Obscurity Vision: rigorosidade Death envolvida por atmosfera Black
Resenha - Dark Victory Day - Obscurity Vision
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 23 de janeiro de 2019
Nota: 9 ![]()
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A demo "Obscurity Creation" de 2002, foi o começo da "conclamação" que resultou na chegada de "Dark Victory Day" (2017), primeiro álbum completo dessa banda de Santa Catarina, que ganhou muito terreno após este lançamento. O som que chega aos nossos tímpanos com riffs uniformes, oferece ao ouvinte treze temas brutais com a rigorosidade do Death Metal envolvida pela atmosfera sombria do Black Metal. O álbum prima pela essência da música sem precisar de orquestrações, mas com uso de arranjos pertinentes a uma boa audição. É assim que a "horda" que hoje é formada por RAFAEL VICENTE (vocais), LUIZ E JOÃO RODRIGUEZ (guitarras), THIAGO JUNGLAUS (baixo) e LUIZ TRENTIN (bateria), equilibra sua sonoridade, harmonizando seus riffs com pontes de ligação unindo as nuances, ou viradas que dão a tônica em momentos precisos. Tais providências aliadas a uma produção cuidadosa, proporciona a percepção de cada instrumento, seja através de andamentos velozes com "blast beats", ou nos momentos mais pesados que requerem cadenciamento.
"Dark Victory Day" começa com a intro "IE.KAE", que é uma execução cadenciada de clima soturno, conduzida por guitarras distorcidas. Neste prelúdio o profissionalismo do grupo se revela com ótima sequência de acordes e "licks" de guitarra. Ela descortina "Living a Suicidal Dream", que intercala velocidade e peso. O baixo que, neste álbum, foi gravado por NERY BAUER, com seus graves fundamentais preenche todo espaço sonoro, evitando uma audição seca e sem vida. No "hino" "Obscurity Creation", o setor da cozinha é soberano em alguns trechos e toma parte na pancadaria, mas as sessões instrumentais do álbum não são as únicas garantias de entretenimento, os vocais que vociferam as letras também causam dor aos ouvidos sensíveis e prazer aos amantes da forma mais brutal da música. RAFAEL, além de ser excelente nos guturais, sabe exprimir seu ódio nas partes rasgadas, como em "Apodrecendo", uma das canções escritas em português.
Outro "cântico de horror" composto em nossa língua é a pesada "Violência", que foi contemplada com "lyric video" após o lançamento do CD, porém, a canção que melhor representa o álbum, e que saiu como "single" em seu pré-lançamento é "I Can See" que, em 2016, saiu também no relançamento da demo de 2002. Não há como deixar de fora "The Silence Is Painful" e sua magia Black Metal que arrepia a alma, igualmente à "Dark Truth (Storm Prelude)", com seus riffs mind-tempo que evoluem a uma amplitude mais rica durante os mais de nove minutos de execução, com direito a som de tempestade e tudo mais.
Se você é aquele cara que segue ideologia acompanhada de musicalidade, e que gosta de sentir a sonoridade pulsando de dentro pra fora, sem carências ou simetrias, ou simplesmente tem bom gosto para o metal extremo, eis aqui um item primordial à sua estante. Recomendado no talo e no "repeat".
TRACK LIST
01. JE.RAE (Intro)
02. Living A Suicidal Dream
03. Obscurity Creation
04. Benefit Of Evil
05. Dark Victory Day
06. Apodrecendo
07. Slow Agony
08. I Can See
09. The Silence Is Painful
10. Sick Minds
11. Violência
12. Black Funeral
13. Dark Truth (Storm Prelude)
Outras resenhas de Dark Victory Day - Obscurity Vision
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