Beatles: Please Please Me 50 anos depois

Resenha - Please Please Me - Beatles

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Por Eduardo Alfani
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Para quem vive numa bolha, o primeiro disco dos Beatles, "Please Please Me" (Parlophone, 1963) completou 50 anos no dia 22 de Março de 2013.

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Primeiramente, assim... já pararam para pensar o que são 50 anos? Não sei exatamente qual é a faixa etária de quem se interessa por ler isso aqui, mas 50 anos é mais ou menos o dobro do que eu tenho de vida. Teoricamente não seria tanto tempo assim, é verdade, já que temos, por exemplo, um Bob Dylan com uma voz bem surrada, mas ainda na ativa, lançando disco e fazendo tour, com mais ou menos o mesmo tempo de estrada que "Please Please Me". Temos também uma dupla que moveu rios, montanhas e planetas desde que se conheceram em um ponto de ônibus, que tocam juntos a mais de 50 anos e capitaneiam os Rolling Stones a mais de 40.

A grande questão de "Please Please Me" vai muito além da idade.

Um dos aspectos que definem um disco histórico é o quanto ele consegue soar "atual" e "moderninho" independentemente do contexto em que está sendo tocado – fica aqui o desafio: dependendo do momento, tente pedir para o DJ de qualquer formatura, aniversario e me arrisco a incluir 90% das baladas de hoje, arriscar "Twist and Shout" e tente encontrar alguém parado. Faz 50 anos que isso acontece.

Outro aspecto que define um disco histórico é o que ele deu origem, o que veio depois dele, graças a ele. A resposta é Beatles. This conversation is over.

Sabem o que é mais interessante? Para mim, e acredito que para muita gente, "Please Please Me" está entre os menos criativos discos da carreira deles. Eu vejo os Beatles como uma das únicas bandas pela qual a questão da "maturidade musical" veio para o bem, multiplicando a criatividade dos quatro garotos em progressões geométricas. Mas vamo la vai... who fuckin’ cares? Criatividade e qualidade musical também está longe de ser o ponto em "Please Please Me". A revista Rolling Stone disse o seguinte: "As their career took off, the Beatles got artier, more sophisticated, more visionary. But they were never purer than on Please Please Me." - and that is what this is all about. Pureza é a palavra perfeita para definir o que eram as composições dos garotos nesse disco. A inocência das letras, a simplicidade instrumental e o entrosamento de quatro jovenzinhos "brincando" com seus instrumentos demonstram um Beatles ingênuo, moleque, que nem suspeitavam que um dia dariam origem a Beatlemania, fumariam maconha com Bob Dylan, fariam o disco mais emblemático da historia da musica, tocariam no teto do prédio de sua gravadora, iriam para um retiro na Índia, se entregariam as loucuras do LSD, virariam A Morsa, dariam uma chance a paz, brincariam de fazer história, seriam mais populares que Jesus Cristo.

Um disco gravado em um único dia, com um John Lennon gripado e rouco, tendo que tomar litros de leite e muitas pastilhas para conseguir cantar (há quem diga que percebe sua rouquidão em Anna, There's a Place e Misery). Oito canções de Lennon e McCartney. 6 Covers de bandas de Soul e Rhythm'n'Blues. As faixas são curtinhas, dançantes e animadas. Algumas viraram clássicos do Rock ("I saw her standing there"; "Love Me Do" - que tem uma história a parte, para outro papo; "Please Please Me"; "Twist and Shout"), outras ficam apenas para os amantes da banda. O que é indiscutivel, é que o disco fez história.

Texto originalmente postado na pagina
Disco Nosso de Cada Dia
http://www.facebook.com/odisconossodecadadia


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