Aneurose: Há anos um disco brasileiro não soava tão empolgante.

Resenha - Juggernaut - Aneurose

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Por Heverton Souza
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Não é preciso ficar relembrando aqui os grandes nomes já gerados pelo Brasil em termos de Heavy Metal, mas se for analisar quantitativamente, provavelmente Death e Thrash sejam nossas maiores especialidades e, por consequência, boa parte das melhores bandas do país advém desses estilos. E se existe uma “seleção” para elas, o ANEUROSE com certeza acaba de ser escalado ao lançar “Juggernaut”.

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Há anos um disco brasileiro de Thrash Metal não soava tão empolgante quanto o que temos aqui. A banda já havia mostrado qualidade ímpar em “From Hell” (2013), mas esse novo álbum reafirma o estilo do quinteto imprimindo uma qualidade absurda nas composições e, sem ficar naquele clichê do Thrash 80’s, o que seria o caminho mais conveniente se levarmos em consideração a preferência de nossos headbangers. Ao contrário, o que escutamos nesse disco viaja pelo estilo em todas suas épocas, mas sem jamais soar forçado e traz mais que isso. ‘Contemporâneo’ seria a definição temporal ideal.

São ao todo 14 músicas que farão com que o apreciador de Thrash Metal não queira trocar de faixa e muito menos de CD até mesmo após o fim do disco. Passada a intro “Glory to the Goddess of the War, Here Are the Gurkhas” o álbum abre a pancadaria com a história do valente soldado de “Closer To God”, mas é ao passar para “Butcher” que lhe vem aquela vontade de abrir roda de mosh. A letra simples permite uma linha vocal mais solta e bem agressiva de Wallace Almeida e a parte cadenciada é um tremendo bate-cabeça. Aí “Rapriest” (que bela sacada esse título!) é daquelas para dar aula de Metal, começando com o baixo comendo tudo, destacando-se nas mudanças de andamento do baterista Kiko Ciociola e no peso das guitarras de Sávio Chaves e Raphael Wagner.

Até aqui o disco estava muito bom, mas quando começam os primeiros acordes de “To Lemmy” (é preciso explicar a razão do título?), nos deparamos com um Rock/Metal sujo, grudento, lembrando bandas como Chrome Division e The Carburetors, e é uma bela mostra do que pode a ANEUROSE em termos de variedades. Mais que isso, a música tem potencial absoluto para tornar-se um clássico de nosso cenário e é a melhor do álbum. Não, o disco não ficou “menos” depois disso, pelo contrário, a empolgação toma conta e queremos ir adiante para saber o que mais nos reserva.

“Speeding Up” cospe palhetas e mostra uma influência do Gothemburg Sound de bandas como Soilwork. “Juggernaut” é grooveada pede por pulos, “Drunk as Skunk” é violenta, moderna, mas de refrão tradicional e muito forte, destacando a afinação baixa do CD e os bumbos de Kiko. As faixas seguintes parecem ter baixado um Max Cavalera nos músicos na hora de compor: “Enslaved” e “Arcade” poderiam facilmente estar em álbuns do Soulfly, enquanto “Warrior” estaria num do Cavalera Conspiracy. Já “Prelude to Apocalypse” é mais ousada, cadenciada e com vocais limpos, destacando o peso do baixo de Stefhano Dias, facilmente agradará a fãs de Machine Head.

O encerramento é icônico com a faixa “Magnata da Fé”. Com direito a toques tribais percussivos, letra em português com sotaque nordestino, refrão grudento e um final agressivo, a faixa que desce a lenha na escrotidão que são os pastores e bispos evangélicos, é uma das melhores do disco e encerra para o repeat ser acionado desde o começo do CD. Sabe aquela lista de melhores do ano que você leitor sempre se vê fazendo nas enquetes de páginas, sites e revistas? Pois bem, se ouvir esse “Juggernaut” pode apostar que entrará nela. Fudido!

Tracklist:
01 Glory to the goddess of the war, here are The Gurkhas
02 Closer to God
03 Butcher
04 Rapriest
05 To Lemmy
06 Speeding up!
07 Juggernaut
08 Drunk as Skunk
09 Enslaved
10 Deathly, cold, chill
11 Warrior
12 Arcade
13 Prelude to Apocalypse
14 Magnata da fé (Bonus Track)

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