Resenha - Please, Please Me - Beatles

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Por Márcio Ribeiro
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


É difícil falar algo novo sobre qualquer disco dos Beatles. Existem tantos textos sobre todos os quatorze LP's lançados pelo quarteto fabuloso (Fab Four), que tudo à principio soa redundante. Mas ao mesmo tempo, hoje, trinta anos depois que a banda acabou, existem gerações que, perdendo aquele trem, perdem também a noção de quais discos e de que maneira eles atuaram no mercado da época. Praticamente todos os discos dos Beatles revolveram a indústria de uma maneira ou outra. É possível que os Beatles sejam a única banda com uma vasta discografia que possa dizer isso. Então, em função do tempo que se passou, escolhi falar do primeirão: Please, Please Me, e com ele tentar definir alguns detalhes da época, contar algumas estórias sobre as composições e suas respectivas gravações e, assim, talvez dar uma luz no porquê este disco foi o alicerce de todo um império que viria a se erguer.
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George Martin e Brian Epstein, respectivamente produtor e empresário da banda, conversavam sobre como traduzir o clima gerado pela música dos Beatles em Liverpool para Londres. A primeira idéia foi gravar um disco ao vivo, direto do Cavern Club. Mas sendo o Cavern uma antiga adega, toda de tijolos, a acústica seria um problema. Transportar e alojar os equipamentos para gravação no clube, seria outro. No final, concluem que o ideal seria fazer um álbum no estúdio, com o repertório da banda gravado ao vivo.

Os Beatles, com George Martin e a gravadora Parlophone, subsidiária da EMI, haviam lançado até então apenas dois compactos. O primeiro, no ano anterior, Love Me Do/P.S. I Love You, e depois, em janeiro, Please, Please Me/Ask Me Why. Quando esse compacto chegou ao 9º lugar nas paradas britânicas, com ares de quem rapidamente escalaria para um possível No.1, a gravadora deu ordens para que um disco fosse imediatamente aprontado para aproveitar a onda. Quem conhece o ramo, sabe que não existe muito “depois” nesta indústria, sendo o imediatismo a palavra de ordem.

O grupo entrou no estúdio na manhã de 11 de fevereiro de 1963 e saiu de lá à noite com um LP completo, com doze horas de trabalho gravado no total. Um recorde difícil de ser igualado para um álbum que chegaria a No.1. Gravaram tudo ao vivo no estúdio, utilizando um mínimo de overdubs. É interessante lembrar que os estúdios profissionais ingleses mais equipados eram de apenas dois canais e usualmente gravavam a banda toda primeiro. Depois, utilizando uma segunda máquina de dois canais, condensavam os dois canais da gravação para uma só pista (ou canal) da fita mantendo toda a segunda pista (ou canal) da fita livre. Assim, podiam gravar as vozes e detalhes. Nesse esquema, foi adicionado o piano em "Misery" e "Baby, It's You" por George Martin, sem a presença dos Beatles. A mesa de quatro canais só seria utilizada a partir do final de 1963 com a gravação de "I Want To Hold Your Hand."

É importante salientar também a atitude corajosa da banda de querer gravar suas próprias canções. Embora um artista gravar sua própria composição não fosse uma coisa nova, haja visto o exemplo de Chuck Berry ou Roy Orbison, dois entre uma pequena dezena que poderia ser mencionada aqui, ainda assim não era a atitude de praxe. Existiam diversas equipes contratadas por gravadoras para escrever os hits para seus artistas. Dois exemplos são a dupla Lieber e Stoller, que compôs diversos sucessos, entre os quais "Jailhouse Rock", especialmente para Elvis Presley; e Goffin e King, igualmente respeitados como excelentes criadores de hits como "Do The Locomotion", "Will You Love Me Tomorrow" e "Chains", que os Beatles re-gravariam aqui no seu primeiro álbum.

O que torna a atitude de Lennon e McCartney tão ousada é o fato deles serem ingleses. Pode ser difícil de acreditar hoje em dia, mas o chamado rock inglês não existia. Pelo menos não no nível de respeitabilidade que existe hoje. Falar de rock inglês em 1960 é o mesmo que falar do rock brasileiro de 1963/64. O que existia era uma agradável brincadeira que não era levada muito a sério pela opinião pública, nem tão pouco poderia ser cogitada como material para exportação. Os artistas ingleses em geral estavam felizes em macaquear versões de clássicos do rock dos anos cinqüenta, embora entre 1960 e 1962, nos dois lados do Atlântico, o que se ouvia nas rádios era o que se acostumou chamar de "soft rock", interpretado por "teen idols", rapazes fotogênicos com cabelos engomados, de terninhos, cantando baladinhas românticas. Rock aguado embebido em açúcar.

Ao gravar suas próprias composições e chegando ao No.1 com elas, os Beatles detonariam o fim do absolutismo das gravadoras, que exigiam dos seus artistas gravar a canção "comprada" da maneira que a gravadora entendesse ser a melhor. Uma vez que o artista, no caso Lennon e McCartney, compõe o seu próprio material, a gravadora não tem como exigir nada em relação a sua execução. Assim, em tempo, a industria começa a mudar a forma de se relacionar com seus artistas.

Os Beatles instituiriam também o início da era do rock inglês, com um rock novamente selvagem e com uma imagem que, embora sob ternos, tem como novidade os cabelos compridos, penteados mas não engomados. São seguidos inicialmente pela enxurrada de bandas de Liverpool, o que a imprensa veio a chamar de som Merseybeat, e logo atrás pelo som londrino de bandas como Rolling Stones, Hollies e Animals.

Para abrir o disco, foi escolhido um dos melhores roques que os Beatles já escreveram, "I Saw Her Standing There". Essa música, inicialmente chamada de Sixteen, foi escrita basicamente por Paul McCartney no início de 1962. Ele a escreveu em casa e conta a história real de seu namoro com Iris Caldwell, que foi iniciado quando ele a viu dançando twist no Tower Ballroom, em New Brighton. Ela tinha apenas 17 anos e ele ficou impressionado com suas pernas longas em meias pretas.

Quando terminada, a canção era um pouco diferente da versão que viemos a conhecer, tendo entre outros detalhes o primeiro verso, "She was just seventeen. Never been a beauty queen." Quando mostrou para seu amigo e parceiro John Lennon, que com sua habitual diplomacia chamou a frase de "uma merda sem sentido", os dois sentaram e reescreveram alguns trechos e a melodia. Paul acabou preferindo os versos de John, "You know what I mean" por eles soarem mais liverpudianos do que americanos. Paul também confessa que sua linha de baixo nessa música é tirada praticamente nota por nota da canção de Chuck Berry, "Talkin' About You", seu hit de 1961. Na gravação que figurou no disco, a contagem inicial foi deixada para se criar um clima de agito, resquícios da idéia original de fazer um disco ao vivo. Também deve-se chamar a atenção para o refrão, que inclui harmonizações e progressões melódicas, coisas que já foram feitas antes, mas não muito comumente ainda assim.

"Misery", a música seguinte, é de certa maneira o exato oposto de "I Saw Her Standing There". Onde a primeira faixa é alegre e otimista, esta é tristonha e reflexiva. A canção conta o lamento de um rapaz que foi dispensado pela namorada: "The world is treating me bad, - misery." Esta seria a primeira canção que John e Paul escreveriam especificamente para dar a um outro artista. Sabendo que iriam excursionar com Helen Shapiro no mês seguinte, a dupla tinha a intenção de oferecer "Misery" para ela cantar. Helen, então com apenas 16 anos, era desde 1961 uma cantora "teen" de renome no Reino Unido, uma estrela muito superior aos "novatos" Beatles.

A inspiração inicial veio de John Lennon, mas a canção foi literalmente feita em parceria, no camarim do King's Hall, Glebe Street, no dia 26 de janeiro de 1963. Contaram ainda com Allan Clarke e Graham Nash, dos Hollies, presentes no camarim, que ofereceram algumas sugestões esparsas para ajudar em determinado trecho, ainda insatisfatório para os rapazes. Eles gravaram uma demo que foi entregue a Norrie Parmor, que cuidava do repertório da artista, mas este a dispensou. Helen só ficou sabendo da canção conversando com John durante a excursão.

As três canções seguintes são regravações de outros artistas. Primeiro vem "Anna (Go To Him)", de Arthur Alexander , um dos artistas de rhythm & blues prediletos de Lennon. Originalmente lançada seis meses antes, ganha de Lennon uma adorável interpretação, cheia de sentimento e melancolia para uma letra que lida com adultério e resignação.

"Chains" da dupla Goffin e King, foi gravada originalmente por The Cookies Dimension em outubro de 1962. John e Paul adoravam esses grupos femininos de vocalistas negras. É do trabalho de grupos como The Shirelles, The Chiffons, The Ronettes e The Crystals, para mencionar alguns, que os Beatles, ou mais especificamente John, Paul e George, aprendem sobre arranjos de vozes e como cantar em coro a três, marca do estilo da banda nesses primeiros três anos. Cantaram e promoveram vários desses números, e aqui no seu álbum de estréia re-gravaram três. Embora tenham sido feitos quatro takes, o take 1 é que foi pro disco.

"Boys", de Luther Dixon e Wes Farrell, é outra canção gravada originalmente por um grupo vocal feminino americano. Dessa vez, os Beatles promovem The Shirelles e o seu sucesso de 1960. O veículo serve para Ringo se apresentar também como crooner. Sua versão é excepcional, com muita adrenalina, gravado em um só take, provando ser um ótimo "rocker".

"Ask Me Why" John escreveu na primavera de 1962 e foi uma das músicas testadas para o primeiro compacto. Acabou sendo re-gravado em novembro de 1962 junto com "Please, Please Me" e lançado como lado B do segundo compacto da banda. John diria que os Beatles estavam tentando soar como Smokey Robinson em várias canções de sua "primeira fase". Em "Ask Me Why", a inspiração inicial veio da canção "What's So Good About Goodbye", sucesso de Robinson em 1961.

"Please, Please Me" é uma canção que, dependendo de quem está lendo, vai entender desde "Por favor me agrade", típico tema inocente de relações menino-menina ou "Por favor me dê prazer", sugerindo um tema sexual camuflado por um arranjo pop simplista.

A idéia veio de duas influências básicas. Primeiro, a canção "Please" do repertório de Bing Crosby, que a mãe de Lennon cantava em casa quando ele era criança. A canção usava as palavras Please (por favor) e pleas (pedidos) de uma forma interessante e que lhe chamou a atenção.
Ex.:
"Oh please, lend your little ear to my please
Lend a ray of cheer to my pleas
Tell me that you love me too."

A outra influência é Roy Orbison. John conta que estava no seu quarto ouvindo a canção "Only The Lonely" de Orbison e depois começou a escrever "Please, Please Me". A versão criada por Lennon naquele dia era consideravelmente mais lenta e o refrão "Come on, come on, come on; Please, please me, like I please you" estava bem no estilo de Orbison.

Meses depois de tê-la escrito, quando os Beatles estavam em Londres escolhendo músicas para o primeiro compacto, era intenção de John gravá-la visando o lado B de "Love Me Do." Mas George Martin, seu produtor, criticou a canção por ser excessivamente parecida com material de Roy Orbison, e simplesmente não permitiu. Argumentou que poderiam trabalhar com ela no futuro, mas antes eles deveriam aumentar o tempo (a batida) e trabalhar melhor as harmonias. Com esse argumento, John e Paul passaram algumas semanas trabalhando em um novo arranjo, aumentando o tempo (a batida) e re-escrevendo parte da letra. John também resolveu adicionar a gaita como parte do arranjo e criou a introdução que faz o refrão na gaita.

Quando preparavam o primeiro compacto, George Martin apresentou à banda uma canção "comprada" que na sua opinião, seria No.1. John e Paul não quiseram gravá-la e, quando forçados, não deram o devido empenho. George Martin, entendendo a "birra" dos "meninos", resolveu na conversa dizendo que quando eles trouxessem uma música tão boa quanto esta que ele trouxe, ele dará preferência ao material dos rapazes. Mas enquanto esse dia não chegar, eles deveriam atendê-lo gravando seu material com o devido empenho. No final, Martin optou por estrear com Love Me Do mas, para o segundo compacto, "How Do You Do It", a música "comprada", já estava mixada e pronta, só faltando escolher um lado B. Foi quando os Beatles apresentaram a nova versão de "Please, Please Me". Martin, após ouvi-la, mantendo sua palavra, aceita sem discussão. George Martin apostou certo e "Please, Please Me" acabou sendo o primeiro No.1 dos Beatles. A partir daqui, o relacionamento gravadora/artista lentamente mudaria. Para quem só conhece a versão em CD deste disco, aqui termina o lado A, em sua concepção original.

Virando o vinil, ouvimos "Love Me Do", que é talvez a mais simples de todas as canções dos Beatles. A maior parte da letra consiste em palavras de uma sílaba, sendo que a palavra love (amor) é repetida 21 vezes. Paul em 1967 declarou que ele a considerava a canção mais filosófica da banda justamente por causa dessa simplicidade. "Love Me Do", gravada no dia 4 de setembro de 1962, chegaria em 17º nas paradas, nada mal para uma banda novata vinda do interior. Principalmente considerando-se a fama de snobe que o londrino tem perante o resto do país. O diferencial dessa canção definitivamente não está na letra, mas possivelmente no sutil sabor de gospel-blues encontrada na sua interpretação. Essa impressão é reforçada pela gaita tocada por Lennon.

Interessante saber que Lennon, embora tivesse noções de como tocar a gaita, somente haveria de se dedicar ao instrumento há cerca de dois meses antes da primeira sessão de gravação do seu primeiro compacto. O interesse nasceu quando conheceu Delbert McClinton, da banda de Bruce Channel, para a qual os Beatles abriram uma série de shows. John ficou impressionado com o seu domínio sobre o instrumento e passou a ter aulas com ele.

A versão constante deste disco é diferente daquela do primeiro compacto e foi gravada na semana seguinte. Essencialmente com o mesmo arranjo, a diferença está na bateria, que no LP é agora conduzida por Andy White, músico de estúdio de 32 anos, contratado da Parlophone. No compacto, a bateria estava na mão de Ringo Starr. Com os problemas encontrados na execução de Pete Best no primeiro encontro do produtor com a banda, e depois com uma certa insatisfação na execução de Ringo em sua estréia com a banda no estúdio no dia 4, Martin não quis perder tempo e arriscar a sessão ser desperdiçada. Então, embora para a primeira prensagem do compacto seja a versão com Ringo na bateria, para o disco optaram pela versão na qual Ringo fica relegado ao pandeiro.

Para "P. S. I Love You", também da sessão de 11 de setembro de 1962, os rapazes pensavam nela como um possível lado A, idéia rapidamente rejeitada por Ron Richards, auxiliar de Martin, atuando na sua ausência. Ron descartou a hipótese dela estrear a carreira dos rapazes porque ele conhecia outra canção com esse mesmo nome. Assim, no final do dia, acabou-se votando nela como lado B para o compacto "Love Me Do". Podemos ouvir Ringo desta vez nas maracas, com novamente Andy White na bateria. Escrita em 1961 por Paul McCartney em Hamburgo, a canção é uma carta-canção para sua namorada Dorothy Rhone em Liverpool, embora posteriormente ele negaria ter tido alguém específico em mente quando a escreveu.

"Baby, It's You" é outro sucesso originalmente gravado pelas Shirelles em dezembro de 1961, aqui na voz de John. Ironicamente, as meninas nunca mais teriam outro hit depois da invasão inglesa em 1964, acabando pouco depois.

"Do You Want To Know A Secret" é outra canção de Lennon, originariamente inspirada em lembranças maternas. Sua mãe cantava para ele uma canção tirada do filme "Branca de Neve e os Sete Anões" de Walt Disney. A canção intitulada "I'm Wishing" de Morey e Churchill contém frases como:

"Wanna know a secret?
Promise not to tell?
We are standing by a wishing well."

A parte musical da canção foi inspirada em "I Really Love You" do The Stereos, hit de 1961. John escreveu a canção no seu novo apartamento pouco depois de se casar. A canção reflete um pouco o otimismo vivido pelo autor neste período, com sua esposa Cynthia já esperando seu primeiro filho.

Para o álbum, Lennon entrega a canção para George Harrison cantar, considerando este um ótimo veículo para seu início de carreira, uma vez que o arranjo só exige três notas. A música acabou se tornando o primeiro No.1 da dupla Lennon-McCartney gravado por outro artista quando John oferece a música para Billy J. Krammer & The Dakotas, grupo que fazia parte da cartela de artistas do seu empresário Brian Epstein.

“A Taste Of Honey” é originariamente da peça homônima escrita por Marlow e Scott. A gravação original foi feita por Bobby Scott Combo, mas a versão que os Beatles gravam é inspirada na re-gravação feita mais recentemente por Lenny Welch, em setembro de 1962. Essa é a única música no álbum a ter overdub nas vozes, sendo possível ouvir a voz de Paul dobrada.

Embora "There's A Place" seja um trabalho inspirado e trabalhado em conjunto, ela carrega consigo mais aspectos do estilo introvertido e profundo de Lennon que o otimismo que geralmente cerca as composições de McCartney. A idéia nasceu de um disco que Paul tinha em casa, "There's A Place For Us" de Leonard Bernstein, que faz parte da peça musical "West Side Story"(Amor Sublime Amor). John, por sua vez, tentou dar à música um aspecto mais Motown, gravadora de artistas negros americanos especialistas em um estilo próprio de rhythm & blues. Artistas da Motown abrangem de Smokey Robinson à Diana Ross. Lennon era particularmente fascinado pelos discos e artistas daquela gravadora e ajudou a promovê-la, gravando várias canções desse selo.

Para fechar o álbum, um rock famoso por exigir tanto do seu vocalista que ele ficaria impossibilitado de cantar qualquer outra coisa depois. Por isso "Twist And Shout", clássico dos Everly Brothers, foi sempre colocado como última canção de suas apresentações, como também é a última a ser gravada para este LP. Literalmente feita em um take, depois de 12 horas de trabalho, a versão dos Beatles coroa um disco raro, histórico e excepcionalmente vibrante.

O disco chegaria as lojas da Inglaterra a partir do dia 22 de março de 1963 e em pouco mais de um mês chegaria a No.1. Please, Please Me, como álbum, inovou toda a concepção de LP's até então. A indústria fonográfica operava em torno de compactos, hits. O compacto consistia em uma música de trabalho no lado A e uma música complementar, sem preocupações artísticas, muitas vezes de autoria do produtor ou do empresário com um pseudônimo, com intuito de arrecadar royalties de carona, na venda do hit. O Long Play (LP) nada mais era do que dois ou três hits do artista com as demais músicas apenas para compor o álbum, sem uma devida preocupação na qualidade artística dessas canções. Geralmente esses LP's tinham na média de dez a doze músicas. A partir de Please Please Me, temos um Long Play com quatorze músicas, todas elas artisticamente trabalhadas. Ao final do ano, os Beatles começariam a não colocar mais músicas lançadas em compactos em seus LP's. E a qualidade das composições desses lados B são de nível nunca antes registrados, e considerados pela crítica de nível superior a vários lados A da concorrência. É o início de uma nova era para a indústria fonográfica. E as vendas monstruosas confirmariam o caminho a ser seguido. A partir de agora, a adolescência e a puberdade se manifestariam em histeria coletiva e a Beatlemania ecoaria por todo o Reino Unido. O mundo fica para o ano seguinte.

Track List
I Saw Her Standing There (Lennon-McCartney)
Miserey (Lennon-McCartney)
Anna - Go To Him (Arthur Alexander)
Chains (Goffin-King)
Boys (Dixon-Farrell)
Ask Me Why (Lennon-McCartney)
Please, Please Me (Lennon-McCartney)
Love Me Do (Lennon-McCartney)
P. S. I Love You (Lennon-McCartney)
Baby, It's You (David-Bacharach-Williams)
Do You Want To Know A Secret (Lennon-McCartney)
A Taste Of Honey (Marlow-Scott)
There's A Place (Lennon-McCartney)
Twist And Shout (Russell-Medley)

Produzido por George Martin
Engenheiro de Som: Norman Smith

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Sobre Márcio Ribeiro

Nascido no ano do rato. Era o inicio dos anos sessenta e quem tirou jovens como ele do eixo samba e bossa nova foi Roberto Carlos. O nosso Elvis levou o rock nacional à televisão abrindo as portas para um estilo musical estrangeiro em um país ufanista, prepotente e que acabaria tomado por um golpe militar. Com oito anos, já era maluco por Monkees, Beatles, Archies e temas de desenhos animados em geral. Hoje evita açúcar no seu rock embora clássicos sempre sejam clássicos.

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