O inacreditável diálogo em que Engenheiros do Hawaii comunicou demissão para guitarrista
Por Gustavo Maiato
Postado em 23 de agosto de 2023
Existem formas não muito legais de se demitir um músico, como no caso do Nightwish, que resolveu divulgar uma carta aberta ao público descascando a cantora Tarja Turunen. No caso de Augusto Licks, ex-guitarrista do Engenheiros do Hawaii, a história de sua demissão foi tão ou mais bizarra.
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Quem contou a história foi Júlio Ettore em entrevista ao Inteligência Ltda. Ele usou como fonte a biografia "Contrapontos", que narra a história de Licks no rock nacional.
"A saída do Augusto Licks foi complicada. O Humberto Gessinger não teve coragem de estar presente, né? Então, ele pediu para o Carlos Maltz chamar o Augusto para uma reunião. Em paralelo, teve uma história de uma entrevista para uma rádio em que não avisaram para o Augusto.
A chefe de redação ligou para o Augusto e ele disse que não disseram o horário certo. Ele ficou com mania de perseguição e achava que estavam tentando tirar ele da banda. Nessa reunião, o diálogo está reproduzido na biografia do Licks. Foi tipo assim: ‘Augusto, eu e o Alemão vamos montar uma banda. Quero te comunicar. O nome da banda será Engenheiros do Hawaii’. Foi o jeito de dizer que ele estava fora da banda".
Engenheiros do Hawaii podem voltar?
Já em entrevista ao Corredor 5, Augusto Licks respondeu se o Engenheiros do Hawaii podem voltar, da mesma forma que aconteceu com os Titãs.
"Existe a possibilidade de uma reunião? Tecnicamente, acredito que sim. Tecnicamente é possível, estamos vivos, é diferente. Emocionalmente, talvez haja chances, falo por mim, não posso falar pelos outros.
Quanto a isso, posso dizer o seguinte: em 2019, quatro anos atrás, o Carlos Maltz me telefonou com muito interesse em reunir nós três. Ele argumentou que éramos uma banda, e isso me pegou de surpresa, já que não falava com ele há muito tempo, uns 30 anos, talvez, fiquei um pouco surpreso. Mas respondi que poderíamos conversar e ver como seria possível realizar essa ideia.
No entanto, não passou disso. Continuo aberto à ideia de conversar sobre isso, mas a decisão não está em minhas mãos. Não depende apenas de mim, então não posso oferecer essa possibilidade.
Alguns dizem que pode haver uma demanda reprimida, especialmente após a pandemia, onde muitas coisas foram difíceis. Mas acredito que, além disso, é um processo natural. Muitas pessoas tiveram suas juventudes marcadas por trilhas sonoras daquilo que ouviram na época, e é natural o desejo de reencontrar essas músicas e experiências. O prazer está no reencontro, não tanto na novidade. As novidades atraem os jovens, mas mesmo eles, às vezes, mostram interesse por coisas mais antigas, movidos pela curiosidade ou outros motivos".
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