In Flames: com melodia, sem deixar o peso de lado
Resenha - A Sense Of Purpose - In Flames
Por Mateus Ribeiro
Postado em 06 de fevereiro de 2019
O nono disco de estúdio do IN FLAMES, "A Sense Of Purpose", foi lançado em março de 2008. Depois da boa repercussão de "Come Clarity" (que ajudou a limpar um pouco a barra da banda com os fãs mais antigos), era esperado que a banda lançasse um bom disco, missão que foi cumprida com total êxito, ao menos para os fãs menos extremistas.

Quem acompanha a carreira da banda, sabe que naquelas alturas, não adiantava esperar nada parecido com "Colony" ou "Whoracle". E em "A Sense...", a banda começou a dar mostras de algo que se concretizou tempos depois: se em meados dos anos 90, a banda ficou conhecida como um dos pilares do Melodic Death Metal, depois dos anos 2000, a banda abandonou o Death Metal e ficou com a melodia, sem deixar o peso de lado.

Todos os músicos exerceram um ótimo papel no disco. As composições estão repletas de momentos empolgantes, com um acompanhamento instrumental simplesmente perfeito. Anders Fridén enfim conseguiu dar a sua cara para a banda (o que foi motivo de descontentamento para muitos), e as músicas parece que foram escritas para sua voz se encaixar em todas.
Desde o primeiro riff, Björn Gelotte e Jesper Strömblad mostram uma sintonia absurda. Daniel Svensson simplificou um pouco as linhas de bateria, diminuiu a loucura dos álbuns passados, mas fez um trabalho sólido e brilhante. Tudo isso combinando com a precisão cirúrgica de Peter Iwers no baixo. A ótima produção também contribuiu (muito) para o resultado final.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A primeira música, "The Mirror´s Truth" é um belo cartão de visitas. Riff marcante, belas melodias vocais, e um refrão cativante. Essa é a receita de muitas músicas do disco, principalmente as mais rápidas, como "Disconnected", "I´m The Highway", "Sober And Irrelevant" (a música mais corrida do disco) e "March To The Shore".

O disco contra com outros inúmeros destaques, como "Sleepless Again", a ótima balada pesada "Alias", "Condemned", "Delight And Angers" (perfeita para abrir shows) e "The Chosen Pessimist", que é, sem dúvidas, a música mais melancólica (e uma das mais belas) de toda a carreira da banda.
No fim das contas, "A Sense of Purpose" conseguiu angariar uma nova leva de fãs . O som mais "americanizado" definitivamente viria a se tornar parte integrante do trabalho de composição, e permaneceria por muito tempo. Na verdade, permanece até os dias de hoje, e pelo visto, no próximo disco (intitulado "I,The Mask"), as coisas não serão muito diferentes neste quesito.
O disco acaba reservando grandes momentos, e se não vai fazer dos fãs dos primeiros discos as pessoas mais felizes do mundo, também não vai fazer com que queimem as camisas da banda, ou rasguem suas cuecas e calcinhas de ódio. Basta tentar esquecer um pouco o passado da banda, e entender que todos mudam (menos os headbangers mais trues, esses não mudam e são extremamente chatos).

E você, o que acha desse álbum?
Um abraço!
Observação: Infelizmente, foi o último disco a contar com a presença de Jesper Strömblad, guitarrista e fundador da banda, que saiu da banda para tratar de seus problemas com o álcool.
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