Alice in Chains: Sujeira no som de Seattle
Resenha - Dirt - Alice in Chains
Por Vitor Sobreira
Postado em 17 de setembro de 2017
Considerado por milhares como uma praga, e por outros como uma revolução, um dos filhos do Rock, o Grunge, dividiu opiniões em seu auge, no início dos anos 90. Influenciando inclusive no vestuário, a sonoridade mais pessoal e por vezes despojada, marcou pra sempre o mercado musical, sempre atualizado em suas tendências…
Alice In Chains - Mais Novidades
Vinda de Seattle, no estado de Washington/EUA, a banda Alice in Chains cada vez conquistava mais território, e no dia 29 de setembro de 1992, o mundo veria o lançamento de seu segundo álbum, ‘Dirt’ – comumente referido como clássico e citado entre os melhores do gênero – pela Columbia Records (uma das mais antigas e significativas gravadoras dos Estados Unidos, abrigando artistas de bandas do Pop ao Metal).
Se por um lado, o Nirvana trazia uma aura um pouco mais Alternativa, transitando entre peso e melancolia em suas composições, por outro lado, o Alice in Chains – até então integrado por Layne Staley (vocal e guitarras), Jerry Cantrell (guitarra e vocal), Mike Starr (baixo) e Sean Kinney (bateria) não abria mão de influências diretas do Heavy Rock/Metal, mas dentro de sua proposta alternativa, obviamente.
Músicas pesadas, com andamentos predominantemente cadenciados, refrões fortes e uma densa carga emocional, serão basicamente o que o ouvinte se deparará nesse trabalho. A audição é extensa, e quase chega em 60 minutos mas, a cada conferida os bons momentos poderão ser muito bem apreciados, nas brechas musicais. Como observação, dependendo da versão do álbum, a listagem das faixas pode variar.
Se os vocais de Layne soaram límpidos, profundos e dando "aquela" tônica aos refrões, é por que ele foi além da mera interpretação, em letras de cunho bastante pessoal – já que na época enfrentava sérios problemas com as drogas. O instrumental não poderia deixar de seguir esse fio condutor, constantemente pesado, melancólico e ao mesmo tempo forte e encorpado – de riffs sujos, à sessão rítmica hipnótica e melodias reflexivas. Obviamente, os satisfatórios processos de estúdio, também contribuíram para esse resultado final que muitos apreciam. Como detalhe curioso, é de se espantar, que em determinados momentos de algumas composições, fiquemos com a impressão de que aquilo chega a esbarrar no Doom… Mas, é apenas uma lembrança mesmo.
Como destaques principais, fico com a famosa abertura "Them Bones", "Junkhead", a título "Dirt" (excelentes melodias e andamentos) e o encerramento "Would?", que conta com um início mais tranqüilo com aqueles marcantes dedilhados, para aderir ao peso logo em seguida. Mas, é claro que as menções não ficam apenas nessas, e vai de acordo com o ouvido de cada apreciador.
No mais, é sempre bom ouvir com calma, um som que nunca havia nos interessado antes!
Formação:
Layne Staley (R.I.P. 2002) (vocal, guitarra);
Jerry Cantrell (guitarra, vocal);
Mike Starr (R.I.P. 2011) (baixo);
Sean Kinney (bateria)
Faixas:
01. Them Bones
02. Dam That River
03. Rain When I Die
04. Down in a Hole
05. Sickman
06. Rooster
07. Junkhead
08. Dirt
09. God Smack
10. Iron Gland
11. Hate to Feel
12. Angry Chair
13. Would?.
Outras resenhas de Dirt - Alice in Chains
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dirk Verbeuren, do Megadeth, agradece Pete Sandoval por ter inspirado "legiões de bateristas"
Como Jason Newsted criou o riff de "Blackened" do Metallica e a reação de James e Lars
Os cinco melhores discos do Megadeth, segundo Mateus Ribeiro
Novo disco de Tony Iommi mantém acesa a chama do Sabbath, segundo resenha da Classic Rock
A música do Iron Maiden que influenciou o Big Four do thrash metal, segundo o Ultimate Guitar
Devido à demanda, U2 anuncia data extra no Brasil
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
O vilão inesperado que está atrasando o novo álbum do Sonata Arctica
Moyses Kolesne manda recado a quem reproduz discursos de Lemmy sobre política
Metal Hammer lista discos achincalhados que merecem uma segunda chance
Nicko McBrain revela que indicou Aquiles Priester para seu lugar no Iron Maiden
Phil Lewis (L.A. Guns) considera Robert Plant mais inteligente que Ian Gillan
Por que King Crimson é melhor do que Dream Theater, segundo Mikael Åkerfeldt do Opeth
Marko Hietala arrisca palpite sobre o que levou Floor Jansen a sair do Nightwish
Brian May escolhe os 5 maiores bateristas e inclui um nome que poucos lembram
A crise no Sepultura repete os clichês de tretas da história do rock and roll
O subgênero do rock que as letras são horríveis e sem significado, segundo Frejat

Com quase 150 atrações, Sonic Temple Festival confirma cast para 2027
A discordância de Dickinson, Cantrell, Plant e Gallagher sobre melhor música do Led Zeppelin
Alice in Chains - a banda que se reinventou depois de uma grande perda
Os 100 melhores discos de rock dos anos 90, segundo o Classic Rock History
A maior e melhor banda de metal de todos os tempos, segundo Jerry Cantrell
Cinco fantásticos álbuns ao vivo que não nasceram para ser álbuns ao vivo
Iron Maiden: Em 1992 eles lançavam Fear Of The Dark



