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Alice in Chains: à vontade e com suas raízes aflorando

Resenha - Rainier Fog - Alice in Chains

Por Marcio Machado
Postado em 22 de agosto de 2018

Nota: 9 starstarstarstarstarstarstarstarstar

Cinco anos após sua última passagem em estúdio, finalmente um dos poucos remanescentes do grunge, o Alice in Chains solta seu novo espetáculo. Terceiro álbum com o então vocalista William Duvall, a banda se mostra a vontade e com suas raízes aflorando, mas sempre trazendo algo novo sem soar como uma sombra de seu passado. "Rainier Fog" é sem dúvidas o melhor trabalho da fase atual e pode figurar sem dúvidas como um grande petardo na discografia da banda.

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Abrindo o disco temos "The One You Know", que já é conhecida do público pois foi a primeira deste disco a ser lançada e ganhar um vídeo,e que abertura! A faixa é pesada e seca, um riff inicial matador de Cantrell, e que presença de baixo de Mike Inez, é nítido o destaque que o rapaz ganhou desde o álbum anterior. Jerry é quem abre os vocais e quando o faz, é como um soco de tanta potência, sua dupla com William soa cada vez melhor e aqui está fenomenal. A parte mais lenta da canção em sua metade nos faz viajar no som e comprova que a espera valeu muito a pena!

A faixa título já dá as caras na sequência e com um ótimo pique. William é quem começa os vocais agora e como esse cara manda bem, sua voz é cheia de identidade e em momento algum quer soar como uma cópia de alguém, prova de que é digno de ocupar o posto. A canção, segundo o próprio Cantrell é uma homenagem aos artistas da cena de Seattle e que já se foram, o nome "Rainier Fog" é uma alusão à um monte que há na cidade com vista para toda ela. Que delícia de música, a sua parte mais lenta é ainda melhor com as dobras de vocais e um solo destruidor de Jerry que há muito já provou um dos melhores "riffeiros" de seu tempo. Destaque para as quebras de tempo da bateria de Sean Kinney.

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"Red Giant" começa pesada e sem dó dos ouvidos alheios e cai naquele ritmo arrastado característico da banda nos jogando em outra época da mesma. O refrão explode em uma melancolia que deixa tudo com mais peso. Aqui a adição da segunda guitarra se mostra bastante eficaz dando mais peso e clima para a faixa, e temos outro solo cheio de feeling e identidade! Uma das melhores, sem dúvidas.

Temos agora uma semi-balada, "Fly" da uma amenizada no clima sombrio, mas sem perder o foco. Como é divino ver as dobras vocais nessas faixas de andamento mais cadenciado e como tudo casa perfeitamente. É o Alice in Chains mostrando uma de suas melhores qualidades ao criar um refrão radiofônico numa canção totalmente melancólica. Podia figurar facilmente entre os trabalhos solos de Cantrell.

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Esta faixa é uma das mais pesadas da peça, ganhou destaque em muitos reviews. De fato ela tem um sol bastante pegajoso em seu andamento, cheia de groove, um refrão forte, mas algo em "Drone" não soou tão bem para mim, nem de longe se trata de algum ruim, pois os solos que desfilam por aqui e a quebra de ritmo em sua metade não deixariam isso acontecer, porém, não consegui achar algo que realmente me apetece na faixa.

"Deaf Ears Blind Eyes" é a cereja do bolo deste trabalho! Começa lenta, com vocais grudentos de Cantrell e Duvall, cadenciada, cheia de sentimentos e a famosa passagem mais lenta é uma viagem desgraçada que nos arrasta pra um buraco e nos joga de volta pra cima na mesma cadência. Outra das melhores daqui, se não a!

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Continuando no pique das baladas, "Maybe" valoriza os dois vocalistas dando destaque total à suas vozes que já sendo repetitivo, mas soam perfeitamente consolidadas como uma única! É uma faixa muito bonita, mas que de longe você já sabe quem está tocando. Talvez um pouco apagada nas demais, mas ainda assim, ótima!

Voltando ao peso e o clima sombrio, "So Far Under" é outra que remete à outros tempos da banda e que é incrível o peso visto aqui, como é esses malucos sabem colocar uma bigorna nas mãos quando querem. De novo há um destaque para o baixo que só deixa as coisas mais agressivas e um baita destaque para a voz de William que passeia por tons e nuances de voz de forma um tanto natural! É também um desfile de riifs, a ponte para o refrão é um refresco para a porrada que ele é, delirante a forma que ele é cantado e tocado. Esta canção também já havia sido liberada e teve grande aceitação do público, não a toa, pois também figura em destaque. Há um silo divino por aqui também!

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Mostrando uma forte influência de Kiss, principalmente da época "Psycho Circus", que é uma das bandas favoritas de Cantrell, "Never Fade" é de chorar de tão deliciosa de se ouvir. Ela é rápida, diferente dos "padrões" AIC, mas sem perder em nenhum momento a identidade, e de longe tem o melhor refrão do disco e dos melhores da banda! Quanta melodia, quanta harmonia, quanta qualidade e que solo devastador!!

Encerrando o trabalho temos uma faixa de mais de 7 minutos, "All I Am", que é um baita encerramento. Melancolia destilada, é arrastada, com vocais amargurados feitos em dobra novamente que soam como uma massagem aos ouvidos de tão bonitos! O refrão é denso, entoado por um Cantrell cheio de vigor, carregado e arrastado! Tem um solo grandioso que enriquece ainda mais tudo por aqui. Um final grandioso para um dos melhores álbuns do ano e uma grande adição na já rica discografia do Alice in Chains.

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Algo que somente poderia provir desses quatro caras, "Rainier Fog" é o selo que comprova que a banda merece ainda estar na ativa e que as longas esperas valem a pena, é grandioso, é triste, esbanja alto nível é grudento e acima de tudo, é Alice in Chains!

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Sobre Marcio Machado

Estudante de história, apaixonado por cinema e o bom rock, fã de Korn, Dream Theater e Alice in Chains. Metido a escritor e crítico.
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