In Flames: com melodia, sem deixar o peso de lado
Resenha - A Sense Of Purpose - In Flames
Por Mateus Ribeiro
Postado em 06 de fevereiro de 2019
O nono disco de estúdio do IN FLAMES, "A Sense Of Purpose", foi lançado em março de 2008. Depois da boa repercussão de "Come Clarity" (que ajudou a limpar um pouco a barra da banda com os fãs mais antigos), era esperado que a banda lançasse um bom disco, missão que foi cumprida com total êxito, ao menos para os fãs menos extremistas.
Quem acompanha a carreira da banda, sabe que naquelas alturas, não adiantava esperar nada parecido com "Colony" ou "Whoracle". E em "A Sense...", a banda começou a dar mostras de algo que se concretizou tempos depois: se em meados dos anos 90, a banda ficou conhecida como um dos pilares do Melodic Death Metal, depois dos anos 2000, a banda abandonou o Death Metal e ficou com a melodia, sem deixar o peso de lado.
Todos os músicos exerceram um ótimo papel no disco. As composições estão repletas de momentos empolgantes, com um acompanhamento instrumental simplesmente perfeito. Anders Fridén enfim conseguiu dar a sua cara para a banda (o que foi motivo de descontentamento para muitos), e as músicas parece que foram escritas para sua voz se encaixar em todas.
Desde o primeiro riff, Björn Gelotte e Jesper Strömblad mostram uma sintonia absurda. Daniel Svensson simplificou um pouco as linhas de bateria, diminuiu a loucura dos álbuns passados, mas fez um trabalho sólido e brilhante. Tudo isso combinando com a precisão cirúrgica de Peter Iwers no baixo. A ótima produção também contribuiu (muito) para o resultado final.
A primeira música, "The Mirror´s Truth" é um belo cartão de visitas. Riff marcante, belas melodias vocais, e um refrão cativante. Essa é a receita de muitas músicas do disco, principalmente as mais rápidas, como "Disconnected", "I´m The Highway", "Sober And Irrelevant" (a música mais corrida do disco) e "March To The Shore".
O disco contra com outros inúmeros destaques, como "Sleepless Again", a ótima balada pesada "Alias", "Condemned", "Delight And Angers" (perfeita para abrir shows) e "The Chosen Pessimist", que é, sem dúvidas, a música mais melancólica (e uma das mais belas) de toda a carreira da banda.
No fim das contas, "A Sense of Purpose" conseguiu angariar uma nova leva de fãs . O som mais "americanizado" definitivamente viria a se tornar parte integrante do trabalho de composição, e permaneceria por muito tempo. Na verdade, permanece até os dias de hoje, e pelo visto, no próximo disco (intitulado "I,The Mask"), as coisas não serão muito diferentes neste quesito.
O disco acaba reservando grandes momentos, e se não vai fazer dos fãs dos primeiros discos as pessoas mais felizes do mundo, também não vai fazer com que queimem as camisas da banda, ou rasguem suas cuecas e calcinhas de ódio. Basta tentar esquecer um pouco o passado da banda, e entender que todos mudam (menos os headbangers mais trues, esses não mudam e são extremamente chatos).
E você, o que acha desse álbum?
Um abraço!
Observação: Infelizmente, foi o último disco a contar com a presença de Jesper Strömblad, guitarrista e fundador da banda, que saiu da banda para tratar de seus problemas com o álcool.
Outras resenhas de A Sense Of Purpose - In Flames
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O membro do Iron Maiden que "não aguenta mais e quer sair", segundo Regis Tadeu
Confira o Line-Up completo do Bangers Open Air 2027
Cinco bandas do Bangers Open Air 2027 que fogem do óbvio e merecem sua atenção
A banda que Max Cavalera considerava a "versão brasileira do Iron Maiden"
A música que Corey Taylor gostaria de deixar como ensinamento para o filho
Ozzfest confirma retorno com edições em três países para 2027
Geezer Butler não dava muita atenção à carreira solo de Ozzy Osbourne
Jairo Guedz sobre as regravações dos Cavalera: "A magia, para mim, está no original"
A condição de Ricardo Confessori para voltar ao Shaman: "Se quiser trabalhar comigo, senta aí"
O clipe mais barato da história do Iron Maiden, segundo Dave Murray
O episódio de machismo que revoltou Kurt Cobain e fez uma banda chegar ao fim
Regis Tadeu revela por que Robert Plant se recusa a ressuscitar o Led Zeppelin
Bruce Dickinson quer novo disco do Iron Maiden, Steve Harris não sabe, diz Nicko McBrain
A briga com Bruce Dickinson que quase faz Nicko McBrain largar o Iron Maiden
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
O que Secos & Molhados diz com "os ventos do norte não movem moinhos" em "Sangue Latino"
Gavin diz que Paulo Ricardo descobriu sua saída do RPM e entrada nos Titãs pela TV
A opinião de Lucinha, mãe de Cazuza, sobre o atual vocalista do Barão Vermelho


De Trivium a Ozzy Osbourne, 150 músicas lançadas nos anos 2020 que merecem sua atenção
Os melhores álbuns de melodic death metal dos anos 90, segundo o Loudwire
Matt Heafy (Trivium) cita os 3 álbuns que mais o influenciaram
O disco do In Flames que vocalista do Trivium considera um dos melhores de todos os tempos
A banda que arriscou 60 mil dólares em turnê pelos EUA e voltou para casa com lucro
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



