Steelfox: Heavy Metal tradicional com características ímpares
Resenha - 13: 18 - Steelfox
Por Fabio Reis
Postado em 16 de julho de 2014
Às vezes a palavra "Moderno" assusta um pouco o fã de Heavy Metal. Talvez este fato seja herança da década de 90, período onde muitas bandas usaram o termo de forma errônea, lançando álbuns experimentais, cheios de misturas e flertes com outros gêneros musicais, ou simplesmente, se distanciando muito de suas principais características. Na verdade, o moderno e o novo não são vilões, e sim, armas para o futuro dos subgêneros do Metal.
Uma banda que saiba utilizar uma produção moderna, de forma a não perder o seu "feeling", se influencie por bandas clássicas mas não se esqueça de adicionar uma identidade própria a sua música, deve ser tratada com muito cuidado e atenção. Afinal, não existem muitas dessas hoje em dia. Principalmente com tamanha qualidade e originalidade quanto a Steelfox.
Esta excepcional banda paulistana foi formada em 2012 pelo baixista Diego Julio e, pelo fato das principais inspirações do grupo serem bandas como Iron Maiden, Judas Priest, entre outras expoentes de peso da saudosa década de 80, o som da Steelfox é um Heavy Tradicional muito bem executado, com composições técnicas, elaboradas e uma sonoridade bem agradável, onde as influências são notadas, porém, em nenhum momento soam como um clone de nenhuma delas. Pelo contrário, são donos de características ímpares e totalmente próprias.
O álbum "13:18" é o primeiro "Full Length" da banda, e como tudo relacionado a Steelfox parece ter sempre um algo a mais, não é só na sonoridade que se destacam. A temática das letras é um outro ponto alto. "13:18" é um álbum conceitual, onde as músicas são inspiradas na profecia Maia sobre o final dos tempos.
Os destaques do álbum vão desde as diretas e tradicionais "Hail The Hate", "Demonmetals" e "Welcome To Hell", até as cheias de climatizações e peso "Nostri Diaboli" e "The Sevens", além das totalmente originais "Embassy Of Hell" e "13:18".
Tecnicamente falando, a Steelfox mostra um talento acima dos padrões para uma banda iniciante, a cozinha (Baixo-Bateria) formada por Diego Julio e Juliana Shibata é muito consistente, dando liberdade para o trio de guitarristas, que conta com Guilherme Fernandes, Nuno Braz e Otto Lima, criarem ótimas linhas, harmônias e solos recheados de "feeling" e habilidade. O vocal de Meri Bondezan é extremamente interpretativo e técnico, encaixando como uma luva no instrumental perfeito da banda.
Para quem nunca ouviu a banda mas ficou com a curiosidade aguçada, uma dica: Fortes doses de Metal tradicional com muita técnica, personalidade e criatividade o aguardam!
Formação:
Meri Bondezan (Vocal)
Guilherme Fernandes (Guitarra)
Nuno Braz (Guitarra)
Otto Lima (Guitarra)
Diego Julio (Baixo)
Juliana Shibata (Bateria)
Faixas:
01. Hail the Hate
02. Memories of Chaos
03. Deathbed
04. Nostri Diaboli
05. Embassy of Hell
06. The Sevens
07. First Rider
08. Demonmetals
09. Tides of War
10. Three Heroes
11. Welcome to Hell
12. The Thirteenth
13. 13:18
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