The Winery Dogs: Novo disco "Hot Streak" é decepcionante
Resenha - Hot Streak - Winery Dogs
Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 06 de outubro de 2015
Tentei me conter na expectativa pelo novo álbum do The Winery Dogs. Para mim, o disco de estreia do trio foi o melhor de 2013 e um dos melhores da década que chegaram ao público até o momento. Mas é sempre perigoso apostar tantas fichas em uma sequência. Por isso, a cautela inicial em "Hot Streak".
Ainda bem que não me empolguei. "Oblivion", primeiro single divulgado e também a faixa de abertura de "Hot Streak", é uma boa música, tem um refrão grudento, mas exagera no virtuosismo em alguns momentos. Ainda assim, se o disco seguisse esse padrão, estaria tudo bem.
Não seguiu. "Hot Streak" é uma mistura esquisita de influências que não traz os principais elementos da carreira de Richie Kotzen: swing e melodia. Se a faixa de abertura exagera na virtuose, "Captain Love" lembra o AC/DC, mas sem ousadia dos australianos. Os riffs são legais, mas a música é pouco dinâmica e tem desnecessários cinco minutos.
The Winery Dogs - Mais Novidades
A faixa título tenta dar um rebolado, mas falha simplesmente por não ter um bom refrão – naquilo que se poderia chamar de parte principal, Mike Portnoy resolve acelerar demais. "How Long", enfim, traz um sopro do primeiro disco. Apesar dos versos mortos, o chorus e as pontes são interessantes.
"Empire" faz com que eu me pergunte o que aconteceu com Mike Portnoy. Ele parece ter tocado todas as músicas do mesmo jeito até agora. Só os solos se salvam. A balada "Fire" quebra o clima com destaque ao violão. Richie Kotzen, definitivamente, sabe tocar como poucos. "Ghost Town" tem um clima meio pop rock oitentista, tipo U2 ou The Police, mas sem muita classe. É sonolenta.
"The Bridge" é uma boa música. Richie Kotzen opta por um vocal mais grave que cai bem ao longo da música. O refrão é grudento e o momento de solo tem um show instrumental. "War Machine" também tem essa pegada meio pop rock oitentista e só não deixa o ouvinte dormir pelos solos sempre interessantes e pelo chorus mais ou menos empolgante. Cheia de efeitos, a enfadonha "Spiral" é, provavelmente, o momento mais pop do álbum. Mal feita. Sabe-se lá o que tentaram aqui, mas falharam.
"Devil You Know" traz o The Winery Dogs de volta para algo interessante. Paulada dinâmica, com pegada e ganchos melódicos que te deixam preso. Uma das melhores músicas do álbum. "Think It Over" retoma um pouco da pegada soul/R&B que Kotzen parece ter deixado de lado nesse álbum. Balada gostosa de se ouvir. Faixa de encerramento, "The Lamb" tem uma introdução acústica, mas logo descamba para bons riffs. O problema é que, de novo, a genérica pegada pop rock oitentista aparece nos versos e mata a música, mesmo com um refrão legal, um solo destruidor e uma passagem final que foge do padrão.
No geral, "Hot Streak" decepciona muito. Não pela tentativa de procurar novas influências, mas pela má escolha e razoável aplicação das mesmas. A corrente pop oitentista não caiu bem e fez com que o disco soasse datado, Mike Portnoy não esteve criativo, Billy Sheehan pouco apareceu e Richie Kotzen mandou mal nas composições.
Ainda é difícil apontar exatamente o que deu errado em "Hot Streak". No entanto, para um próximo álbum, a expectativa é que o The Winery Dogs volte ao que fez em seu debut ou, caso o apelo por mudança seja tão grande, busque algo menos forçado para ser feito. Isso se o trio durar até lá, pois sabe-se que Richie Kotzen não permanece em outros projetos por tanto tempo.
Richie Kotzen (guitarra, vocais)
Billy Sheehan (baixo)
Mike Portnoy (bateria)
01. Oblivion
02. Captain Love
03. Hot Streak
04. How Long
05. Empire
06. Fire
07. Ghost Town
08. The Bridge
09. War Machine
10. Spiral
11. Devil You Know
12. Think It Over
13. The Lamb
Outras resenhas de Hot Streak - Winery Dogs
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda mais singular da história do rock, na opinião de Steve Vai
O guitarrista preferido de Justin Hawkins, do The Darkness; "É um Deus"
Bruce Dickinson lista os vocalistas que fazem ele pensar "Jamais serei tão bom quanto eles!"
Classic Rock ranqueia discografia dos Rolling Stones do pior ao melhor álbum
De Sepultura a Madonna, os melhores discos lançados em 1986, segundo Scott Ian
A música mais difícil de tocar do Metallica segundo James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett
Com membros do Cannibal Corpse e Deicide, Umbilicus anuncia novo EP
As músicas do Sepultura que Andreas Kisser não sabia que sumiram do streaming
Baterista original do Black Sabbath, Bill Ward está finalizando novo álbum solo
O álbum do Sepultura que influenciou o lendário Glenn Tipton do Judas Priest
Scorpions suspende atividades de 2026 devido a "circunstâncias imprevistas"
Seguidores do Whiplash.Net opinam sobre setlist do Sepultura sem músicas da era Max Cavalera
Os 5 melhores shows do Rock in Rio dos últimos 15 anos, segundo o G1
Último álbum do Van Halen ganhará relançamento em CD e LP
A banda famosa que Kurt Cobain dizia ter uma música que "era uma porcaria"
Heavy Metal: "cristãos podem aprender muito com o gênero"
A opinião de Lucas Inutilismo sobre o System of a Down e a arrogância no metal
O impagável apelido que Andre Matos deu a Luis Mariutti por sua pontualidade

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



