Arlo Guthrie: resenha do álbum Running Down The Road
Resenha - Running Down The Doad - Arlo Guthrie
Por Rafael Lemos
Postado em 18 de fevereiro de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Arlo Guthrie é um músico norte americano de Folk Rock, filho do famoso músico do mesmo gênero Woodie Guthrie. Arlo ganhou uma maior projeção ao se apresentar no Woodstock, em 1969, mesmo ano de lançamento deste grande álbum, "Running Down the Road".
Embora a maioria das críticas prefiram seu trabalho de estréia, "Alice's restaurant", acredito que "Running...", seu segundo álbum de estúdio, é o mais grandioso de sua carreira. Nele, as músicas formam uma unidade, um clima muito peculiar de se ouvir e sentir. Já podemos notar uma evolução e um domínio maior do músico em relação a firmeza em sua proposta musical. Essa proposta é perceptível no clima rural que as músicas transmitem.
O álbum é bastante diversificado e sem a menor preocupação de se limitar a um gênero, passeando pelo Folk, Country, Rock e outros. Para gravá-lo, Arlo cercou-se de músicos que se revezavam nos instrumetos.
Apresenta quatro covers: "Oklahoma hills", escrita pelo seu pai Woodie Guthrie e gravada pelo seu tio, Jack Guthrie em 1945 (essa música se tornou a canção símbolo de Oklahoma em 2001), "Creole Belle", do Mississipi John Hurt, "Stealin'", de Gus Canon, e a instrumental (e uma das mais bonitas do álbum) "Living in the country", do Peter Seger, todos músicos da primeira metade do século XX que tocavam Folk, Country e outros gêneros. "Oklahoma hills" e "Creole Belle" dão um ar rural muito agradável ao disco.
As demais, são todas composições do Arlo, onde se destacam "Coming into Los Angeles" (a mais famosa delas, por ter entrado no documentário do Woodstock, contendo cenas cotidianas bastante comuns à época... - quem assistiu, sabe disso), "My front pages" (a melhor música do álbum, calma, lenta e carregada de emoção), e a faixa título (um roquinho inocente com uma guitarra bastante ácida).
O disco só não leva nota máxima por conter a "Oh, in the morning", uma música gravada apenas pelo Arlo no piano enquanto canta, tendo pouco a ver com o clima do álbum, mas que poderia ter entrado muito bem em algum de seus discos posteriores. Os atabaques bem ao fundo de "Wheel of fortune" dá um leve ton latino à música que pouco contribuí também. Entretanto, de uma forma geral, este é um trabalho essencial é maravilhoso que está caindo no esquecimento, mesmo com uma bonita edição em cd ter sido lançada em 2017, em uma espécie de mistura entre digipack e slipcase, com as imagens e informações impressas na parte interna da caixa.
Formação:
Arlo Guthrie: violão, guitarra, piano
John Pila: guitarra
Clarance White: guitarra
James Gordon: Bateria
Gene Parsons: Bateria, gaita
Ry Coorder: baixo, bandolim
Jerry Scheff: baixo
Chris Ethridge: baixo
Milt Holland: Percussão
Faixas:
01- Oklahoma hills
02- Every hand in the land
03- Creole Belle
04- Wheel of fortune
05- Oh, in the morning
06- Coming into Los Angeles
07- Stealin'
08- My front pages
09- Living in the country
10- Running down the Road
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Cronos, vocalista e baixista do Venom, morre aos 63 anos
Judas Priest fará turnê sul-americana em 2027, segundo o Summa Inferno
Sepultura esgota ingressos do último show da carreira
O curioso tema do TCC de Fernanda Lira que professora reprovou e a fez largar a faculdade
Jim Root diz que não tem nada a ver com inclusão de Marilyn Manson em tour do Slipknot
Nicko McBrain relembra o dia em que ficou alucinado e confundiu ônibus com elefante
A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Sonata Arctica cancela show no Uruguai em cima da hora
As quatro bandas que fizeram a cabeça de Cronos, o vocalista do Venom
A banda inglesa que abriu caminho nos EUA antes de Def Leppard e Iron Maiden
Mötley Crüe emplaca primeira música no Clube do Bilhão do Spotify
Fernanda Lira explica por que Crypta escolheu Victoria Villarreal e não Helena Nagagata
Por que Tony Iommi acha que grandes músicos não conseguiam tocar Black Sabbath direito
Os curiosos dois significados da expressão "Eu quero ver o oco", segundo Digão
Glenn Hughes conta a cômica história da sessão espírita com Ritchie Blackmore
O grupo que foi considerado um dos "mestres do Metal" por Steve Harris
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



