Death Angel: O novo petardo de um dos pioneiros do Thrash

Resenha - Evil Divide - Death Angel

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Fabio Reis
Enviar Correções  

O Death Angel sempre foi uma banda diferente das demais em diversos aspectos. Apesar de aparecerem para o mundo na famosa região da Bay Area de São Francisco, todos os integrantes possuem descendência filipina e são primos em primeiro grau, com exceção do vocalista Mark Osegueda que é primo em segundo grau. O grupo foi uma daquelas bandas prodígio do Metal e quando o mega clássico "The Ultra Violence" (1987) foi lançado, os integrantes tinham em média 15 anos de idade.

Death Angel: Em coma com COVID-19, baterista viu Satã e não o achou legal

Kiss: 15 bandas que abriram shows deles e se tornaram famosos

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O disco foi uma referência para os demais nomes da época e o Death Angel foi a primeira banda de Thrash Metal a assinar contrato com uma grande gravadora (Geffen), porém mesmo com todo esse diferencial, talento e competência, a formação se dissolveu após "Act III" (1990), o terceiro registro de estúdio.

Mais de uma década se passou até que o quinteto subiu ao palco novamente em 2003, no evento beneficente destinado as vítimas de câncer e pró Chuck Billy e Chuck Schuldiner. O resultado foi tão favorável que a banda resolveu retornar e depois disso, vieram os discos "The Art Of Dying" (2004), "Killing Season" (2008) e "Relentless Retribution" (2010). Longe de serem ruins, os álbuns possuíam uma sonoridade um tanto diferente e pela inclusão de diversos elementos novos e ritmos variados, acabaram desagradando grande parte dos antigos fãs.

A redenção veio com "The Dream Calls For Blood" (2013), uma espécie de volta as raízes do Thrash Metal. O trabalho caiu nas graças dos fãs e a aceitação foi imediata, gerando muita ansiedade e expectativa com relação ao novo disco, que chega as lojas três anos mais tarde, trazendo um Death Angel em grande forma e surpreendendo mais uma vez o púbico.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"The Evil Divide", o novo petardo de um dos grandes pioneiros do gênero, foi lançado no dia 27 de maio e conta com 10 novas composições, onde o que ouvimos é um Thrash mais moderno, porém contendo grande parte das características mais marcantes do grupo.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Não esperam nada parecido com os três primeiros álbuns da banda, os tempos são outros, a proposta é diferente e o que o grupo foca no momento, é conceber faixas mais curtas e sem muitas passagens instrumentais diversificadas. Estas considerações não desmerecem em nada "The Evil Divide", que se ouvido com a devida atenção, certamente irá agradar por sua agressividade, criatividade e canções extremamente grudentas.

Desde os primeiros momentos, o disco é um verdadeiro festival de riffs poderosos, refrões que ficam fixados no subconsciente e um dos fatores que mais chama a atenção, é a evolução vocal de Mark Osegueda, com linhas variantes entre a agressividade pura e as melodias que em faixas como "Lost" e "It Can't Be This", chegam a lembrar o estilo de Joey Belladona (Anthrax).

O paralelo com o Anthrax não para por aí, já que o Death Angel usa de uma proposta similar a de "For All Kings" (recente lançamento do Anthrax) na construção e principalmente, na disposição das canções no registro, intercalando bem as músicas rápidas e repletas de elementos que lembram os bons momentos do passado, com outras mais modernas e melódicas, mostrando que o grupo não parou no tempo, porém não deixa de lado as suas raízes.

A diferença entre o trabalho que ambas as bandas executaram é que o Death Angel concebeu um disco muito mais acelerado, ríspido e direto que o Anthrax e as partes melódicas, aparecem em menor número.

A maior ressalva positiva em "The Evil Divide" é a de ser um álbum homogêneo, que flui com naturalidade e a cada audição fica melhor. Faixas como "The Moth", "Cause For Alarm", "Father Of Lies", "Hell To Pay" e a sequência final com "The Electric Cell" e "Let The Pieces Fall", garantem ao trabalho uma posição entre os melhores do ano no estilo, pelo menos até o presente momento.

Com relação ao disco sendo posicionado diretamente na discografia do grupo, me arrisco a dizer que ele supera o anterior "The Dream Calls For Blood", assumindo a posição de melhor lançamento do Death Angel desde seu retorno.

Recomendo e aviso que é um terrível erro formar uma opinião após uma única escutada, este é um disco que necessita de mais audições para que toda a sua musicalidade possa ser absorvida como se deve.

Integrantes:

Rob Cavestany (guitarra)
Mark Osegueda (vocal)
Ted Aguilar (guitarra)
Damien Sisson (baixo)
Will Carroll (bateria)

Faixas:

1. "The Moth"
2. "Cause for Alarm" (participação de Jason Suecof)
3. "Lost"
4. "Father of Lies"
5. "Hell to Pay"
6. "It Can't Be This"
7. "Hatred United / United Hate" (participação de Andreas Kisser)
8. "Breakaway"
9. "The Electric Cell"
10. "Let the Pieces Fall"


Outras resenhas de Evil Divide - Death Angel

Resenha - Evil Divide - Death Angel

Resenha - Evil Divide - Death Angel




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Death Angel: Em coma com COVID-19, baterista viu Satã e não o achou legalDeath Angel
Em coma com COVID-19, baterista viu Satã e não o achou legal

Thrash Metal: assista vídeos do documentário com Metallica, Megadeth, Testament e outrosThrash Metal
Assista vídeos do documentário com Metallica, Megadeth, Testament e outros


Death Angel: Em coma com COVID-19, baterista viu Satã e não o achou legalDeath Angel
Em coma com COVID-19, baterista viu Satã e não o achou legal

Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1990Heavy Metal
Os dez melhores álbuns lançados em 1990


Kiss: 15 bandas que abriram shows deles e se tornaram famososKiss
15 bandas que abriram shows deles e se tornaram famosos

Spin: as 30 melhores faixas instrumentais de todos os temposSpin
As 30 melhores faixas instrumentais de todos os tempos


Sobre Fabio Reis

Paulista, 32 anos, Editor do Blog Mundo Metal, fã de Rock Clássico e Diversos subgêneros do Metal. Banda favorita: Megadeth. Conheceu o Rock ainda quando criança por intermédio dos pais (amantes de Beatles) e com 11 anos já ia na galeria do Rock comprar seus primeiros LP's, desde sempre fez do Metal seu estilo de vida e até os dias de hoje essa paixão pela música só aumenta.

Mais matérias de Fabio Reis no Whiplash.Net.

Goo336x280 GooAdapHor Goo336x280 Cli336x280