A música mais brutal do Machine Head, segundo ex-baterista da banda
Por Mateus Ribeiro
Postado em 02 de janeiro de 2026
Formado no início dos anos 1990, o Machine Head se consolidou como um dos principais nomes do groove metal. Ao longo da carreira, a banda liderada pelo guitarrista e vocalista Robb Flynn construiu identidade própria, marcada por riffs agressivos, intensidade constante e abordagem direta, que dialoga tanto com o thrash quanto com outras vertentes da música pesada.
Com o passar dos anos, esse núcleo sonoro passou a incorporar elementos melódicos de forma mais evidente, sem abandonar a brutalidade que sempre caracterizou o grupo. O resultado é uma discografia diversa, capaz de transitar entre faixas de apelo mais acessível e composições voltadas ao impacto máximo, ancoradas na força bruta e na energia visceral.

Em determinados momentos da discografia, a banda intensificou velocidade, peso e complexidade estrutural, criando obras que se tornaram referências internas de agressividade. Um dos exemplos mais claros dessa abordagem é "I Am Hell (Sonata In C#)", faixa que abre o álbum "Unto The Locust" (2011).
Segundo Dave McClain, baterista que integrou o Machine Head entre 1996 e 2018, "I Am Hell (Sonata In C#)" representa o registro mais brutal da carreira do quarteto. A declaração foi feita durante entrevista concedida à Metal Hammer.
Na ocasião, McClain comentou a velocidade extrema exigida pela música. O baterista também destacou que a faixa foi estruturada como uma peça épica, dividida em diferentes movimentos.
"É uma loucura, anos atrás eu teria dito: 'Você é louco se acha que vou tocar tão rápido!'. É facilmente a música mais brutal que já fizemos. Para mim, é como 'Aesthetics of Hate' com esteróides. Também é uma ótima representação de onde estamos em termos de composição e construção de músicas. Tornou-se uma sonata em três partes. Robb me ligou e perguntou: 'Quando o Rush faz isso, como eles chamam?'. Bem, eles chamam de sonata. A maneira como foi escrita é a definição exata de uma sonata, então agora somos gênios da música clássica!"
Robb Flynn foi categórico ao definir "I Am Hell". Também à Metal Hammer, o frontman do Machine Head se referiu à faixa como uma obra "devastadora".
"Precisávamos de uma música que fosse absolutamente devastadora e odiosa. Às vezes escrevo poesia e é completamente perturbadora, como fantasias distorcidas de assassinato. Só escrevo coisas sombrias. Eu tinha escrito uma coisa chamada 'I Am Hell', e o título veio daí."
"I Am Hell (Sonata In C#)" foi executada em 220 shows do Machine Head. Neste link, é possível conferir uma dessas performances.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
A banda que Brian May achava que deveria ter sido gigantesca; "Eles foram nossos mentores"
As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
Os 20 melhores álbuns lançados em 1999, segundo lista da Metal Hammer
Show do Iron Maiden em Paris é prejudicado por falta de luz
Com a cantora Mona Miari, Roger Waters lança nova versão de "Comfortably Numb"
A música de Dio que ele achava que Ozzy Osbourne não conseguiria cantar
O disco dos Rolling Stones que Mick Jagger mais odiou gravar; "As relações eram terríveis"
As 20 músicas mais subestimadas do Iron Maiden, em lista da Classic Rock
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
A separação de banda que deixou Jimmy Page arrasado; "Ficamos tristes quando eles terminaram"
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Charles Gavin critica Nicolás Otamendi, zagueiro da seleção argentina
O clássico que quase foi para o lixo por ser "pop" e parecer música de parque de diversões

A música do Machine Head que homenageia Dimebag Darrell e detona jornalista conservador
A música do Machine Head que salva álbum considerado um fracasso
Black Veil Brides lança a música "Revenger", que conta com participação de Robb Flynn
A música violenta do Machine Head inspirada em cena terrível que Robb Flynn presenciou
Robb Flynn defende o Bring me the Horizon da "polícia do metal"


