Dimmu Borgir: Banda se perdeu em "Abrahadabra"
Resenha - Abrahadabra - Dimmu Borgir
Por Carlos Cesare
Postado em 02 de março de 2012
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Polêmicas à parte, o Dimmu Borgir é uma banda que conseguiu buscar um lugar privilegiado na cena. Por mais que as críticas sobre o distanciamento da banda com o Black Metal tenham aumentado por parte de fãs e da mídia especializada, é inegável que a banda seguiu com álbuns de qualidade, independente da sonoridade. Com o sucesso de In Sorte Diaboli, o campo estava aberto para que Abrahadabra fosse lançado com grande receptividade.
Após os desfalques de peso na formação (o baixista Vortex e o tecladista Mustiis), a expectativa sobre este álbum foi grande. E acredito que muitos fãs que estavam apreensivos confirmaram seus temores. Abrahadabra mostra um Dimmu Borgir fazendo um som mais distante de suas principais características (até mesmo em relação a Death Cult Armageddon e In Sorte Diaboli), com passagens de menor impacto e convicção. A intro Xibir e Born Treacherous iniciam o trabalho de forma até interessante, consistindo em uma dobradinha que se encaixaria muito bem no tracklist dos dois últimos trabalhos. Em seguida temos a mediana Gateways, que conta com os poucos momentos em que os elementos sinfônicos foram bem utilizados, mas peca pela falta de peso. Chess with the Abyss dá continuidade ao sentimento de indiferença por parte do ouvinte.
O primeiro momento ruim vem com a faixa Dimmu Borgir, que ironicamente soa como um genérico das faixas anteriores. Não sei qual foi a intenção de inserir corais nessa faixa, mas o resultado final foi esquisito. A coisa segue no mesmo ritmo até a pesada A Jew Traced Through Coal e Renewal. A primeira tem excelentes riffs e uma ótima intervenção sinfônica, que nos faz lembrar os bons tempos da banda. Renewal começa igualmente pesada, com uma excelente atmosfera criada pelas guitarras bem trabalhadas e ótimos momentos vocais de Shagrath (num dos poucos momentos em que ele deixa de lado duvidosos efeitos) e do vocalista convidado Snowy Shaw, do THERION. Quando a audição passa a entusiasmar, o disco encerra com a mal aproveitada Endings and Continuations, em que os corais são utilizados de forma satisfatória, porém o instrumental se perde na metade da faixa.
Os principais erros do Dimmu Borgir nesse álbum são a insistência em passagens sinfônicas sem inspiração, a falta de peso em diversos momentos e os estranhos efeitos vocais de Shagrath, que chegam a soar cômicos em algumas passagens. Independente da mudança de estilo, os álbuns anteriores mostravam ideias excelentes e canções muito bem compostas. Por isso é de se estranhar que o que escutamos em Abradahabra seja tão simplório. Pode ser que a saída de importantes membros tenha afetado o resultado (principalmente de Mustiis), mas o Dimmu Borgir agora tem a obrigação de preparar um próximo trabalho de qualidade, ou então até as críticas com menor fundamento que há tempo são dirigidas à banda irão ter validade.
Tracklist:
01. Xibir
02. Born Treacherous
03. Gateways
04. Chess with the Abyss
05. Dimmu Borgir
06. Ritualist
07. The Demiurge Molecule
08. The Jew Traced Through Coal
09. Renewal
10. Ending and Continuations
Outras resenhas de Abrahadabra - Dimmu Borgir
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
Tony Iommi tem 70 guitarras - mas utiliza apenas algumas
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Rafael Bittencourt dá dica para músicos e conta como Kiko Loureiro "complicou" sua vida
A respeitosa opinião de Tony Iommi sobre o guitarrista Jeff Beck
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Matt Sorum explica recusa a convite para tocar com o Guns N' Roses
O álbum do Iron Maiden considerado por Bruce Dickinson fraco e por Steve Harris forte
Álcool, drogas e intrigas nos primórdios do Guns N' Roses

Dimmu Borgir: "Abrahadabra" é difícil de ser digerido
A música infernal do Twisted Sister que foi regravada pelo Dimmu Borgir
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo



