Matérias Mais Lidas

Marilyn Manson: Vou contar ao FBI tudo o que sei, diz atriz que se relacionou com eleMarilyn Manson
"Vou contar ao FBI tudo o que sei", diz atriz que se relacionou com ele

João Gordo: quando ele brigou com Sérgio Mallandro na TV e o Bozo teve que apaziguarJoão Gordo
Quando ele brigou com Sérgio Mallandro na TV e o Bozo teve que apaziguar

Steven Adler: por que ele não ligou por Axl transar com sua namorada em Rocket QueenSteven Adler
Por que ele não ligou por Axl transar com sua namorada em "Rocket Queen"

Metallica: a fortuna que Robert Trujillo recebeu só para se juntar à bandaMetallica
A fortuna que Robert Trujillo recebeu só para se juntar à banda

Metallica: papagaio metaleiro vai ao delírio ouvindo Enter SandmanMetallica
Papagaio metaleiro vai ao delírio ouvindo "Enter Sandman"

RATM: Tom Morello revela por que não corta as cordas de sua guitarraRATM
Tom Morello revela por que não corta as cordas de sua guitarra

Jon Schaffer: semanas após a prisão, ele ainda está vendo o Sol nascer quadradoJon Schaffer
Semanas após a prisão, ele ainda está vendo o Sol nascer quadrado

AC/DC: por que Angus Young usa uniforme escolar no palco - e de quem é a ideiaAC/DC
Por que Angus Young usa uniforme escolar no palco - e de quem é a ideia

Offspring: O retorno após 9 anos, traz novo som e maturidadeOffspring
O retorno após 9 anos, traz novo som e maturidade

Neil Peart: por que ele é melhor que John Bonham, segundo Mike PortnoyNeil Peart
Por que ele é melhor que John Bonham, segundo Mike Portnoy

Behemoth: Nergal lança campanha é hora dos artistas lutarem, após condenaçãoBehemoth
Nergal lança campanha "é hora dos artistas lutarem", após condenação

SOAD: Serj Tankian não gosta da palavra DeusSOAD
Serj Tankian não gosta da palavra "Deus"

Slash: fãs ficam surpresos por ele postar foto de mulher sem sangrar ou estar nuaSlash
Fãs ficam surpresos por ele postar foto de mulher sem sangrar ou estar nua

Black Sabbath: por que dificilmente teremos algo oficial com Dave Walker no vocalBlack Sabbath
Por que dificilmente teremos algo oficial com Dave Walker no vocal

Steve Vai: guitarrista rasga elogios a Zakk Wylde, no pessoal e no profissionalSteve Vai
Guitarrista rasga elogios a Zakk Wylde, no pessoal e no profissional


Deep Purple: Sem surpreender, mostra estar mais viva que nunca

Resenha - InFinite - Deep Purple

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Erick Silva, Fonte: Blog Punhado de Coisas
Enviar Correções  

Nota: 8

49 anos de existência e 20 discos depois, o que ainda esperar do Deep Purple em plena era da Internet, das redes sociais, dos downloads rápidos de música, etc? Ao contrário dos outros alicerces que fazem parte da santíssima trindade do rock pesado (Zeppelin e Sabbath), o Purple, na maioria das vezes, apresentou uma regularidade invejável em sua carreira, mesmo após tantas mudanças de formação (praticamente a mesma quantidade de álbuns lançados). No entanto, convenhamos: há quanto tempo, o lendário grupo britânico não lança algo verdadeiramente relevante? Ao que me lembro, o último grande disco deles foi o ótimo "Perpendicular", no já longínquo ano de 1996. De lá pra cá, foram muitos álbuns ao vivo da época de ouro do grupo (os anos 70), e mais alguns lançamentos feitos no mais preguiçoso piloto automático, como se eles estivessem precisando gravar algo apenas para cumprir contrato com as gravadoras ("Bananas" e "Now What?!"). Portanto, é com imenso prazer que, em pleno 2017, o Deep Purple, finalmente, lança um disco digno de nota depois de muitos anos: "Infinite".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Mas, não se enganem. Nem pensem em encontrar aqui algo similar ao "In Rock", ao "Machine Head" ou ao "Burn". Nada de comparações, até mesmo porque seria injusto, por exemplo, querer que Ian Gillian, ainda hoje, conseguisse alcançar as mesmas notas que em "Child in Time", 47 anos atrás. Ao passo que, ao contrário das explosões vocais do Gillian de outrora, o que encontraremos, e muito, em "Infinite" são interpretações com a garra de quem está empunhando a bandeira do rock'n roll há décadas. Nada exagerado, e com muita honestidade da parte dele, diga-se. Já, o "caçula" da banda, Steve Morse, poucas vezes, esteve tão preciso na guitarra do Purple quanto agora. Sem solos complicadíssimos, Morse compensa tudo com muito groove, num feeling contagiante. O baixista Roger Glover, novamente, contribui milimetricamente para que as composições da banda sejam encorpadas na medida certa, e, junto com outra lenda (o baterista Ian Paice), fazem da cozinha do grupo algo a ser invejado. E, na formação atual, o tecladista Don Airey cumpre muito bem o seu papel, evitando comparações desnecessárias com o saudoso Jon Lord.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Feitas as devidas considerações de que os integrantes do Purple continuam afiados em suas respectivas funções, vamos ao disco em si. "Infinite". Sem comparações descabidas com os clássicos da banda, mas, analisando o álbum friamente à luz do rock feito atualmente, não é, sem sombra de dúvidas, um trabalho ruim, ou, sequer, mediano, mas, infelizmente, está longe ser considerado excelente também. Na maioria das vezes, empolga, e podemos perceber porque a banda se tornou esse verdadeiro patrimônio do rock pesado. Já, em outros momentos (poucos, é verdade), o som fica imensamente arrastado, clichê e meloso, o que impede o disco de ser, no geral, memorável. Em todo caso, ele começa muito bem, com três ótimas músicas: "Time for Bedlam", "Hip Boots" e "All I Got is You"; todas bem compostas, com cada elemento se encaixando à perfeição na proposta do som atual da banda. Dá pra vislumbrar, facilmente, o grupo, empolgadíssimo, executando essas canções num show bastante lotado, com a plateia indo ao delírio. Primeira impressão aprovadíssima. A seguir, quando se pensa que o Purple vai dar uma "amansada" no som, surge a excelente e swingada "One Night in Vegas" (séria candidata a melhor música do disco, e com louvor). A quinta faixa, "Get Me Outta Here", mantém o nível lá em cima, também apostando em algo mais cadenciado.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

É com "The Surprising", no entanto, que o disco desanda um pouco, sendo uma faixa que poderia ter sido limada na edição do disco. Ela é até bem executada, porém, só fica interessante em momentos esparsos, sendo chata na maioria do tempo; é como se fossem duas canções em uma, faltando, nisso, uma certa unidade. Já, "Johnny's Band", com sua estrutura mais simples, é melhor resolvida, e entrega algo mais dinâmico. "On Top of the World" está no mesmo patamar das melhores canções do álbum. Melódica e muito cadenciada, mostra um perfeito entrosamento de todos os integrantes. É quase como se fosse uma aula de "como se fazer rock dos bons". Na contramão, "Birds of Prey" é uma balada que poderia ter sido melhor explorada em suas possibilidades, não sendo, de maneira alguma, descartável, mas, não atingindo o seu potencial. Por sinal, em alguns momentos, ela chega a lembrar, pela estrutura, algumas das melhores composições do Pink Floyd, mesmo sem a mesma qualidade. Ao menos, ela não se alonga muito, não chegando, em hipótese alguma, a incomodar.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Nesse ponto, chegamos a uma agradável surpresa: uma cover do Purple para uma canção do The Doors ("Roadhouse Blues"). Obviamente, que a agitação e a urgência da composição original não está aqui, dando lugar a uma interpretação mais contida, mais elegante. Ainda assim, uma versão feita com categoria. Na edição "normal", o disco acaba por aqui. Na "deluxe", há alguns bônus interessantes, que foram lançados em fevereiro deste ano, no EP "Time for Bedlam". Começa por "Paradise Bar", boa faixa, que lembra um pouco as músicas do Van Halen. Os bônus continuam com a versão instrumental para "Uncommon Man", música lançada originalmente no disco "Now What?!", e que, nesse formato, foi consideravelmente melhorada, tornando-se uma bela "trilha sonora", digamos assim. Em seguida, uma reprise (também instrumental) de "Hip Boots", gravada num ensaio quase "descompromissado". Pra encerrar de vez, uma boa versão ao vivo do clássico "Strange Kind of Woman", que não supera outras versões já feitas, claro, mas, que também não decepciona. Fecha, portanto, de maneira satisfatória, um disco competente, e, acima de tudo, honesto.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Fica visível que o tempo passou para o Purple, não há o que discutir. Mesmo assim, eles continuam fazendo o que gostam com muita dignidade, sem quererem ir além das suas possibilidades, e lançando, depois de muito tempo, um disco para deixar qualquer fã orgulhoso. Nem passado, nem futuro; a banda está mesmo é olhando para o presente, entregando, com isso, algo que o público já esperava deles há anos. E, por isso (independente da ótima qualidade de "Infinite"), já merecem aplausos.

Destaques:
Hip Boots
One Night in Vegas
On Top of the World

Faixas:
01. Time for Bedlam
02. Hip Boots
03. All I've Got Is You
04. One Night in Vegas
05. Get Me Outta Here
06. The Surprising
07. Johnny's Band
08. On Top of the World
09. Birds of Prey
10. Roadhouse Blues (The Doors cover)
11. Paradise Bar (Non Album Track) - Deluxe Bonus
12. Uncommon Man (Instrumental Version) - Deluxe Bonus
13. Hip Boots (Rehearsal, Ian Paice's Recording) - Deluxe Bonus
14. Strange Kind of Woman (Live in Aalborg) - Deluxe Bonus

Integrantes:
Ian Paice – bateria, percussão
Roger Glover – baixo
Ian Gillan – vocal, harmônica, percussão
Steve Morse – guitarra
Don Airey – órgão, teclado


Outras resenhas de InFinite - Deep Purple

Deep Purple: Ao infinito... e além!

Deep Purple: Novo disco é um belo presente para os fãsDeep Purple
Novo disco é um belo presente para os fãs

Deep Purple: O Rock vive e muito bem neste disco

Deep Purple: Um bom disco graças ao experimental dosadoDeep Purple
Um bom disco graças ao experimental dosado

Deep Purple: Ao infinito... E além!Deep Purple
Ao infinito... E além!

Deep Purple: encerrando sua trajetória com ótimo álbum


Stamp
publicidade
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Como consegui viver de Rock e Heavy Metal


Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Glenn Hughes: ele se arrepende de ter saído do Trapeze para entrar no Deep PurpleGlenn Hughes
Ele se arrepende de ter saído do Trapeze para entrar no Deep Purple

Ian Paice: Ritchie Blackmore apresentou pra ele o maior guitarrista de todos os temposIan Paice
Ritchie Blackmore apresentou pra ele o maior guitarrista de todos os tempos

Doug Aldrich: explicando as diferenças entre Dio, David Coverdale e Glenn HughesDoug Aldrich
Explicando as diferenças entre Dio, David Coverdale e Glenn Hughes

Saxon: banda divulga cover para a clássica Speed King, do Deep PurpleSaxon
Banda divulga cover para a clássica "Speed King", do Deep Purple

Yngwie Malmsteen: aos 10 anos ele fazia solos de Blackmore e enganava os amigosYngwie Malmsteen
Aos 10 anos ele fazia solos de Blackmore e enganava os amigos

Rainbow: quando Blackmore invocou espírito de deus pagão em estúdio e assustou geralRainbow
Quando Blackmore invocou espírito de deus pagão em estúdio e assustou geral

Deep Purple: Ian Paice reage a japonesa de 11 anos que o superou na bateriaDeep Purple
Ian Paice reage a japonesa de 11 anos que o superou na bateria

Michael Schenker: por que ele não aceitou entrar no Deep Purple, Motorhead e Ozzy?Michael Schenker
Por que ele não aceitou entrar no Deep Purple, Motorhead e Ozzy?

Glenn Hughes: Coverdale e eu não nos damos bem com os músicos do Deep PurpleGlenn Hughes
"Coverdale e eu não nos damos bem com os músicos do Deep Purple"

Blackmore's Night: novo álbum sai em março, veja capa, faixas e préviaBlackmore's Night
Novo álbum sai em março, veja capa, faixas e prévia

Dimebag Darrell: as 13 músicas de metal favoritas do guitarrista do PanteraDimebag Darrell
As 13 músicas de metal favoritas do guitarrista do Pantera

Deep Purple: A relação da banda com o filme O Exorcista

Regis Tadeu: cinco discos que deram errado (vídeo)


Deep Purple: Blackmore elogia sucessores Satriani e Morse, mas com ressalvasDeep Purple
Blackmore elogia sucessores Satriani e Morse, mas com ressalvas

Ritchie Blackmore: Não tenho razão nenhuma para achar a música divertidaRitchie Blackmore
"Não tenho razão nenhuma para achar a música divertida"

Deep Purple: Ao infinito... E além!Deep Purple
Ao infinito... E além!


Monsters of Rock: a feijoada que quase derrubou King DiamondMonsters of Rock
A feijoada que quase derrubou King Diamond

Heavy Metal: quais as 10 melhores vozes da história?Heavy Metal
Quais as 10 melhores vozes da história?


Sobre Erick Silva

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, enviando sua descrição e link de uma foto.