Delain: Com "Lucidez'... Das sombras para o mundo!
Resenha - Lucidity - Delain
Por Vitor Sobreira
Postado em 17 de novembro de 2015
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após ter saído da duvidosa banda Whithin Temptation, e com o intuito de se "distrair" em um período em que tratava de uma doença, Martjin Westerholt criou aos poucos músicas que julgou soarem interessantes demais para ficarem só na teoria, e, resolveu arriscar as colocando em prática e fazendo virar uma realidade.
Com a intenção inicial de formar um projeto com a jovem vocalista Charlotte Wessels, e chamando em seguida amigos já conhecidos na cena, Lucidity foi sendo criado e por fim lançado. O que ninguém esperava era a boa aceitação que o álbum teve, inclusive tendo saido pela grande RoadRunner, culminando em seguida na concretização de uma banda 'fixa' e real. Como curiosidade, o nome Delain, foi tirado do livro "Olhos de Dragão", do mestre do horror Stephen King.
Apesar de sempre ter cantado muito e exibir personalidade e técnica (principalmente de uns anos pra cá) a já citada vocalista, neste álbum em questão, ainda não havia conseguido mostrar tudo o que era capaz, mesmo com vocais bem executados e característicos, mas que no entanto não foram bem explorados, e, não apresentavam uma diversidade maior como nos álbuns seguintes. É claro que isso é apenas uma observação, e não um empecilho para escutar o CD, além de ser muito interessante notarmos como um músico pode evoluir ao longo da carreira.
O álbum também conta com vários convidados especiais, que enriqueceram ainda mais o trabalho, e sendo que cada um se destacou a sua maneira, sem divergências e prioridades egomaníacas, aliás, isso é muito importante de se ressaltar, pois, como já mencionei em uma outra resenha do Delain, o tecladista, mesmo sendo o "dono" do então projeto e um músico muito bom, se preocupou mais em escrever as letras e compor as músicas, do que aparecer desesperadamente e sufocar as músicas com quilos de camadas e efeitos de seu instrumento, desejando que todos ganhassem atenção. As músicas refletem isso e são muito boas mesmo, sem muitos experimentalismos e mantendo uma linha mais direta, tudo isso em um Symphonic Metal mais melódico, criativo, sem baboseiras e com leves toques do Gothic e do... pop. Imagino que o Nightwish exerceu uma grande influencia em Martjin, pois em vários momentos percebemos toques que remetem as composições de Tuomas, mas de uma maneira discreta e honesta, e tanto que o baixista e vocalista desta banda finlandesa, contribuiu aqui ativamente, cantando e tocando com muita boa vontade (firmando-se assim uma eterna parceria com os holandeses).
Como mandam meus já tradicionais destaques pessoais, elejo: A misteriosa, cadenciada e forte 'Frozen', que ganhou um clipe bem legal; 'Sever' e suas orquestrações e coros bem inspirados; a pomposa, com fiffs interessantes e que se torna mais rápida em suas partes finais 'Silhouette of a Dancer'; o dueto entre Charlotte e Marco em 'The Gathering'. Finalizando o 'play', temos ainda: a sombria e dinâmica 'Day For Ghosts', que foi cantada por Liv Kristine e Marco, sem a vocalista principal, e também pode ser considerada a faixa mais acelerada da banda e 'Pristine', uma das mais sinfônicas.
Ainda bem que o "projeto" decolou, pois seria um desperdício se estas músicas tivessem ficado engavetadas para sempre. Por isso te digo, caríssimo leitor, se procuras um Symphonic Metal diferenciado, ou apenas um som de primeira com vocais femininos, aqui está uma ótima pedida. Aproveite!
Músicas:
1. Sever
2. Frozen
3. Silhouette of a Dancer
4. No Compliance
5. See Me in Shadow
6. Shattered
7. The Gathering
8. Daylight Lucidity
9. Sleepwalker's Dream
10. A Day for Ghosts
11. Pristine
12. Deep Frozen (Magic Bonus)
Formação & Participações:
Martijn Westerholt - Keyboards & Orchestrations
Charlotte Wessels - Vocals (except tracks 4, 10)
Marco Hietala - Vocals (tracks 1, 4, 7, 8, 10) & Bass
Ad Sluijter - Guitars (tracks 1, 2, 4, 9, 10)
Guus Eikens - Guitars (tracks 3, 6, 7, 8, 11), Vocals (backing) (tracks 1, 2, 7, 8, 10, 11) & Keyboards (track 7)
Ariën van Weesenbeek - Drums
Sharon den Adel - Vocals (lead) (track 4)
Liv Kristine - Vocals (lead) (tracks 5, 10)
George Oosthoek - Grunts (tracks 3, 11, 12)
Jan "Örkki" Yrlund - Guitars (tracks 1, 4, 5)
Oliver Phillips - Guitars (track 4) & Orchestrations
Rupert Gillet - Cello (tracks 3, 4, 5)
Rosan van der Aa - Vocals (backing) (tracks 1, 2, 7, 8, 10, 11)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
Slash promete que novo álbum do Guns N' Roses só terá material inédito
Os três guitarristas brasileiros que John Petrucci do Dream Theater gosta bastante
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A canção lançada três vezes nos anos oitenta, e que emplacou nas paradas em todas elas
Grammy 2026 terá homenagem musical a Ozzy Osbourne; conheça os indicados de rock e metal
Dave Mustaine insinua que ex-integrantes não participarão de shows da última tour do Megadeth
A canção que tem dois dos maiores solos de guitarra de todos os tempos, conforme Tom Morello
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
Prefeito de SP quer trazer U2, Rolling Stones ou Foo Fighters para show gratuito
Baixista fala sobre músicas do novo álbum do Symphony X
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Duff McKagan do Guns N' Roses
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
Dave Mustaine revela que última conversa com James Hetfield terminou mal
Dave Mustaine não queria que Megadeth encerrasse atividades, mas reconhece dificuldades
A banda que poderia ter unido John Lennon e George Harrison de novo nos anos 1980
Andreas Kisser conta a Rafinha Bastos o que tirou Max Cavalera do Sepultura
A canção do Led Zeppelin que Rick Rubin ouviria o dia inteiro, sem parar


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



