Megadeth: Candidato fortíssimo a estar entre os melhores do ano
Resenha - Dystopia - Megadeth
Por Fabio Reis
Postado em 28 de janeiro de 2016
Muito se especulou sobre o direcionamento musical que o décimo quinto álbum de estúdio do Megadeth apresentaria. Dave Mustaine, sendo o bom marqueteiro de sempre, fez diversas declarações insinuando que o disco poderia nos remeter a clássicos do porte de "Peace Sells" e "Rust In Peace". Além disso, em grande parte das entrevistas concedidas, foi mencionado que "Dystopia" definitivamente soava Thrash Metal.

Um suspense enorme foi mantido por meses até que finalmente, pudemos ouvir o novo lançamento e constatar o que já era esperado. Não! O mais novo petardo de Mustaine e cia. não é uma cópia de nenhum de seus clássicos, não tenta resgatar a musicalidade dos primórdios do grupo e muito menos soa old school.
"Dystopia" é inegavelmente direcionado ao Thrash Metal. É pesado, dono de ótimos riffs e faixas grudentas, porém possui uma vasta gama de novos elementos. As entradas de Cris Adler (Bateria) e do brasileiro Kiko Loureiro (Guitarra), surtiram efeito positivo e é nitidamente percebida a inclusão de características de ambos durante a execução de todo o álbum.

Bumbos duplos, guitarras com mais groove do que o de costume, solos inspiradíssimos e cheios de feeling, são algumas das marcas que os dois novos integrantes trouxeram. Kiko Loureiro parece estar bem a vontade tocando um estilo mais agressivo e é sem dúvidas, o maior destaque do registro. Quem por ventura tinha alguma dúvida sobre o brasileiro não se encaixar bem na proposta do Megadeth, após algumas audições de "Dystopia", certamente mudará de opinião.
Além da notória química entre Kiko e Dave, o novo guitarrista ainda teve algumas participações importantes e foi responsável por dar uma cara diferenciada a algumas faixas. As partes de piano em "Poisonous Shadows" e o violão clássico no início da instrumental "Conquer... Or Die!", são os maiores exemplos disso.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Senti falta de uma ou duas faixas mais rápidas e agressivas, porém este detalhe acaba não influenciando no resultado final. O trabalho é detentor de momentos excepcionais como nas antes disponibilizadas "The Threat Is Real", "Dystopia" e "Fatal Illusion". "Death From Within" e "Bullet To The Brain", apresentam refrões pegajosos, "Post American World" é pesada, detentora de alternâncias rítmicas bem interessantes e um solo matador.

"Poisonous Shadows" é daquelas canções para se degustar aos poucos, começa com uma introdução belíssima e possui um refrão que me remeteu a balada "Promisses", do álbum "The World Needs A Hero", porém a canção é bem mais complexa e os bumbos duplos de Adler não me permitem classificá-la como uma mera balada. A instrumental "Conquer... Or Die!" começa de forma lenta, com o uso de violão clássico e vai crescendo até atingir seu clímax e servir como uma perfeita ponte para a composição mais agressiva do registro, "Lying In State".

O álbum encerra com "The Emperor" e o cover para "Foreign Policy", da banda Fear. Na primeira, temos a mais acessível entre todas as faixas do disco, detentora de um apelo comercial inegável, é a típica canção pra ser veiculada nas rádios. No cover, o Megadeth como de costume, apresenta uma versão mais pesada e agressiva que a original, fechando com chave de ouro a audição.
Diferente do que muitos imaginavam, "Dystopia" não traz uma banda tocando na velocidade da luz e apesar de classifica-lo como legitimamente Thrash, é um Thrash mais moderno. Se tentarmos comparar com algum clássico da banda, certamente "Countdown To Extinction" seria um bom parâmetro, porém esta comparação serve apenas como referência à sonoridade mais pesada e composições não tão velozes.

O novo trabalho possui muita identidade e apresenta um Megadeth que definitivamente, não olha pra trás. Se "Super Collider" dividiu opiniões e foi alvo de muitas críticas, está aqui a redenção que todos os fãs esperavam. Belo álbum e candidato fortíssimo para figurar entre os melhores do ano.
Integrantes:
Dave Mustaine (Vocal/Guitarra)
David Ellefson (Baixo)
Kiko Loureiro (Guitarra)
Cris Adler (Bateria)
Faixas:
01. The Threat Is Real
02. Dystopia
03. Fatal Illusion
04. Death From Within
05. Bullet To The Brain
06. Post American World
07. Poisonous Shadows
08. Conquer Or Die
09. Lying In State
10. The Emperor
11. Foreign Policy (Fear cover)
Outras resenhas de Dystopia - Megadeth
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