Taproban: prog italiano que homenageia vítimas da corrida espacial
Resenha - Per Aspera Ad Astra - Taproban
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 22 de março de 2018
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Taproban era o antigo nome da ilha onde se localiza o Sri Lanka. Também é banda de rock progressivo formada em 1996, em Roma. A história do atual trio é cheia de câmbios na formação e hiatos, então basta dizer que nessas mais de duas décadas, os italianos têm sido influenciados pelo prog clássico dos anos setenta, especialmente pela vertente tecladeira do subgênero. Além disso, as viagens espaciais e sagas de ficção-científica desempenham papel importante nas composições.
A formação atual tem Gianluca De Rossi teclados e vocais), Roberto Vitelli (baixo e guitarra) e Ares Andreoni (bateria e percussão). Ano passado, lançaram o quinto álbum, Per Aspera Ad Astra, citação latina que significa literalmente: "por ásperos (caminhos) até aos astros", metaforizando chegar à glória por caminhos difíceis. A odisseia espacial humana continua inspirando, desta vez enfatizando as agruras, homenageando os astro/cosmonautas esfacelados para que a humanidade atinja outros mundos.
Per Aspera Ad Astra (PAAD) é predominantemente instrumental; dos cerca de 51 minutos das nove faixas, uns 5 ou 6 apenas têm vocais, em inglês ou italiano. Se Roberto Vitelli também não tocasse baixo, ficaria quase sem trabalho. PAAD é, em sua maior parte, longa sucessão de solos e momentos de diferentes teclados vintage analógicos, como Moog, MiniMoog, Hammond, que dão a sonoridade setentista imperante. Fãs de corredeiras e cascatas tecladísticas se fartarão com o domínio de Gianluca de Rossi.
Até o descontextualizado solo de saxofone, em Nexus, parece se tratar de longa suíte dividida em movimentos, típico da escola prog dos áureos dias. Meio Kenny G, o solo soa fora de lugar, porque remete mais à cena do muzak da saxodécada.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Essa faixa fecha com a suposta última gravação do cosmonauta russo Vladimir Komarov, incinerado, quando a Soyouz 1 entrou na atmosfera terrestre com a velocidade dum meteoro e o paraquedas não abriu, porque o projeto fora (mal-)feito às pressas pra agradar o Camarada Leonid Brejnev, que ansiava usar o voo pra celebrar os 50 anos da revolução de 1917. Momentos antes de ser incendiado vivo, Komarov soltou os cachorros e chorou de desespero pra base moscovita. Não sei se a gravação utilizada pelo Taproban é real, porque há versões apócrifas rolando há anos e jamais tive coragem de ouvir nem a real; meu apetite por desespero é saciado pelos filmes de terror. Não se preocupem os mais sensíveis: é tão baixinho que nem dá pra sacar ser alguém em seus momentos finais de agonia. Acho que se eu não contasse, você nem sacaria. Mais um detalhe desta história triste: Komarov foi velado em caixão aberto; imagine o pedaço de carvão que restou depois do impacto contra o solo. Pior é que tem até foto facilmente acessível online; e a vi sem querer...Ugh!
Depois vem outro equívoco. A pobre melodia de D.I.A.N.A., que muda o teclado prum oitentista Rolland (parece), daí a canção fica deslocada no universo anos 70, além de boba e repetitiva.
O clima e sonoridade setentista são retomados em Agata Lost in the Mirror Whale, onde uma grande sacada poderá acontecer para alguns ouvintes. É a única canção onde ocorre interplay entre linda guitarra plangente e teclado fininho à Jarré. O prog mais emocionante e vibrante ocorre quando existe profusão de ou intensa simbiose entre distintos instrumentos. Embora, o resto de PAAD mimetize bem com a tecladeria de Giancarlo diversos aspectos da corrida espacial, é a curta Agata Lost in the Mirror Whale que consegue emocionar mais do que tudo no álbum.
Tracklist
1. Outside Nowhere (15:07)
2. Fragments of Life (1:26)
3. Il Difficile Equilibrio Tra Sorgenti d'Enegia (8:16)
4. Ves Ml' TaHghach (4:48)
5. Nexus (5:07)
6. D.I.A.N.A. (3:58)
7. Agata Lost in the Mirror Whale (3:25)
8. Entwinings (1:57)
9. Octopus! (6:21)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure
O tipo de banda que Joey Ramone odiava; "toda esta merda de nova fórmula de rock"
Sai Mario, entra Luigi: brasileiro assume temporariamente a bateria do Gojira
5 músicas que fazem o metaleiro olhar para o amigo e dizer: "Agora ficou sério"
System of a Down puxa coro contra o Oasis durante show em Londres
A obra-prima do rock anos 90 que foi gravada em uma mansão medieval assombrada na Inglaterra
O melhor e o pior álbum do Iron Maiden de todos os tempos, segundo Nicko McBrain
5 álbuns de rock que são maiores que a própria banda
A música que Flea escolheu como a melhor definição do Red Hot Chili Peppers
Devin Townsend ainda não ouviu Angine de Poitrine para poder continuar os odiando
Guitarrista e baterista negam que o Venom seja projeto solo de Cronos
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
A música de 1972 que Slash disse ter um dos melhores sons de guitarra da história
A banda que ajudou a popularizar o nome do heavy metal e quase afundou por versões falsas
O vocalista que Robert Plant julgava inalcançável e que idolatrava o cantor do Led Zeppelin
Malas sem alça: dez vezes que astros do rock e do metal foram arrogantes em citações
Como Steve Harris e Bruce Dickinson, do Iron Maiden, tão diferentes, dão certo juntos
As dez músicas que deram origem ao Thrash Metal, segundo Scott Ian, do Anthrax

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos
