Megadeth: O início de um novo período na carreira da banda
Resenha - Dystopia - Megadeth
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 06 de fevereiro de 2016
"Dystopia", décimo-quinto álbum do Megadeth, marca o início de um novo período na carreira da banda norte-americana. Após seis anos tendo Chris Broderick como companheiro nas seis cordas e uma década ao lado do baterista Shawn Drover, Dave Mustaine agora conta com Kiko Loureiro e Chris Adler ao seu lado (o baixista David Ellefson completa o line-up). E mexer em metade do time, logicamente, traz consequências.
Mesmo sendo um dos nomes pioneiros e mais influentes do thrash metal, o Megadeth mostra-se distante do gênero em seu novo álbum - aliás, como vem acontecendo há um bom tempo. "Dystopia" soa como um disco de heavy metal atual, contemporâneo e bem agradável aos ouvidos.
Alguns aspectos saltam aos ouvidos. O primeiro, e talvez mais marcante, seja a grande quantidade de trechos pautados pelo uso de guitarras gêmeas e solos, como se Mustaine e Loureiro se desafiassem de maneira constante durante todo o álbum. Isso faz com que "Dystopia" acabe se destacando em relação aos discos recentes do Megadeth, trazendo de volta a riqueza musical e técnica que sempre marcou a carreira de Dave Mustaine. Instrumentista de mão cheia, o líder da banda parece se sentir desafiado por Kiko Loureiro, sabidamente dono de imensa técnica - ouça "Post American World" e perceba isso que acabei de dizer. O resultado é um brinde pra quem curte a banda e um trampo afiado nas guitarras.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O outro ponto já não é positivo, principalmente no meu modo de ver. Em minha vã inocência, esperava ouvir em "Dystopia" a exuberância percussionista onipresente no Lamb of God, mas Chris Adler soa de maneira distinta no Megadeth. Isso me frustrou um pouco, porque acredito que o modo de tocar característico de Adler acrescentaria muita agressividade ao Megadeth, renovando ainda mais a sonoridade da banda. No entanto, mesmo com essa pequena decepção, é inegável que o baterista apresenta uma performance consistente, saindo de sua zona de conforto e mostrando uma nova abordagem, mais convencional, de seu instrumento.
"Dystopia" tem uma produção com timbres que me levaram de volta a "Countdown to Extinction" (1992). As guitarras soam um pouco saturadas, principalmente na execução das bases. Bateria e baixo constróem uma camada sólida e perfeitamente audível, que sustenta os vôos de Mustaine e Loureiro.
De um modo geral temos uma coleção de boas composições, com ideias interessantes durante todo o disco. O resultado final é um álbum forte, que vai muito além da simples curiosidade em ouvir como o Megadeth soaria com Kiko Loureiro e Chris Adler. A resposta é simples e direta: soa bem e rejuvenescido, com um foco maior nas guitarras, que são protagonistas durante todo o trabalho. Esse fato realça a tradição heavy metal da banda, e deverá agradar bastante os fãs.
Veredito: um bom disco, que proporciona uma audição gratificante.
Outras resenhas de Dystopia - Megadeth
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dennis Stratton diz que sentiu pena de Blaze Bayley ao assistir documentário do Iron Maiden
O álbum dos anos 1980 que define o heavy metal, segundo Zakk Wylde
Site diz que Slayer deve fechar tour pela América do Sul ainda em 2026
A banda esquecida na história que Kurt Cobain queria ver mais gente ouvindo
Show do Iron Maiden em Curitiba é oficialmente confirmado
O baterista que Neil Peart achava estar longe demais para alcançar
O guitarrista que poderia ensinar Slash a fazer um solo decente, segundo Sérgio Martins
Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
O cantor que fez Elton John ficar nervoso no próprio estúdio
A banda que o Cream odiava: "Sempre foram uma porcaria e nunca serão outra coisa"
Primavera Sound Brasil divulga seu Line-up para 2026
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
Kam Lee (Massacre, ex-Death) será o vocalista do Benediction no show em São Paulo
Eric Clapton elege o melhor baterista que existe, mas muitos nem sabem que ele toca
A música tocante que nasceu como canção de ninar e rendeu um Oscar a Phil Collins
O guitarrista que recusou tocar em um dos grandes álbuns do rock Brasil dos anos 80
O vocalista que deixou Ozzy perplexo; "Como diabos ele faz isso?"
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo
Megadeth - Um retorno às origens com "Dystopia"
Megadeth, Pepeu Gomes e a mania do internauta achar que sabe de tudo
Dirk Verbeuren diz que Dave Mustaine é o criador do thrash metal
Dirk Verbeuren aprendeu 9 músicas em um dia para quebrar o galho do At the Gates
Angra era hippie e Megadeth era focado em riffs, explica Kiko Loureiro
Dave Mustaine descarta ex-membros em turnê e cita "coisas horríveis" ditas por eles
A música do Metallica que o Megadeth tocou em show antes de "Ride the Lightning"
Guitarrista do Megadeth apoia tendência de shows sem celulares
Dave Mustaine gastou 500 dólares por dia com drogas durante cinco anos
Iron Maiden: Em 1992 eles lançavam Fear Of The Dark

