SuperSonic Brewer: Ótimo trabalho no 1º registro completo
Resenha - Broken Bones - SuperSonic Brewer
Por Eduardo Cadore
Fonte: Road to Metal
Postado em 16 de maio de 2012
Estou me repetindo pela milésima vez ao dizer que temos uma das melhores cenas Heavy Metal do mundo e, apesar desse "baque" negativo que foi o Metal Open Air e todo seu fracasso, não podemos deixar a bola parada e pensar que tudo acabou.
Quando recebemos material de bandas que ainda não possuem um nome consolidado (que muitas vezes precisarão de muitos anos e de trabalho duro para isso), sempre temos uma grande responsabilidade, por isso às vezes é preciso um bom tempo ouvindo e pesquisando sobre o grupo.

Tenho escutado muito o álbum de estreia da banda Supersonic Brewer, lançado em 2011, "Broken Bones", enviado pela banda na tentativa louvável de mostrar seu som.
A banda existe desde 2004 em Bento Gonçalves/RS e na luta por manter uma formação fixa, conseguiu gravar e finalizar seu disco de estreia somente sete anos depois, algo lamentável, por um lado, pois poderíamos ter mais material já disponível tivesse a banda maior apoio, mas por outro também deve ter preparado a banda para oferecer essas oito músicas do seu debut.
Primeiro que o grupo caprichou na arte, com encarte com as letras e num estilo que casa muito com a proposta sonora da banda, que é um som pesado, com riffs Thrash, caminhando pelo Groove Metal, naqueles moldes que o Pantera fazia, mas com um peso que lembra Metallica fase Cliff Burton (baixista nos três primeiros trabalhos). Uma diferença, porém, são os vocais de Vini Durli (também baixista), que são guturais como em uma boa banda de Metal extremo.

Numa audição inicial, você pode até pensar que a banda deveria optar por vocais mais limpos. Com o tempo, passa a perceber que ficou algo bem interessante, marcando um diferencial em relação às outras bandas de proposta semelhante.
É nítido a influência de Dimebag Darrel (guitarrista do Pantera morto em 2004) nas palhetadas de Rodrigo Fiorini e Maurício Menegotto. Não soam como meras cópias, mas irão agradar quem curte esse tipo de riffs, com certeza. Para garantir o peso extra, Evandro Carlos senta o braço na bateria, mostrando que está preparado para tocar esse tipo de som sem problema nenhum, caprichando nas viradas e fazendo uso constante dos mais diversos pratos.
Nas oito faixas de muito Thrash/Groove Metal, que versam sobre diversos temas, ajudado pelos guturais não tão extremo, mas sujo, temos uma banda com muito energia e "sujeira", um som que se ouve batendo cabeça com uma garrafa de cerveja na mão.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Músicas como "Dead Men Make no Shadow" e "Destruction Overtruck" te faz lembrar a capa do "Vulgar Disply of Power" do Pantera: um soco na cara! Aliás, essa é a característica quase total durante os 40 minutos do álbum.
Abrir o álbum com "Last Call" foi uma boa ideia, afinal é uma grande canção, com muitos riffs pesados e energia que faz cabeça nenhuma ficar parada. A canção que foge um pouco da proposta, mas só no seu início, para depois cair numa enxurrada de solos, riffs cadenciados é "Blood Washed Hands", uma das minhas favoritas do disco e ótima para começar o dia ouvindo-a.
Um detalhe interessante e honroso é a homenagem que a banda faz, na última página do encarte, para o ex-baterista Vinicius Vacari, já falecido, que, segundo me contou o Durli, foi o responsável pela sua entrada na banda e era quem mais desejava que "Broken Bones" fosse gravado. Infelizmente, partiu antes da banda começar a gravá-lo, agora com o Evandro.

Parabéns à banda pelo ótimo trabalho nesse primeiro registro completo. Que tenham o apoio necessário dos headbangers para que o grupo siga em frente e nos brinde com discos tão ou ainda melhores que "Broken Bones".
Stay on the Road
Banda: Supersonic Brewer
Álbum: Broken Bones
Ano: 2011
País: Brasil
Tipo: Thrash/Groove Metal
Selo: Independente
Formação
Vinícius O. Durli (Vocal e Baixo)
Rodrigo Fiorini (Guitarra)
Maurício Menegotto (Guitarra)
Evandro Carlos (Bateria)
Tracklist
01- Last Call
02 – Extermination
03 – Illusion
04 – Ready For Another Bings
05 – Dead Men Make No Shadow
06 – Blood Washed Hands
07 – Destruction Overtruck
08 – Society in Ruins
Acesse e conheça mais sobre a banda:
http://myspace.com/supersonicbrewer
http://www.facebook.com/pages/SuperSonic-Brewer/186268748110759
http://reverbnation.com/supersonicbrewer
http://palcomp3.com/supersonicbrewer
http://metal-archives.com/bands/SuperSonic_Brewer

Adquira o álbum através do email [email protected]
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