Devon: Resenha de debut pelo site Warriors of the Metal

Resenha - Unreal - Devon

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Por Rafael Greco
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Eis mais uma ótima banda brasileira, daquelas que dá gosto de ouvir. O próprio Walker e o Illgner já postaram ótimas bandas brazucas emergentes no cenário nacional. Com o DEVON não é diferente. Os caras dão um tapa na cara de quem diz que as boas bandas de Heavy Metal que temos hoje são as mesmas de trinta anos atrás, pois eu digo que não. Não só aqui no Brasil, mas também no exterior, temos ótimas bandas de Heavy Metal surgindo por aí, e o DEVON é uma delas.
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Enquanto vos escrevo, escuto também o álbum dos caras, às 01:00 da manhã. Para mim não há horário melhor pra isso, afinal, acompanhado de um ótimo Heavy Metal, um whiskey e um ventinho na lata, nada melhor.

O álbum “Unreal” e suas composições são focadas em estabelecer uma relação entre o irreal, o imaginário, a realidade e os acontecimentos pelos quais todos passam. Pois é, o álbum consegue mesmo fazer isso aí, resumindo em miúdos, você chapa mesmo! A começar pela introdução “Crash of Reality”, que traduz o que está na capa do álbum: chuva e destruição. Em seguida, a pancadaria com um teclado no começo de “Streets ain’t the Same”, bem melódica por sinal e continua interligando com o que se vê na capa, só que agora ela fala da menina (que se encontra em meio a destruição).

A terceira faixa, “Turning”, vem pra dar um equilíbrio nas coisas, com pegada forte e umas passagens mais calmas dando um clima especial, e ouvimos teclado novamente (aí já deu pra perceber que ele veio pra ficar). Na sequência, “Call the Brothers”, que é também tão melódica quanto as outras, mas que também traz bastante peso, o diferencial aqui é a cozinha bem feita do baterista Gabriel, riffs intrincados e o excelente vocal de Alex, que as vezes até se parece com Andre Matos (ex-Angra, Shaaman, Viper, Virgo). “The Sunset Rider” traz um solo foda e segue a linha da faixa anterior, “Call the Brothers”. Já “Forgetting You” já dá aquela acalmada geral, trazendo-nos um belo acústico com piano e tudo.

“The Sentence” é a faixa mais longa do CD, com cinco minutos. O que dizer desta aqui? Não consigo dizer mais nada além de: solo foda! Ela também é dotada de ótimas passagens diferentes durante toda sua estrutura. “Runing out of Luck” tem uma pegada forte, assim como “The Sentence”, mas aqui há de se destacar a excelente parceria entre baixista e baterista que fazem a diferença com certeza, afinal, em todas as músicas pode-se perceber o ótimo trabalho deles juntamente com a dupla de guitarras, aliás, ótima cozinha essa! As últimas três faixas eu vou deixar para você leitor. Não fique com sua curiosidade viva, mate-a logo.

Gostei muito do som do DEVON! Essa banda tem muita estrada pela frente ainda, e como diz o Walker “é som da nossa terra, essa é nossa!”. Conheci a banda através de um site e fiquei enrolando pra ouvir, então resolvi fazê-lo agora, e imediatamente postei. Particularmente, gosto de apoiar bandas daqui, não só novas, mas as antigas também, até pra quem não conhece a forte cena que tivemos no Brasil na década de oitenta, e para aqueles que não sabem que antes mesmo de Venom, Slayer e Metallica, já tínhamos Thrash Metal aqui no Brasil.

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