Until Rain: banda segue longe do progressivo e próxima da monotonia

Resenha - Season V - Until Rain

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Por Victor de Andrade Lopes
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Nota: 4

O sexteto grego de metal progressivo Until Rain chegou a seu quarto álbum de estúdio, Season V, o segundo com a nova formação (exceto pelo baixista Dinos Athanaselos, que entrou em 2018), tendo como missão mostrar qual é, afinal, o novo direcionamento musical que assumirá daqui pra frente.

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E o prognóstico é ruim para quem os conheceu na época do Anthem to Creation, um dos destaques do gênero em 2013 - justamente um dos melhores anos do progressivo nesta década. Isso porque a banda parece não apenas ter gostado do som pouco empolgante do disco anterior, Inure como também aparenta ter encontrado um jeito de expandi-lo.

A abertura "Inner Season" parece querer se aproximar daquela melosidade típica do Haken, preparando o terreno para a simpática "Running". Depois, temos as facilmente esquecíveis "Patti" e "In Times of Despair". É só na quinta faixa, "Qualia", que chegamos a algo realmente interessante, ainda que isso demore alguns minutos para ser construído nesta canção em particular.

"Miracle" segura a peteca levantada por sua antecessora com uma presença proeminente de cordas, mas "Restart" nos leva de volta à monotonia, que segue em "Stay" e "The Long Break" - cujo título é aplicado quase que literalmente, pois a sensação que temos é a de estar ouvindo os lamentos de um casal se separando por quase cinco minutos. Até uma vocalista (Vicky Psarakis, que já havia participado do Anthem to Creation) foi chamada como convidada especial na música, mas ela tem pouco sucesso em torná-la interessante.

O nível só sobe novamente com as técnicas "Ascending" e "Time Escape", separadas pela promissora "A Land of Nothingness" - interrompida abruptamente e incapaz, portanto, de entregar aquilo que se esperava dela.

É positivo que o Until Rain reconheça estar se afastando do metal progressivo ao se autointitular também como uma banda de metal alternativo e ao prometer na divulgação de Season V que ele seria uma obra "dinâmica", que "amadurece conforme as escutadas", fruto de "influências múltiplas", aquela conversa toda. Mas quem lança um Anthem to Creation... corre o risco de deixar muita gente esperando um novo Anthem to Creation. Faltam riffs memoráveis, faltam solos inspirados, faltam refrãos que empolguem uma plateia, enfim.

O grupo não é obrigado a fazer o som que os fãs e a crítica esperam, lógico. Nada mais degradante que tocar para os outros antes de tocar para si mesmo. Mas digamos que se jogarmos este disco e o anterior numa cesta com outros álbuns diversos de metal, vai levar um bom tempo até alguém notar sua existência.

Abaixo, "Qualia" ao vivo no estúdio:

Track-list:
1. "Inner Season"
2. "Running"
3. "Patti"
4. "In Times of Despair"
5. "Qualia"
6. "Miracle"
7. "Restart"
8. "Stay"
9. "The Long Break"
10. "Ascending"
11. "A Land of Nothingness"
12. "Time Escape"

Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/seasonv




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Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.

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