Direito De Defesa: Denúncia, engajamento e consciência da realidade

Resenha - Cultura da Impunidade - Direito De Defesa

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Por Ricardo Cunha
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Em meados de 1997 nascia no Rio de Janeiro/RJ, uma banda que hoje intitula seu som como "Rock de Rua". A história da Direito De Defesa teve início na Zona Norte da capital fluminense, quando amigos amantes do bom e velho rock'n'roll, resolveram fazer da música um instrumento de diversão, informação, denúncia e crítica social.

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O desejo de mostrar seu som ao maior número de pessoas possível, fez o grupo procurar todos os espaços que estivesse ao seu alcance, levando na bagagem uma mensagem consciente, adornada por uma sonoridade simples, direta e pesada, dando luz a uma melodia singular que se conferiu na demo "Bala Perdida" (2002), elogiada pela revista Roadie Crew.

Nesse período, a banda participou de concursos culturais, conquistando premiações de melhor guitarrista e melhor música com canção "Bala Perdida". Com o reconhecimento crescendo na cena carioca, a Direito De Defesa passou a receber muitos convites para tocar, inclusive em lugares inusitados, como no Autódromo de Jacarepaguá, durante o Campeonato Mundial de Moto-velocidade, em 3 e 4 de julho de 2004. No mesmo ano, o grupo finaliza os trabalhos de "Na Cara Deles..." e mais uma vez a banda cai nas graças da mídia especializada, como na edição de agosto de 2004 da [revista] Rock Brigade.

Em 2005, junto à outras 64 bandas brasileiras, a Direito De Defesa participa do concurso virtual Duelo de Bandas, promovido pelo site tosembanda.com, com votação aberta ao público. Ocasião em que ficou entre as quatro primeiras colocadas com a canção "O Que Se Planta Dá!".

Tanta expressão a fez tocar em vários pontos do Rio de Janeiro, até decidir pausar as atividades em 2011. Reformulada, Direito De Defesa retorna em 2014 dividindo o tempo entre apresentações e sessões de estúdio, para composição de novas canções. Com os mesmos elementos sonoros e ideias que lhe renderam respeito, o grupo que hoje é formado por Marcos Rhamirez (vocal), Alexander Xavier (guitarra), Walter Alpeer (bateria) e Leonardo Jesus (baixo), liberou nas principais plataformas de streaming o álbum "Cultura da Impunidade" (2019), com onze músicas. Atualmente, além de seguir marcando shows, a Direito de Defesa segue compondo e renovando seu repertório.

Musicalmente, de um lado, o álbum tem uma levada que remete a uma extinta banda de Fortaleza/CE, que ganhou notoriedade na segunda metade dos anos 90, a Benihana. De outro, uma banda carioca já famosa, O Rappa. Ambas levantaram a bandeira da música como forma de denunciar o ódio social contra o povo das comunidades carentes e por isso tinham um apelo muito forte junto aos que participam dessa realidade. Na prática, essa música repercute bem porquê tem origem no ceio das comunidades carentes e, de lá, irradia sua força para todos os cantos do Brasil, onde a exclusão social e a impunidade são preponderantes. Dessa forma, o conceito da música da Direito de Defesa, é para os excluídos e para os indignados, coisa que este país não se envergonha de fabricar.




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Sobre Ricardo Cunha

Apaixonado por música e estudante de Filosofia, juntou os interesses para escrever principalmente sobre rock e metal.

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