Aneurose: Há anos o Thrash brasileiro não soava tão empolgante
Resenha - Juggernaut - Aneurose
Por Heverton Souza
Postado em 10 de setembro de 2016
Nota: 10 ![]()
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Não é preciso ficar relembrando aqui os grandes nomes já gerados pelo Brasil em termos de Heavy Metal, mas se for analisar quantitativamente, provavelmente Death e Thrash sejam nossas maiores especialidades e, por consequência, boa parte das melhores bandas do país advém desses estilos. E se existe uma "seleção" para elas, o Aneurose com certeza acaba de ser escalado ao lançar "Juggernaut".
Há anos um disco brasileiro de Thrash Metal não soava tão empolgante quanto o que temos aqui. A banda já havia mostrado qualidade impar em "From Hell" (2013), mas esse novo álbum reafirma o estilo do quinteto imprimindo uma qualidade absurda nas composições e, sem ficar naquele clichê do Thrash 80’s, o que seria o caminho mais conveniente se levarmos em consideração a preferência de nossos headbangers. Ao contrário, o que escutamos nesse disco viaja pelo estilo em todas suas épocas, mas sem jamais soar forçado e traz mais que isso. 'Contemporâneo' seria a definição temporal ideal.
São ao todo 14 músicas que farão com que o apreciador de Thrash Metal não queira trocar de faixa e muito menos de CD até mesmo após o fim do disco.
Passada a intro "Glory to the Goddess of the War, Here Are the Gurkhas" o álbum abre a pancadaria com a história do valente soldado de "Closer To God", mas é ao passar para "Butcher" que lhe vem aquela vontade de abrir roda de mosh. A letra simples permite uma linha vocal mais solta e bem agressiva de Wallace Almeida e a parte cadenciada é um tremendo bate-cabeça. Aí "Rapriest" (que bela sacada esse título!) é daquelas para dar aula de Metal, começando com o baixo comendo tudo, destacando-se nas mudanças de andamento do baterista Kiko Ciociola e no peso das guitarras de Sávio Chaves e Raphael Wagner.
Até aqui o disco estava muito bom, mas quando começam os primeiros acordes de "To Lemmy" (é preciso explicar a razão do título?), nos deparamos com um Rock/Metal sujo, grudento, lembrando bandas como Chrome Division e The Carburetors, e é uma bela mostra do que pode a Aneurose em termos de variedades. Mais que isso, a música tem potencial absoluto para tornar-se um clássico de nosso cenário e é a melhor do álbum.
Não, o disco não ficou "menos" depois disso, pelo contrário, a empolgação toma conta e queremos ir adiante para saber o que mais nos reserva.
"Speeding Up" cospe palhetas e mostra uma influência do Gothemburg Sound de bandas como Soilwork. "Juggernaut" é grooveada pede por pulos, "Drunk as Skunk" é violenta, moderna, mas de refrão tradicional e muito forte, destacando a afinação baixa do CD e os bumbos de Kiko.
As faixas seguintes parecem ter baixado um Max Cavalera nos músicos na hora de compor: "Enslaved" e "Arcade" poderiam facilmente estar em álbuns do Soulfly, enquanto "Warrior" estaria num do Cavalera Conspiracy.
Já "Prelude to Apocalypse" é mais ousada, cadenciada e com vocais limpos, destacando o peso do baixo de Stefhano Dias, facilmente agradará a fãs de Machine Head.
O encerramento é icônico com a faixa "Magnata da Fé". Com direito a toques tribais percussivos, letra em português com sotaque nordestino, refrão grudento e um final agressivo, a faixa que desce a lenha na escrotidão que são os pastores e bispos evangélicos, é uma das melhores do disco e encerra para o repeat ser acionado desde o começo do CD.
Sabe aquela lista de melhores do ano que você leitor sempre se vê fazendo nas enquetes de páginas, sites e revistas? Pois bem, se ouvir esse "Juggernaut" pode apostar que entrará nela. FODIDO!
Heverton Souza
Fonte: Metal Na Lata
http://www.metalnalata.com.br
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