Barbaria: preparem-se para a abordagem, pois eles vieram com tudo

Resenha - Watery Gate - Barbaria

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Por Marcos Garcia
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


E eis que os bucaneiros do Metal nacional retorna à carga mais uma vez, e agora, finalmente, o BARBARIA chega com seu primeiro Full Length, 'Watery Gate', que irá fazer muitos andarem pela prancha, pois o disco é ótimo!

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Aos que ainda não conhecem o trabalho do quarteto, eles seguem a linha do Power Metal alemão dos anos 80, na linha de bandas como GRAVE DIGGER e RUNNING WILD, mas de forma atualizada e musicalmente mais cru e pesado, e buscando realmente dar uma climática voltada aos piratas e seu universo, de uma forma que modistas fãs de 'Piratas do Carbe' nem conseguem imaginar. Vocais agressivos e que esbanjam vigor e energia, guitarras com riffs pesados e bem azedos, mas sem perder a melodia, especialmente nos solos, baixo e bateria com boa técnica e firmes nos andamentos, sem deixar buracos que sejam. E a banda não usa de uma técnica mirabolante, mas prefere fazer uma sonoridade bruta, privilegiando o conjunto.

Gravado no estúdio SIMC Music, em Piracicaba (SP), tendo na produção Tiago Sega, o disco soa mais bem gravado e melhor acabado que a Demo 'Under the Black Flag', embora ainda esteja crua, mas todos os instrumentos são audíveis e pesados, com seus devidos volumes. Já a capa é um primor de beleza, dando a aclimatação perfeita ao que espera o ouvinte.

E preparem-se para a abordagem, pois eles vieram com tudo!

'Watery Gate' é um discão em termos de composições, com um bom nível, e sabendo não ser um disco cansativo, pois a banda não faz músicas de um fôlego só, e assim, temos um CD bem homogêneo.

O CD abre com 'Blackbeard', que tem uma intro melódica, para então virar uma verdadeira amassa-crânios de peso e agressividade, com ótimos riffs e vocais com dicção explendorosa, com um refrão intenso; depois, temos a pesada e mais cadenciada 'The Piper', com ótimo trabalho de bateria e baixo, tendo os mesmo elementos a ótima 'Buccaneers'; já 'Watery Gate' é aquele típico Power Metal com andamento mais moderado e empolgante, com belíssimo trabalho de baixo e vocais aburdos; a longa e emocionante 'The Flying Dutchman', uma pedrada Heavy/Power com andamento mais cadente e intenso, versando sobre a lenda do Holandês Voador, o barco fantasma das lendas (que foi usado no filme. A lenda é bem antiga, e referência relativamente comum na cultura Pop, logo, não confundam as coisas e achem que a banda está nessa por conta do filme); a pedrada agressiva de 'Under the Black Flag', já bem conhecida devido ao primeiro Demo CD, só que aqui está mais bem gravada e pesada, com ótimas guitarras; a climática 'Cut Throat Island', onde existem momentos de peso e agressividade se mesclando a outros mais densos e emotivos; e 'Merciless' com um certo toque de peso e elegância à lá MAIDEN, com ótimas bases e solo muito bom.

Eles chegaram para conquistar, e vocês, caros leitores, serão os próximos a ingressarem na tripulação desta embarcação, e por opção própria!

Um dos discos do ano em termos de bandas nacionais, com certeza, e que pode ser ouvido em https://soundcloud.com/barbariaofficial, e mesmo baixado por algum tempo.

Watery Gate - Barbaria
(2013 - Independente - Nacional)

Tracklist:

01. Blackbeard
02. The Piper
03. Buccaneers
04. Watery Grave
05. The Flying Dutchman
06. Under the Black Flag
07. Cut Throat Island
08. Merciless

Formação:

Draco Louback - Vocais
Marcelo Louback - Guitarras
Carlos Veraart - Baixo
Anderson Gomes - Bateria




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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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