Rush: Um daqueles discos que não há como deixar passar
Resenha - Clockwork Angels - Rush
Por Junior Frascá
Postado em 09 de junho de 2012
Nota: 9 ![]()
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Mais de quarenta anos de carreira, com 19 discos de estúdio, e parece que a criatividade de Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart não tem fim! A máquina musical canadense chamada RUSH está na ativa desde 1968, seguindo firme até hoje, mantendo a qualidade em cada novo lançamento, e sem dar sinais de que o fim de suas atividades se aproxima, para nossa alegria!
Seguindo a nova tendência da música, graças ao desenvolvimento tecnológico dos métodos de produção e dos efeitos e instrumentos, a banda soa moderna nesse novo lançamento, mas sem deixar de lado suas origens progressivas, que se encontram presentes na grande maioria do disco. E o trio se aproveitou dessas novas tendências de forma muito positiva, e junto com o produtor (que já ganhou um Grammy) Nick Raskulinecz criaram um trabalho bem intrigante, orgânico e diversificado, e que com certeza se destacará na excelente discografia do conjunto, o que não é uma tarefa fácil.
Ou seja, tudo que esperamos da banda encontramos em "Clockwork Angels": o baixo pulsante, técnico e "funkeado", e os vocais marcantes de Lee; os riffs grudentos e os solos precisos e técnicos de Alex; e a bateria destruidora de Neil Peart, que mesmo com a idade avançada ainda prova que é um dos melhores (senão o melhor) bateristas do mundo, com passagens intrincadas e precisas de impressionar. Mas o que não se esperava dos canadenses era o peso sobressalente que se perfaz por quase todas as faixas do disco, fugindo do lado mais comercial da banda, e que deixou o disco bem diferenciado.
A faixa que abre o material, "Caravan", e a seguinte "BU2B", já conhecidas dos fãs, mostram essa tendência da banda em criar músicas pesadas e marcantes, com muita técnica e vibração, destacando-se na primeira o baixo cheio de groove de Lee, e na segunda a belo refrão, tendo tudo para se tornar outro clássico do trio.
E o disco segue essa toada excelente até o final, transitando entre diversos estilos e influências, com músicas mais épicas e "viajadas", como a faixa título (que é daquelas que dão nó na cabeça do ouvinte, tamanha a diversidade apresentada) e "Hallo Effect", e outras mais pesadas e diretas, remetendo aos primórdios da banda, como "Seven Cities of Gold" (com um baixo fantástico, e claras influências setentistas) e "Headlong Flight" (uma das mais pesadas do material).
Destaque também para a excelente qualidade lírica do material, com uma história conceitual tratando da jornada de um jovem homem por um mundo dito "liberal e colorido", na busca por seus sonhos, e a história cita cidades perdidas, piratas, anarquia, festas exóticas e um rígido relojoeiro que impõe precisão em todos aspectos do dia-a-dia (representada inclusive pela capa do material, repleta de simbolismo), dentre outros temas. O material foi todo escrito por Neil Peart, e irá se tornar em breve um romance, escrito pelo escritor de ficção científica Kevin J. Anderson.
E se você não acreditava que o RUSH chegaria vivo em 2012, eis aqui a prova viva de que não só chegaram, mas lançaram um de seus discos mais fortes em anos. Sabe aqueles discos que não há como deixar passar? Pois bem, "Clockwork Angels" é um deles...
Clockwork Angels - Rush (2012 – Nacional)
Formação:
Geddy Lee - Bass, Vocals
Alex Lifeson - Guitars
Neil Peart - Drums
Track List:
1. Caravan
2. BU2B
3. Clockwork Angels
4. The Anarchist
5. Carnies
6. Halo Effect
7. Seven Cities of Gold
8. The Wreckers
9. Headlong Flight
10. BU2B2
11. Wish Them Well
12. The Garden
Outras resenhas de Clockwork Angels - Rush
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