uma grande mudança em seus princípios. No meio da tempestade eles vêem uma luz brilhante surgindo na neblina e pensando que era algum porto, seguem a luz para tentar atracar, mas era uma armadilha. O barco bate em uma parede de recifes e o protagonista é saqueado.
"Headlong Flight" é sobre não se arrepender de suas escolhas, "aprendi a lutar, amar, e desejo viver isso de novo" diz Owen. "BU2B2" mostra que Owen mudará seria princípios e valores e que também terá uma linha de racionais parecida com a do Anarquista.
A penúltima música "Wish Them Well" indica que Owen tem uma vingança, mas felizmente, mostra que esses sentimentos ruins que temos, é para nós deixá-los para longe. E finalizando o álbum de forma magistral "The Garden" é uma metáfora de um jardim. As plantas e flores são o amor e o respeito. Assim que envelhecendo, morrerão, mas só se tiver a vontade de passar para frente.
"Clockwork Angels" é um álbum pesado, lembrando o início do trio canadense e possivelmente, o até então o disco mais pesado da banda, "Counterparts" (1993). "Clockwork Angels" é em mais uma síntese, um álbum que amadurece a ouvida detalha do vigésimo álbum do trio. Com grande destaque no baixo extremamente preciso e groovado. As guitarras são distorcidas principalmente nos solos e a bateria técnica e poderosa em todas as musicas, como de praste do Rush, a excelência técnica dos membros é arrebatadora. Um grande álbum do Rush e também uma forma digna de se fazer um disco de despedida.
FONTE: 80 Minutos
Outras resenhas de Clockwork Angels - Rush
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que Axl Rose achou melhor o Guns N' Roses não tentar imitar
Regis Tadeu explica por que "A Matter of Life And Death" do Iron Maiden é gospel
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
O clássico do Genesis que Phil Collins não quis mais cantar por não entender a letra
Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
Os dois Titãs que realmente faziam a diferença, segundo o empresário Manoel Poladian
Ghost anuncia álbum ao vivo "2 Big to Rig Original Motion Picture Soundtrack"
A banda dos anos 90 que Geddy Lee acredita que terá músicas lembradas para sempre
O conselho de Bruce Dickinson que ajudou Dave Mustaine na luta contra o câncer
O conselho de fundador da Nuclear Blast que fez o Sepultura voltar às raízes
Mick Jagger elege seus álbuns e músicas favoritos dos Rolling Stones
"Crucificados Pelo Sistema", disco icônico do punk nacional, é relançado com bônus
Richie Faulkner (Judas Priest) lembra período em que tocou com Lauren Harris
Vocalista do Sex Pistols detona o visual "clichê" dos punks: "Sempre fui contra"
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos

Rush: Um daqueles discos que não há como deixar passar
Rush: em seu porto seguro que é o Hard Rock
A banda que entregou a Neil Peart tudo o que ele queria encontrar na bateria
A música do Rush que Neil Peart considerava um passo importante na história da banda
Após 40 anos, apareceu quem colocou o Rush na abertura do MacGyver no Brasil
Rush faz homenagem a Rocky Balboa em cartaz de shows na Filadélfia
Guitarrista do Rush, Alex Lifeson conta por que parou de fumar maconha aos 72 anos
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão


