Brainchild: magia das guitarras com intrumentos de sopro

Resenha - Healing Of The Lunatic Owl - Brainchild

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Por Leonardo M. Brauna
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Pouco se sabe sobre essa espetacular banda de 'Jazz Rock' e 'Progressive Rock' que em 1970 lançou o seu "filho único", "Healing Of The Lunatic Owl". Antes de ouvi-lo pela primeira vez na casa do meu brother e "garimpeiro musical", Victor Hugo Severo, pensava não existir algo que aproximava tanto a magia das guitarras com os instrumentos de sopro tornando tudo tão simples e maravilhoso. Vamos aos fatos comprovados por BRAINCHILD!

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Os britânicos começam "queimar lenha" com "Autobiography" e de cara já expõem a sua proposta com os metais surgindo de mancinho acompanhados de uma guitarra sem efeitos distorcidos que geram a base para a música. A parada para a parte cadenciada é magnânima e os solos de Trompete e Saxofone enriquecem mais ainda o conteúdo.

A faixa título vem em seguida com uma execução voltada quase 100% para o 'Jazz' e com uma batida ritmada que lembra até mesmo a nossa 'Bossa Nova'. É uma música que lhe deixa relaxado após um dia intenso de trabalho, por exemplo.

A terceira faixa, "Hide From The Dawn", é outra das que acalmam a alma, tem um som de baixo muito definido e a guitarra segue o tom da canção junto com o vocalista. Um exemplo perfeito de entrosamento e magia. Se quiser ouvi-la inteira, é melhor que não esteja sonolento.

Outra das minhas preferidas é "She's Learning", essa música tem um acompanhamento "tímido" de um órgão "Hammond" e isso é o que me chama mais atenção, pois sou um grande apreciador desse "monstrengo". Essa música até que poderia ter servido para trilha sonora em seriados de ação dos anos 70. Perfeita!

"A Time For A Place" é a de maior duração e a técnica aplicada para essa execução empolga os ouvidos mais fechados, aqui atabaques, baixo, guitarra, metais, o grande Harmmond B3 e principalmente as viradas "lunáticas" de bateria fazem a festa sem precedentes.

Em "Two Bad Days" temos mais um show de sopros com belíssima interpretação do vocalista que também se encarrega das passagens de baixo fazendo a harmonia necessária para os companheiros mostrarem a segunda parte da arte.

"Sadness Of A Moment" como o próprio título sugere, é uma faixa que beira a "tristeza". É tocada com muita calmaria só com voz, violão e flauta. Um bom momento para quem procura tranqüilidade e um veneno para quem sofre a "dor de cotovelo".

O "Grand Finale" fica por conta de "To B". Um 'Jazz instrumental' que foi escolhido para "fechar as cortinas" desse espetáculo. Assim a banda termina o seu "unigênito" deixando esse grande registro cheio de maravilhas musicais que você, se ainda não conhece, deve procurar e abrir 2013 com extremo bom gosto. Até a próxima!

Lançamento:
A & M Records (1970);
Second Harvest (remasterizado: 2008).

Line Up:
HARVEY COLES - baixo, vocal;
BILL EDWRDS - guitarra, vocal;
DAVE MULLER - bateria;
CHRIS JENNIGS - órgão, piano;
BRIAN WILSHAW - saxofone, flauta;
LLOYD WILLIAMS - trompete.

Track List:
01 - Autobiography 3:47
02 - Healing Of The Lunatic Owl 5:22
03 - Hide From The Dawn 7:13
04 - She's Learning 4:24
05 - A Time For A Place 9:18
06 - Two Bad Days 4:08
07 - Sadness Of A Moment 4:18
08 - To B 4:01




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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde adolescente vive a cultura do Rock/Metal. Além do Whiplash, o redator escreve para a revista Roadie Crew e é assessor de imprensa da Roadie Metal. A sua dedicação se define na busca constante por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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