Skinlepsy: background que os coloca na frente de muitos nomes

Resenha - Condemning the Empty Souls - Skinlepsy

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Por Durr Campos
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Curto muito os projetos paralelos de músicos os quais acompanho em suas bandas originais. Sem parar e pensar demais citaria alguns em especial: Bloodbath, com membros do Opeth, Katatonia e Edge of Sanity; Temple of the Dog, trazendo o pessoal do Pearl Jam e Soundgarden; Probot, super projeto metal de Dave Grohl (ex-Nirvana, Foo Fighters) repleto de convidados ilustres tais quais Lemmy, Cronos, Max Cavalera, dentre outros. Aqui no Brasil isso ocorre, lógico, mas em menor escala. Recentemente recebi em casa um CD contendo capa e nome bastante interessantes, era o "Condemning The Empty Souls", do SKINLEPSY, que está mais para banda observada a forma extremamente profissional com quem vem tratando essa história toda.

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O SKINLEPSY possui algo que os coloca na frente de muitos nomes do cenário atual no Brasil: o background musical dos seus integrantes. Ou ter seu nome conectado a bandas como SIEGRID INGRID, NERVOCHAOS, ANTHARES, SKULLKRUSHER, PENTACROSTIC e OPERA não dá aquele empurrãozinho necessário para já sair "quebrando tudo" no debut? "Condemning The Empty Souls" nasceu importante, mas não só pelo que acabo de citar. Isso aqui é um baita disco! André Gubber (Guitarra e Vocal), Luiz Berenguer (Baixo) e Evandro Jr.(Bateria) capricharam ao combinar um thrash metal visceral com boas doses de death metal.

Impressionante o que é possível fazer em pouco mais de meia hora, mas vi vantagem nesta artimanha, pois basta "Dominium", derradeira faixa em "Condemning The Empty Souls", dar seu último suspiro para apertarmos o "play" sem delongas. Fiz isso quatro vezes enquanto traçava estas linhas, inclusive. Por falar nas canções, lembro-me de ficar meio reticente com a primeira, "Crucial Words", um pouco mais na linha Soulfly/Sepultura atual. Não que este som me desagrade, mas "Alienation" ou mesmo a que batiza o álbum poderiam gerar maior impacto se estivessem na linha de frente da tracklisting.

As letras são outro destaque, extremamente ácidas e agressivas. Poemas dignos de suas músicas por trazerem tanta diversidade quanto elas. Como se não bastassem ainda há participações bastante especiais. Sente só: Luiz Carlos Louzada (VULCANO, HIERARCHICAL PUNISHMENT, CHEMICAL DISASTER), na faixa "Perversions of Racial Hatred", bem como Fernanda Lira (NERVOSA) e Thiago Schulze (DIVINE UNCERTAINTY) em "Regression from the End", dois exemplos de músicas feitas sob medida para os palcos. Em tempo, quando for escutar certifique-se de que seu aparelho de som seja bom o suficiente, porque menos que volume máximo é inaceitável aqui.

Condemning the Empty Souls – Skinlepsy
Ano de lançamento: 2013
Shinigami Records - Nacional

Line-up
André Gubber - Guitarra e Vocal
Luiz Berenguer – Baixo
Evandro Jr. – Bateria

Tracklisting
1. Crucial Words
2. Condemning the Empty Souls
3. Crawling as a Worm
4. Alienation
5. Perversions of Racial Hatred
6. Pride and Rancour
7. Regressing from the End
8. Global Desolation
9. Dominium

Links Relacionados:
http://www.metalmedia.com.br/skinlepsy
http://www.myspace.com/skinlepsy
http://www.facebook.com/skinlepsy
http://www.reverbnation.com/skinlepsy
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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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