Galar: Excelente Black/Folk Metal em terceiro álbum
Resenha - De Gjenlevende - Galar
Por Mário Pescada
Fonte: Mondo Metal
Postado em 21 de junho de 2015
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Alguns países ficam marcados na cabeça de quem escuta metal como referências de determinados estilos. No caso da Noruega, logo nos lembramos das suas diversas bandas de Black Metal. E é da cidade de Bergen (a segunda maior do país e a mais chuvosa da Europa), terra natal também do GORGOROTH e IMMORTAL, que vem o GALAR.
A banda que começou como um duo formado por M. Kristiansen e A. B. Lauritzen chega nesse terceiro CD De Gjenlevende (traduzindo "O Sobrevivente") praticando um excelente Black/Folk Metal, pronta para se tornar mais uma boa referência do estilo.
Para a gravação desse CD, houve a participação de diversos músicos convidados e uso de instrumentos diversos como fagote, violoncelo e violino. Até a participação de um quinteto de cordas e um quarteto de sopro foi utilizada. Apesar do uso de tantos instrumentos de cordas e sopro, não se preocupe: a mistura ficou muito bem equilibrada, tudo bem dosado, sem querer soar forçado ou proposital. A essência é o típico black metal nórdico com guitarras cortantes, vocais rasgados e bateria ultra rápida, já os toques de folk com vocais cantados deixou o som menos óbvio e repetitivo, como pode ser ouvido na faixa-título, Natt…Og Taust Et Forglemt Liv e Gjeternes Tunge Steg.
As letras – todas em finlandês – foram escritas por Jorge Blutaar e giram em torno de ontologia (parte da metafísica que trata da natureza, realidade e existência dos entes), elegia (tipo de poesia com forte tom melancólico) e folclore pagão-europeu. Ele explica que as letras "são textos contemplativos sobre o pavor absoluto que assombra tanto a mente humana quanto o corpo quando o inverno mantém cada ser vivo preso. Inverno é a época de escuridão absoluta, falta de forças e morte inevitável que desafia a humanidade, feras e plantas igualmente. Porém, enquanto houver vida, há esperança, e eventualmente uma nova era de Sol irá trazer ao fim a aparentemente eterna escuridão do inverno. Com a chegada da primavera, esperança e vida irão florescer mais uma vez. É um retrato de processo cíclico de transformação que é tão velho quanto a própria história da humanidade". Talvez a música que melhor expresse esses sentimentos seja justamente a instrumental Ljós.
Em minha opinião, é na última faixa Tusen Kall Til Solsang Ny, que a banda se supera, conseguindo mesclar todos os elementos citados muito bem, inclusive com solos de guitarra. A medida que a faixa vai terminando, vai crescendo e ganhando um tom quase épico!
Recentemente, o duo se tornou uma banda completa com a contratação de músicos permanentes, com certeza já pensando nos shows que virão por causa desse ótimo lançamento e para execução ao vivo das músicas dos antecessores Til Alle Heimsens Endar (2010) e Skogskvad (2006).
Confira as faixas desse cd no Bandcamp oficial da banda
http://galar.bandcamp.com/album/de-gjenlevende
Formação:
M. Kristiansen: vocais gritados, guitarra e baixo
A. B. Lauritzen: vocais, fagote, piano
Marius Kristiansen: vocais gritados, guitarras
Are Bøen Lauritzen: vocais limpos, fagote
Tomas Myklebust: bateria
Simon Futterlieb: baixo
Pól Nolsøe Jespersen: guitarra base
Track-list
01 – De Gjenlevende
02 – Natt …Og Taust Et Forglemt Liv
03 – Bøkens Hymne
04 – Ljós (instrumental)
05 – Gjeternes Tunge Steg
06 – Tusen Kall Til Solsang Ny
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que Lemmy viu ainda nova e percebeu que seriam como os Beatles e Stones
Morrissey e Johnny Marr deixam guerra de lado para algo relacionado ao The Smiths
A música do Nightwish que conquistou Steve Harris, líder do Iron Maiden
Tainá Bergamaschi (Crypta) toca "Territory" com o Sepultura em Dublin
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982
As únicas quatro músicas próprias que o Guns N' Roses ainda não tocou ao vivo
A grande discordância entre Kiko Loureiro e Paul Gilbert, segundo Marcos de Ros
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A melhor música de Bob Dylan de todos os tempos, segundo Paul McCartney
O álbum que Robert Plant considera o mais "lindamente escrito" do Led Zeppelin
O rockstar cujo consumo de cocaína nos anos 70 assustava Glenn Hughes: "Nunca dormia!"
O aspecto da clássica "Jump" que não deixava Eddie Van Halen orgulhoso
Troy Sanders fala sobre nova formação do Mastodon, que conta com músico brasileiro
Vocalista do Steelheart lança projeto com ex-guitarrista do In Flames
O hábito nojento que virou demonstração de respeito nos shows punk dos anos setenta
A música mais difícil do Angra, de acordo com o baixista Felipe Andreoli
Como o Pink Floyd chegou ao nº 1 com uma capa de álbum que até hoje não faz sentido
As quatro bandas de rock nacional que são as favoritas de Bento Hinoto dos Mamonas



Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco
"Transpiração Contínua Prolongada" levou skate, rua e atitude para o topo do rock brasileiro
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



