Aerosmith: Tirando os brinquedos do sótão
Resenha - Toys in the Attic - Aerosmith
Por Vitor Sobreira
Postado em 12 de setembro de 2017
Formado no ano de 1970, em Boston/Massachusetts, o Aerosmith (nome sugerido pelo baterista Joey Krammer) em poucos anos, conseguiu se tornar bem conhecido, e a cada lançamento, angariou mais e mais ouvintes, assim como milhões de cópias vendidas. Praticando um audacioso Hard Rock, fortemente inspirado pelo Blues, e incorporando também (principalmente, com o passar do tempo) elementos do Pop, Rhythym’n Blues e até mesmo algo do Heavy Metal. Não é à toa, que é uma das bandas de Rock mais famosas do mundo, e uma das que mais vendeu discos também. Exagero? Claro que não, apenas realidade!
O terceiro registro da banda, ‘Toys in the Attic’, foi lançado em março de 1975, através da gravadora Columbia Records (em uma parceria que durou cerca de dez anos), trouxe músicas marcantes e foi o responsável por impulsionar a carreira dos rapazes, já que os shows nessa época começaram a ficar cada vez mais lotados, e ainda vendeu (até os dias de hoje) mais de 11 milhões de cópias! Ah, e como curiosidade, este foi o primeiro disco a contar com o esboço do inconfundível e famoso logo estilizado, que aos poucos, seria discretamente modificado.
Com uma formação bem complexa – que aparentemente, ainda não apresentava problemas de desgaste por abusos com drogas e álcool – contando com o inigualável vocalista Steven Tyler, ainda sem aquele vocal repleto de ‘drives’ e entonações "bluesy", mas que já demonstrava intimidade com o microfone e o público, assim como o guitarrista Joey Perry, que a cada vez mais, ia explorando sua técnica, além de por vezes, cantar junto com o ‘frontman’, sem qualquer vergonha. Também nas seis cordas, Brad Whittford, apesar de menos espalhafatoso e mais discreto, mas igualmente talentoso, contribuía compondo e dividindo as guitarras com muita criatividade. Por último, mas não menos importantes, o baixista Tom Hamilton e o baterista Joey Krammer, mantinham o ritmo e as levadas envolventes, todos juntos, fazendo a engrenagem musical se movimentar como nunca.
É fato notar, que desde a abertura com a energética faixa título "Toys in the Attic", que o trabalho mereceu com honras, todas as cópias vendidas e todas as certificações, pois o que de melhor podemos apreciar, está aqui: ótimas composições + ótimos músicos + ótima qualidade sonora (proveniente da produção de Jack Douglas)! "Uncle Salty", já dispensa a certa velocidade, e relaxa os nervos, principalmente com os fortes riffs, enquanto que "Adam´s Apple", apresenta arranjos de instrumentos de sopro, dando uma boa diferenciada. A famosa "Walk This Way", que em 1986, foi coverizada pelo grupo de Rap/Hip-Hop RUN-DMC, se tornou um dos ‘singles’ a atingir o "Top 10" da Billboard Hot 100!
Em meio a tantas músicas bacanas, ainda gravaram um cover para Bull Moose Jackson (cantor e saxofonista de Blues e R&B, que ficou mais famoso no final dos anos 1940), com a faixa "Big Ten Inch Record", que ficou bem interessante. "Sweet Emotion", "No More No More" e a dramática e pomposa "You See Me Crying", completam com classe, este álbum que venceu os anos sem ser esquecido. Pois é... Já são 42 anos de história!
Formação:
Steven Tyler (vocal, baixo, gaita, percussão e teclado);
Joe Perry (violão, baixo, guitarra, percussão, vocais, vocais de apoio e ‘slide guitar’);
Brad Whitford (guitarras);
Tom Hamilton (baixo e guitarra rítmica);
Joey Kramer (percussão, bateria e vocais)
Faixas:
01 – Toys in the Attic
02 – Uncle Salty
03 – Adam’s Apple
04 – Walk This Way
05 – Big Ten Inch Record
06 – Sweet Emotion
07 – No More No More
08 – Round and Round
09 – You See Me Crying.
Outras resenhas de Toys in the Attic - Aerosmith
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Em documentário, Rodolfo Abrantes afirma que "o Raimundos era o Canisso"
O guitarrista que supera Eric Clapton, segundo Eddie Van Halen: "Mais suave e refinado"
10 bandas de heavy metal que lançaram discos autointitulados
Os discos dos Beatles que não vale a pena ouvir, de acordo com Jack Black
A exigente técnica de guitarra que até James Hetfield trapaceia, segundo Gary Holt
Ex-esposa detona pedido de casamento de James Hetfield: "Ele abandonou sua família"
Rodolfo Abrantes diz que vendeu direitos autorais de músicas que gravou com o Raimundos
O hit da Legião Urbana que Nando Reis queria ter escrito: "Cara, como nunca dei bola?"
Alissa White-Gluz pretende lançar vários singles antes de álbum com o Blue Medusa
João Gordo é detido em aeroporto após PF encontrar pequenas porções de drogas
O cantor amado por roqueiros e cheio de Grammys que Ian Anderson achava ter uma voz ridícula
A melhor música de "Countdown to Extinction", do Megadeth, segundo o Loudwire
Os melhores álbuns de rock e metal lançados nesta década, segundo o Loudwire
Filho confirma que Ozzy Osbourne não tinha condições de fazer o show de despedida
A melhor música de "The X Factor", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Porque Freddie Mercury, vocalista do Queen, teve seus bens queimados após morrer
O dia que Roberto Justus disse a João Gordo que nunca bebeu uma gota de álcool na vida
O álbum dos Titãs que rendeu dinheiro suficiente para Nando Reis comprar uma casa


Nomes do rock e do heavy metal que fazem aniversário em março
Por que Joe Perry quase perdeu a amizade com Slash, segundo o próprio
A música do Aerosmith que ajudou a "salvar o planeta" e conquistou algo que nunca conseguiram
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Quando o Rush devolveu o tratamento que recebeu do Aerosmith, e Joe Perry teve que ouvir
A banda que quase pegou o avião que caiu com o Lynyrd Skynyrd em 1977
Joe Perry explica o erro dos Beatles que os Rolling Stones por pouco não cometeram
4 hits de 85 que tem tanto solos quanto riffs inesquecíveis, segundo a American Songwriter
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



