Pink Floyd: A obra prima "Dark Side Of The Moon", lançada em 1973
Resenha - Dark Side Of The Moon - Pink Floyd
Por André Pereira
Postado em 04 de maio de 2015
Bem, como eu um mero guitarrista meia boca, e escritor mais meia boca ainda, irei analisar um dos melhores discos já feitos no universo? Isso sempre foi uma coisa que me emperrou e me tirou a coragem de começar essa resenha, em uma noite de insônia resolvi largar de ser babaca e faze-la.
O disco que vou ter a audácia de criticar vai ser o clássico "The dark side of the moon", a obra prima, na minha opinião, do Pink Floyd, percebe-se a minha imparcialidade ao falar desse trabalho em especial.
Lançado em 1973, o álbum foi produzido em um lugarzinho chamado Abbey Road , onde uma bandinha conhecida como Beatles também gravou suas musiquinhas, produzido pelas mãos do mítico Alan Parsons. O disco, obviamente, ganhou todos prêmios possíveis e até hoje catequisa jovens pelo mundo afora trazendo-os para o lado Gilmour (ou Waters???) da força.
Não é nada fácil falar sobre algo que é tão icônico e tão impecavelmente perfeito. Chega a ser assustador o fato de desde a ordem das canções, unindo as músicas umas nas outras, até a arte da capa do álbum, o prisma que até hoje é reproduzido mundo afora, tudo ser tão meticulosamente encaixado.
Enfim, depois de encher muito a bola de obra prima,- sou completamente alucinado por ele,- vamos à critica isenta e profissional (cof, cof). O disco abre com "Speak to me", um faixa de 1:05 que é uma preparação para todo resto, as batidas, como se fossem um pulso e outros sons como a risada vão aumentando até chegar ao ápice e, como se ainda fosse a mesma música, ouvimos o início de "Breathe (In the Air)", com uma melodia suave que gela o coração, escutamos a slide guitar e os primeiros versos do álbum cantados magistralmente por gilmour, ouve-se também alguns efeitos "lisérgicos" que dariam a tônica de todo álbum. Depois de Breathe, entramos em uma viagem de ácido com On the Run, onde ouvimos sons de corridas e explosões, serve como uma ponte entre breathe e time.
Time, essa música mereceria um texto a parte, tudo começa com relógios (time=tempo,sacou?), os quais foram sincronizados para despertar em segundos diferentes e gravados todos ao mesmo tempo(!!!!), essa música é tão incrível que peço humildemente ao leitor que largue tudo e vá ouvi-la, ela une tudo de bom que o Pink Floyd faria em toda sua carreira, um Rock clássico, com efeito lisérgicos, backing vocals impecáveis, refrão matador, um solo que faz qualquer guri querer tocar guitarra e variações muito bem casadas. É difícil falar de Time e explicar os motivos de ser um som tão demais!
Depois do clássico, temos uma "balada" instrumental com uma vocalista de blues, literalmente, berrando. Estranho? Eu diria lindo, The Great Gig In the Sky não precisa de letra, a música fala por si só, é puro feeling. A melodia dos teclados de Richard Wright nos leva a uma melancolia que tem instantes de pura leveza a instantes de total raiva, a música flutua entre esses dois sentimentos, levada magistralmente pela cantora Clare Torry.
Money é um hit pronto, com um riff muito bem construído e uma cozinha (baixo e bateria) em perfeita sintonia, é outro rock clássico que até hoje é entoado por diversas gerações, ou seja, mais um hino presente nessa obra. Vale ressaltar o trabalho do saxofone e da guitarra, que conversam durante a música.
O final alegre de Money contrasta com o inicio de Us and Them, outra balada, começando com um dedilhado de guitarra e um solo de saxofone a música é mais uma obra-prima desse álbum, na verdade 90% dele é composto de obras primas, pautada pela guitarra e entradas do saxofone, a canção tem um refrão grandioso que é outra amostra do que o Pink Floyd viria a se tornar alguns anos depois com o controle de gilmour e os trabalhos mais "Hard Rock’s" da banda. Mas como ela é uma obra do Dark side, ela também tem aquele clima mais "futurista" que permeia todo disco, dando a impressão de ter sido gravado na lua ( no lado escuro). Ela segue um ritmo cadenciado, sofrendo algumas alterações em seu refrão e no final tem uma quebra completa para entrar na próxima faixa " Any color you like", um som completamente futurista (gostei desse termo), que tem vários toques de sintetizador e um solo de Gilmour, gravado com duas guitarras e unido por um efeito chamado "UniVibe". Mais uma aconselhável para viagens de ácido. Além disso, baixo, bateria e teclado seguem fazendo o seu rock clássico.
Depois de mais uma quebra de ritmo, começa "Brain Damage" e seu "The lunatic is on the grass" mais uma música com um grande refrão que faz menção ao nome do disco "I'll see you on the dark side of the moon", outro grande som desse grande disco e que em algumas partes me lembra muito de "balada de louco" dos Mutantes.
"Eclipe" é a última faixa do disco e realmente soa como uma despedida, mais um refrão que mostra a excelência dos caras em criar coisas absurdamente lindas, o disco acaba com a seguinte frase ""There is no dark side of the moon really, matter of fact it's all dark". Só mais uma coisa genial dentre tantas coisas que esse disco contém.
Sempre que ouço parece ser a primeira vez que estou ouvindo, tem tantas camadas e sons dentro dele, ou seja, é sempre uma experiência nova ouvi-lo. Mal posso esperar pela próxima vez.
Até mais, amigos.
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