Mortal Strike: Uma verdadeira blitzkrieg thrasher
Resenha - For the Loud and the Aggressive - Mortal Strike
Por Marcos Garcia
Postado em 08 de janeiro de 2017
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Fazer Thrash Metal se tornou algo difícil nos dias de hoje, uma vez que os gigantes do estilo estão em boa forma. Mas isso não impede que algumas bandas mais jovens não ousem meter a mão em seus instrumentos e criar algo de valor. E verdade seja dita: quando falamos na Europa, nomes e mais nomes interessantes estão surgindo nos últimos 10-15 anos. E um excelente nome que ficou mio escondido pela avalanche dos últimos anos é do quinteto austríaco MORTAL STRIKE. E se preparem, pois o primeiro álbum deles, "For the Loud and the Agressive" é um tanque de guerra Thrasher atacando tudo e todos sem dó ou piedade de quem quer que seja!
O trabalho do quinteto é uma mistura dos melhores aspectos da escola norte-americana (as linhas melódicas, e os riffs marcantes e de impacto) e da alemã (vocais com timbres normais agressivos e uma cozinha rítmica de primeira). Mas é bom não ficarem pensando que eles são um clone, já que o MORTAL STRIKE faz uso de alguns elementos não muito convencionais ao Thrash Metal Old School (algumas conduções em blast beats, muitas mudanças de ritmo), o que lhes confere uma identidade bem própria, além de ser algo ganchudo, algo que gruda e não solta mais. É o disco que fica no aparelho de CD por dias, quase sempre repetindo sem dó, pois não é entediante em momento algum.
Norbert Leitner (guitarrista/vocalista do LORDS OF DECADENCE) é o produtor do disco. Assim, a qualidade de gravação é próxima daquilo que muitas bandas de Thrash Metal mais moderna estão usando, ou seja, algo seco e bem claro, a ponto de se compreender cada instrumento musical separadamente. Mas ao mesmo tempo, não falta aquele "punch", aquele peso essencial e bruto. E a arte da capa é bem simples e funcional, o suficiente para manter a atenção do fã na música do grupo.
Vocais de primeira (que sabe usar muito bem uma diversidade interessante de timbres), uma ótima dupla de guitarras (riffs sólidos e solos muito bem feitos), baixo e bateria usando e abusando da técnica e pegada pesada, e tudo isso vibrando com vida e personalidade. É isso que o quinteto nos oferece, e esteja certos: é muito mais do que suficiente.
É bom se prepararem para essa blitzkrieg Thrasher que eles impõem o tempo todo. E mesmo sendo um disco de alto nível como um todo, podemos destacar como melhores momentos do CD a ótima "For the Loud and the Aggressive" (uma pegada intense, com um trabalho firme e de primeira das guitarras tanto nos riffs como nos solos), a opressividade dos tempos de "Here Comes the Tank" (é absurdo o nível de peso que os andamentos um pouco mais arrastados proporcionam, e se destacam baixo e bateria, especialmente em alguns blast beats bem localizados), o massacre veloz imposto por "Outburst of Fury" (os vocais estão de primeira, se encaixando muito bem e preenchendo bem os espaços) e "MG 42" (outra vez com alguns blast beats locais de primeira), a mais trampada e variada "Smash the Tyrants - Storm the Gates", o ataque de riffs insanos proporcionado em "Strike", alguns vocais guturais muito bem encaixados em "The Tides of War Arise (Part 1)" e em "Unleash the Hounds of War (Part 2)" (uma aula de interpretação dos vocais, além de baixo e bateria estarem muito bem mais uma vez). E ainda temos uma faixa bônus no cover de "Zombie Attack", do TANKARD, que está arrasador e atualizado, sem destoar da versão original.
O disco é do final de 2014, logo, o MORTAL STRIKE deve estar quase lançando algo novo.
Esperamos ansiosos!
Mortal Strike - For the Loud and the Aggressive
(2014 - Independente - Importado)
Tracklist:
1. For the Loud and the Aggressive
2. Here Comes the Tank
3. Outburst of Fury
4. Against the Wall
5. MG 42
6. Smash the Tyrants – Storm the Gates
7. Strike
8. One Against All
9. The Tides of War Arise (Part 1)
10. Unleash the Hounds of War (Part 2)
11. Zombie Attack (Tankard Cover)
Banda:
Matthias – Vocais
Chrir – Guitarra base
Etzi – Guitarra solo
Dominique Heine – Baixo
Max Scheiber – Bateria
Contatos:
http://www.mortal-strike.com/
https://www.facebook.com/MortalStrikeOfficial/
http://mortalstrike.bandcamp.com/
https://www.youtube.com/channel/UCozwDv8FB8ERiVbxyZOOpQA
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
Andreas Kisser fala sobre planos para o pós-Sepultura e novo EP
A banda portuguesa com o melhor álbum de 2026 até agora, segundo Milton Mendonça
"Caught In A Mosh: A Era De Ouro Do Thrash" continua a trilogia do thrash metal em alto nível
"Dias do vinil estão contados", diz site que aposta no CD como o futuro
Roland Grapow traz ao Brasil show celebrando 30 anos de clássico do Helloween
A música "fundamental" que mostrou ao Metallica que a simplicidade funciona
As 11 bandas de metal progressivo cujo segundo álbum é o melhor, segundo a Loudwire
Dream Theater inicia tour latino-americana com show no México; confira setlist
Os 5 álbuns que marcaram Poney, do Violator, e a suspensão na escola por tocar metal
O produtor que Rick Rubin chamou de maior de todos; "Nem gostava de rock'n'roll"
Led Zeppelin: as 20 melhores músicas da banda em um ranking autoral comentado
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A música do Helloween na fase Andi Deris que Kai Hansen adora
As capas de Iron Maiden e Nevermore que foram feitas pela mesma pessoa e são semelhantes
O que significa "Ovelha Negra", e de quem Rita Lee estava falando na letra da canção
Pavarotti gravou uma versão de "Roots Bloody Roots", do Sepultura?

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



