Deep Purple: Um bom disco graças ao experimental dosado
Resenha - InFinite - Deep Purple
Por Igor Miranda
Postado em 10 de abril de 2017
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Deep Purple encara um processo de reinvenção desde a saída de Ritchie Blackmore, ainda na década de 90. Discos como "Purpendicular" (1996) e "Bananas" (2003), por exemplo, mostram que o grupo sempre procurou se reciclar em uma veia até levemente experimental.
Isto representa um mérito e tanto para a trajetória do Deep Purple. O grupo poderia ter estacionado na sonoridade única que desenvolveu na década de 70, mas o anseio em apresentar algo novo ao público falou mais alto.

Tal situação pode ter equívocos como consequência. É como classifico "Now What?!" (2013), penúltimo disco do Deep Purple até agora. A banda passou a trabalhar com o renomado produtor Bob Ezrin, só que não conseguiu acertar na fórmula. De tão experimental, soou confuso.
Graças ao erro que é "Now What?!", tive certo receio antes de dar o play em "InFinite", álbum mais recente do quinteto. O medo de me decepcionar com este disco se reforçou com a apenas mediana "Time For Bedlam", único single que havia ouvido até então.

Por sorte, não tive decepção alguma. "InFinite" é um ótimo trabalho. Aqui, o quinteto soube dosar a pegada experimental característica de Bob Ezrin à sonoridade mais classic rock que os fãs esperam.
Três personagens explicitam, em suas performances, a ousadia presente em "InFinite". São eles: o guitarrista Steve Morse, o tecladista Don Airey e o produtor - e também tecladista - Bob Ezrin.
Steve Morse se diferencia pelo background. O guitarrista tem uma conexão aparente com o jazz, cada vez mais representada em seus fraseados no instrumento. Já Don Airey, que aparece mais aqui do que em outros trabalhos do Deep Purple, consegue mesclar o que há de melhor no jazz e também na influência que Jon Lord, seu mítico antecessor, exerceu em seu estilo de tocar.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Bob Ezrin, por sua vez, é o tipo de produtor que interfere muito nos discos em que trabalha. Embora esteja mais dosada do que em "Now What?!", sua influência em "InFinite" pode ser sentida, em especial, nas faixas de presença mais orquestrada. O criativo canadense tem créditos compartilhados com o grupo na autoria de todas as faixas do álbum - com exceção, claro, do bom cover para "Roadhouse Blues" (The Doors), onde Ian Gillan, enfim, desenterra sua gaita.

Os momentos mais arranjados, inclusive, chegam a aliar uma curiosa pegada heavy rock, quase metálica. Percebe-se este trunfo em faixas como "The Surprising", "Birds Of Prey" e "Time For Bedlam". Em contraponto, o groove e os riffs comem soltos em faixas como "Hip Boots", "Johnny's Band" e "One Night In Vegas".
O trio veterano de Deep Purple não foi mencionado anteriormente porque demonstrou a constância de sempre - embora, para mim, o vocalista Ian Gillan tenha sido um dos que mais pecaram em "Now What?!".
O baixo de Roger Glover soa cada vez mais pesado, enquanto os vocais de Ian Gillan estão melhor adaptados à sua idade - mesmo com 71 anos, Gillan coloca a sua voz de forma imponente ao longo da tracklist. E como toca Ian Paice! Suas linhas são impecáveis e seu groove é diferenciado. Ainda é um dos melhores bateristas em atividade.

O único fator que pesa de forma negativa, para mim, é a falta de destaque à guitarra de Steve Morse. O instrumento soa baixo na mixagem final e há poucos solos no geral, apesar de que há mais licks e passagens em que as seis cordas brilham com os teclados de Don Airey. E a veia "espacial" presente em algumas canções também não é de meu total agrado, mas essa é uma questão ainda mais pessoal e que não entra nos méritos desta avaliação.
Ainda não dá para saber se "InFinite" é, mesmo, o "canto do cisne" do Deep Purple. A banda parece não ter se decidido exatamente com relação à aposentadoria. Independente do posto que este álbum ganhará na discografia do Deep Purple, trata-se de um bom registro.

Ian Gillan (vocal, gaita)
Steve Morse (guitarra)
Roger Glover (baixo)
Ian Paice (bateria)
Don Airey (teclados)
Músicos adicionais:
Bob Ezrin (teclados, backing vocals e percussão)
Tommy Denander (guitarra adicional na faixa 8)
01. Time for Bedlam
02. Hip Boots
03. All I Got Is You
04. One Night in Vegas
05. Get Me Outta Here
06. The Surprising
07. Johnny's Band
08. On Top of the World
09. Birds of Prey
10. Roadhouse Blues (The Doors cover)
Comente: Ouviu o disco? O que achou?
Outras resenhas de InFinite - Deep Purple
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Iron Maiden na fase Bruce que ganharam versões oficiais com Blaze
Crypta oficializa Victoria Villarreal como sua nova guitarrista
Com 96 atrações, Sweden Rock Festival fecha cast para edição 2026
A música do Iron Maiden que é a preferida de Mikael Akerfeldt, vocalista do Opeth
Entidade de caridade britânica rompe relações com Sharon Osbourne
Fãs chamaram Sepultura de "vendidos" na época de "Morbid Visions", segundo Max Cavalera
Festival Somos Rock é adiado uma semana antes da realização
Astros do rock e do metal unem forças em álbum tributo ao Rainbow
O melhor riff de guitarra criado pelo Metallica, segundo a Metal Hammer
A sincera opinião de Ozzy sobre George Harrison e Ringo Starr: "Vamos ser honestos?"
O artefato antigo que voltou à moda, enfrenta a IA e convenceu Andreas a lançar um disco
O baixista mais importante que Geddy Lee ouviu na vida; "me levou ao limite como baixista"
7 músicas de metal lançadas em 2000 que estavam à frente do seu tempo, segundo a Louder
In Flames faz primeiro show de sua turnê sul-americana; confira setlist
O guitarrista que Keith Richards copiou na cara dura em disco clássico dos Stones
A resposta dos Titãs após Ana Maria Braga perguntar se é verdade que banda briga muito
Nicko McBrain deu troco em jornalista que o gravou reclamando do Bruce Dickinson
A banda que Mustaine queria levar aos EUA para abrir shows do Megadeth (e nunca conseguiu)
Deep Purple: Novo disco é um belo presente para os fãs
"A maioria dos guitarrista não são boas pessoas mesmo", admite Ritchie Blackmore
Ritchie Blackmore fala sobre saúde e atual relação com membros do Deep Purple
Os cinco maiores solos de guitarra de Ritchie Blackmore, que completa 81 anos
A versão do Kid Abelha para "Smoke on the Water", do Deep Purple
As músicas "melancólicas" e "épicas" que inspiraram "Fade to Black", do Metallica
Quando David Coverdale usou a voz para expulsar um urso de casa
Steve Morse revela como Ritchie Blackmore reagiu à sua saída do Deep Purple
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

