PoisonGod: Arregaço aqui forjado a mãos de ferro
Resenha - Daemoncracy - PoisonGod
Por Leandro Peroni
Postado em 01 de junho de 2012
Às vésperas de um álbum novo, a banda capixaba PoisonGod mostra que o metal não tem fronteiras.
Com uma sonoridade moderna e psada, mas ao mesmo tempo lembrando os medalhões dos anos 80 (como o Kreator, principalmente nos riffs), a banda se mostra bastante confiante e até mesmo ousada ao lançar o álbum completamente grátis pela internet e que ainda vem com capa, encarte, letras e uma bela qualidade sonora... ou seja, só não tem quem não quer, e quem não quer está perdendo (e muito) porque o que vemos aqui é um Thrash/Death Metal de respeito com letras extremamente "cabeça" por parte de um insano rosnador chamado Ricardo Sarcinelli (que tem um timbre agudo bem interessante, lembrando muito o estilode John Connelly) e riffs extremamente técnicos criados por Marlon Martinelli.
Então vamos às faixas:
1- State: Disorder
Uma das minhas preferidas. Já começa com um riff matador de Marlon Martinelli (uma mistura de Dimebag Darrel e Mille Petrozza) no melhor estilo Sepultura e descamba numa pancadaria veloz e precisa movida a sangue suor e urros. A cozinha está bem coesa durante todo o disco e o vocal de Ricardo muito mais enérgico e técnico do que na demo (onde ele parecia usar muito a garganta sem se preocupar com técnica).
2- Genesis Protocol
Mais cadenciada, começa com mais um dos "gritos de guerra" de Sarcinelli (outra marca registrada da banda) e segue num mid-tempo interessantíssimo com belíssimos riffs, mas o destaque pricipal é a letra.
3- Bulletproof Ideas
Já começa "pocando tudo" como nós capixabas dizemos. Que porradeiro desgraçado! Tudo muito bem executado e com um feeling de deixar o Metallica de ultimamente no chinelo. As quebradas e os riffs cheios de groove só coroam essa música como um dos futuros clássicos da banda.
4- Disharmonic Race Martyr
Outra cadenciada, aqui o destaque é o baixo de Rodrigo Tesch. A letra também é muito boa, fácil de acompanhar e ótima para gritar "RISE" e "FALL" bem alto nos shows. Outra coisa a ser destacada é o trabalho vocal dessa música: A sensação que fica é a de um leão rugindo, principalmente nos já citadaos "Rise" e "Fall"
5- Bullets
Já consagrada como clássico absoluto da banda (um verdadeiro hino para os fãs), essa faixa trás ninguém menos que a lenda viva Vladimir Korg como convidado especial e mostra um instrumental que beira a perfeição, sobretudo pelas mudanças de ritmos e os riffs grudentos. A letra é mais uma vez um dos destaques, assim cmo o vocal de Sarcinelli.
6- Daemoncracy
Impressionante. Velocidade extrema, trechos que nos remetem ao Grindcore (e ao Krisiun) e insanidade pura aliados à cadencia, mudeanças de ritmo e uma trabalho espetacular de bateria fazem dessa a música mais democrática do disco. Um verdadeiro festival de tudo o que se pode esperar de uma boa banda de Metal.
7- Feeding the Dead
Já velha conhecida desde a demo (Bullets), essa é mais uma que faz a festa dos que gostam de bater cabeça insanamente. Um Thrashão pra ninguém botar defeito. As mudanças de andamento são novamente o destaque, mas o trabalho de guitarras dessa música (assim como da faixa título) é espetacular!
8- State: Deceptor
No melhor estilo Megadeth de ser, traz mais uma vez uma pancadaria cadenciada de respeito. O baixo aparece com mais destaque aqui novamente, e vemos que Rodrigo Tesch sabe mesmo o que está fazendo (e bem) com slaps no melor estilo anos 80.
9- The Dignity Fortress
Uma das melhores do play. Mais uma daquelas faixas mais cadenciadas que são perfeitas para bater cabeça. Carrega consigo também uma ótima melodia (não confundir com Melodic Metal ou algo do tipo) e ganha velocidade e emoção no final destruidor que termina ao som de blast beats infernais.
10- Baphomet Boulevard
A mais "porrada" do álbum. Essa vai naquela linha mais Slayer da coisa, ou seja, é thrash fuderosamente visceral. Também é a menor do álbum, não chgando nem aos dois minutos, mas é um dos destaques e com mais daquelas mudanças de ritmos a todo momento que é a marca da banda!
Pra quem nunca ouviu, é bom ouvir (e logo), porque o arregaço aqui forjado a mãos de ferro não é pouca coisa não. Enquanto o novo não chega: Espalhe o veneno e "LET THE MADNESS BEGIN!"
Faixas:
1- State: Disorder (3:38)
2- Genesis Protocol (4:04)
3- Bulletproof Ideas (3:58)
4- Disharmonic Race Martyr (3:22)
5- Bullets (5:55)
6- Daemoncracy (4:55)
7- Feeding The Dead (3:28)
8- State: Deceptor (4:20)
9- The Dignity Fortress (5:23)
10- Baphomet Boulevard (1:52)
Formação:
Ricardo Sarcinelli - Vocal
Marlon Martinelli - Guitarra
Guilherme Victor - Bateria
Rodrigo tesch - Baixo
Carlos Alexandre Bittencourt - Guitarra
Produzido por: Jam Penitente
Discografia da banda disponibilizada em:
http://www.poisongod.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



João Gordo explica o trabalho do Solidariedade Vegan: "Fazemos o que os cristãos deveriam fazer"
Iron Maiden anuncia reta final da "Run for Your Lives" e confirma que não fará shows em 2027
Mikael Åkerfeldt (Opeth) não conseguiria nem ser amigo de quem gosta de Offspring
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Sepultura lança "The Place", primeira balada da carreira, com presença de vocal limpo
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
"Burning Ambition", a música que dá título ao documentário de 50 anos do Iron Maiden
Loudwire lista 45 nomes que mereciam uma vaga no Rock and Roll Hall of Fame
Nicko McBrain celebra indicação do Iron Maiden ao Rock and Roll Hall of Fame
A música do Metallica que James Hetfield achou fraca demais; "Tá maluco? Que porra é essa?"
Por que Joe Perry quase perdeu a amizade com Slash, segundo o próprio
Rock and Roll Hall of Fame anuncia indicados para edição 2026
O disco obscuro que Roger Waters acha que o mundo precisa ouvir; "Um álbum muito importante"
Jairo Guedz traduz com analogia absurdamente triste a saída de Max Cavalera do Sepultura
Quando se tornou uma vergonha dizer que gostava de Raul Seixas
A música do The Cure composta por Robert Smith como luto pela morte de seu irmão



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



