Bon Jovi: Em estúdio mostra-se apenas mais uma banda
Resenha - What About Now - Bon Jovi
Por Carlos H. Silva
Postado em 21 de abril de 2013
Que JON BON JOVI e companhia não querem mais seu nome ligado a termos como "hard rock" ou "heavy metal", isso é claro desde os anos 90. Ao mesmo tempo, a banda nunca renegou seu passado ao vivo. Seus shows duram quase 3 horas e até mesmo raras canções do primeiro disco são tocadas, porém no que concerne a álbuns de estúdio, o Bon Jovi está em dívida há algum tempo.
Se em Bounce (2002), Have a Nice Day (2005), Lost Highway (2007) e The Circle (2009) ouvimos alguns bons momentos - especialmente no primeiro e último citados - de hard rock, neste novo lançamento chamado What About Now (2013, via Island, produzido por JOHN SHANKS, JON BON JOVI e RICHIE SAMBORA) ouvimos uma banda que joga toda uma história no lixo para tentar soar como qualquer outra banda da cena mainstream de pop-rock atual.
Ouvir um músico competente (e bota competente nisso!) como RICHIE SAMBORA tentar soar como THE EDGE beira o ridículo por dois motivos: 1) tanto Richie quanto Edge são guitarristas únicos, e quando um cara que é singular tenta fazer o que todo mundo está fazendo, beira o ridículo; 2) quando bandas como THE KILLERS ou SNOW PATROL tentam soar como U2, nós sabemos que é uma influência "de berço" e mesmo que não façam com tanto talento e seja um sinal de falta de originalidade, encaramos como homenagem, mas o BON JOVI faz pior: ele soa como se fosse uma dessas bandas novas tentando soar como outra banda já consagrada, como se eles fossem a versão piorada do THE KILLERS, ou seja, não tem a mesma pegada e sem o mínimo de originalidade. Soa como cópia mal feita.
É isso que o Bon Jovi nos apresenta neste novo álbum, uma banda que perdeu qualquer rastro de originalidade. "Pictures of You", "What About Now", "Army of One", "Room at the End of the World" (esta deve fazer o The Edge rir se ouvir - ou chorar) e "Beautiful World" são algumas dessas que transformaram o BON JOVI em "mais uma banda por aí".
Das baladas, nenhuma que tenha poder para se tornar marcante em uma banda que pode ser considerada especialista nisso. "I'm With You" tem seus bons momentos, mas "Amen" é arrastada e chata.
Se é que é possível dar algum destaque neste álbum, posso afirmar que "That's What the Water Made Me", apesar de possuir as características das citadas acima, tem algo diferenciado e até empolga se você ouvir com bastante boa vontade.
O primeiro single do disco chama-se "Because We Can" e tem a emblemática letra que diz: "não quero ser mais uma onda no oceano", mas com este disco o BON JOVI se transformou exatamente nisso: apenas mais uma banda. Mas pesa a seu favor o show longo, agitado e cheio de hits do passado, bem como a extrema competência musical de seus integrantes. É o que resta para eles.
Por Carlos H. Silva, do www.thatrockmusicblog.blogspot.com.br
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