Led Zeppelin: "Celebration Day" ajuda a escrever legado da banda

Resenha - Celebration Day - Led Zeppelin

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Por Rodrigo Noé de Souza
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


O dia 10 de Dezembro de 2007 foi um marco na história do Rock And Roll e da música em geral, quando ocorreu O Show do Led Zeppelin. Muitos questionaram como estavam os integrantes, após fazerem duas apresentações, depois do fim da banda, em 1980, quando o baterista John Bonham morreu após uma overdose acidental de Hi-Fis. Suas performances no festival Live-Aid (1985) e o da comemoração dos 40 anos da Atlantic Records (1988) – com o então jovem Jason Bonham no lugar do pai – deixaram a desejar, pois nem pareciam àquela banda que dominou os anos 70. A dúvida só foi respondida quando chegou o dia.
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O intuito dessa apresentação, realizado no O2 Arena, em Londres, era para homenagear o fundador da Atlantic Records, Ahmet Ertegun, que faleceu no ano anterior, quando se acidentou durante o show dos Rolling Stones (ocasião que virou o filme Shine A Light, de Martin Scorsese). Para que esse evento acontecesse, foram vendidos mais de 18 mil ingressos, extremamente disputados à tapa por mais de vinte milhões de fãs ardorosos. Com isso, entrou para o Livro dos Recordes, na categoria de “Maior Procura por ingressos de um Show Musical”.

Antes, a banda relutou em lançar o material, porém, cinco anos depois, eis que colocaram Celebration Day em cartaz nos cinemas de todo o mundo e, agora, disponível em DVD+CD duplo e Blu Ray. Quem viu o show (ou pra quem não teve a oportunidade de ver) se espantaram com a arena lotada, quando Good Times Bad Times explodiu os autofalantes. Nunca uma banda foi tão bem entrosada e ensaiada nesse evento.

Alguns fãs sentiram falta de algumas peças, como Moby Dick, Heartbreaker, Immigrant Song e Communication Breakdown, mas ninguém reclamou com o set bem escolhido. No Quarter, Ramble On (com um slide de primeira), For Your Love (adorei essa pegada!), Black Dog, Since I’ve Been Loving You, Misty Mountain Top, Dazed And Confused (sensacional!), Stairway to Heaven e The Song Remains The Same.

O momento mais intenso foi quando Kashmir soltou fogo, para delírio da plateia. Destaque absoluto. Jason Bonham massacrou seu kit, parece que incorporou o espírito do seu pai, com direito a gongo. E pra quem achavam que acabou, Whole Lotta Love e Rock And Roll fecharam o concerto, que entrou na história do Rock.

Comentar o desempenho dos integrantes é totalmente desnecessário. Jason Bonham foi a escolha certa para o posto, como também canta nas faixas Good Times Bad Times e Misty Mountain Top. No encarte, ele diz que ficou emocionado quando foi chamado para tocar, mais uma vez, no lugar de John. Robert Plant manteve sua classe e cantou muito, embora ele não alcance seus agudos. Jimmy Page é um daqueles caras que sabe o que faz com sua guitarra, seja tocando com dois braços, com slide, com arco (em Dazed And Confused) ou com pedais, além de cuidar da parte sonora, deixando tudo tinindo.

John Paul Jones parece que ele fica mais jovem a cada ano. Sempre discreto e seguro com seu baixo, ele também detona em seu teclado. Simplesmente um termômetro para o Led Zeppelin. Outro destaque fica para o diretor Dick Carruthers, que deixou Celebration Day com cara de filme para assistir em qualquer cinema.

Contudo, após essa experiência de ver e ouvir o Led Zeppelin fica a sensação de desconfiança de que, talvez, essa seja a última vez que os veremos em ação. Apesar dos boatos de que Steven Tyler, Paul Rodgers ou Chris Cornell substituíssem Plant, o que não podemos negar é que o legado da banda está escrito.

Formação:

John Paul Jones – baixo/teclado
Jimmy Page – guitarra
Robert Plant – vocal
Jason Bonham – bateria/percussão

Confiram o vídeo de Kashmir abaixo:

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Tracklist (DVD e CD duplo):

1. Good Times Bad Times
2. Ramble On
3. Black Dog
4. In My Time of Dying
5. For Your Life
6. Trampled Under Foot
7. Nobody's Fault But Mine
8. No Quarter
9. Since I've Been Loving You
10. Dazed and Confused
11. Stairway to Heaven
12. The Song Remains the Same
13. Misty Mountain Hop
14. Kashmir
15. Whole Lotta Love
16. Rock and Roll

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Sobre Rodrigo Noé de Souza

Nasci em 1984. Esse ano não é só o início de uma nova democracia, mas também é o ano em que vários discos foram lançados, como Powerslave (IRON MAIDEN), Stay Hungry (TWISTED SISTER), W.A.S.P., Don´t Break The Oath (Mercyful Fate), Slide It In (WHITESNAKE), 1984 (VAN HALEN), The Last In Line (DIO) e, o meu favorito de todos, Ride the Lightning (METALLICA). Sou um aficcionado por Metal, desde AC/DC e ZZ Top, até Anaal Nathrakh e Krisiun. Sou Jornalista, blogueiro, facebookeiro, o que for. Quem quiser saber o que eu escrevo, acessem meu blog: www.esporropublico.zip.net.

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