Aborted: Quinze anos lapidando seu som
Resenha - Global Flatline - Aborted
Por Vitor Franceschini
Postado em 10 de março de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em mais de 15 anos de carreira a banda belga Aborted tem lapidado seu som de forma extraordinária e consciente. Iniciando sua discografia com álbuns que cultivavam mais a linha Gore/Death e depois passando a discos mais trabalhados e melódicos, a banda chega ao seu ápice em "Global Flatline", onde une todos os elementos possíveis do Death Metal que praticou neste tempo.
O novo trabalho, lançado pela Shinigami Records, demonstra uma técnica apurada que sempre fez parte dos traços do grupo, mas sem dúvidas esse é o auge. As guitarras, a cargo de Eran Segal e Michael Wilson, despejam riffs sensacionais e variados com nuances que flertam com o Grindcore e até com Death Metal sueco, passando por influências do ‘old school’ e solos bem elaborados.
A cozinha contém uma linha de baixo extremamente eficiente e com uma bateria extremamente insana, onde Ken Bedene abusa dos blast beats e mantém uma quebrada brutal aliada ao já citado baixo a cargo de JB Van Der Wal.
Os vocais do mentor Sven De Calue (confira entrevista feita com Sven em vídeo pelo blog som extremo durante a passagem da banda pelo Brasil aqui) estão mais técnicos e com uma variação impressionante de timbres, que vão do rasgado ao gutural sem soar forçado e com vários backings bem encaixados.
Quanto aos destaques do disco é realmente muito difícil citar apenas algumas faixas, já que o trabalho mantém um pique impressionante durante todo o trabalho. Mas para mostrar a variação que a banda demonstra dentro do Death Metal, Of Scabs And Boils possui grande influência do Death Metal sueco, com uma melodia nada exagerada, e Expurgation Euphoria já parte para o lado mais ‘old school’ com linhas de guitarras bem Morbid Angel e uma cadência típica do estilo.
O disco, além de grandes qualidades, foi produzido por Jacob Hansen no Hansen Studios e conta com várias participações especiais como de Trevor Strnad (The Black Dahlia Murder) em Vermicular, Obscene, Obese, Keiijo Niinima ( Rotten Sound) em Our Father, Who Art Of Feces, Julien Truchan (Benighted) em The Origin Of Decease e Jason Netherton (Misery Index) em Grime.
Para contentar a nação gore, as ilustrações da capa e do encarte são extremamente fincadas no estilo, com belos desenhos canibalescos que retratam bem os temas propostos pela banda. Corra atrás do seu!
Outras resenhas de Global Flatline - Aborted
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda chamada de "novo Led Zeppelin" que tinha Metallica no bolso, e mesmo assim não estourou
Edu Falaschi pede desculpa a Rafael Bittencourt por conflito no Angra e ouve: "Eu amo você"
O músico que Edu Falaschi lamenta que não estará com Angra no Bangers: "Seria simbólico"
Rafael Bittencourt conta pela primeira vez a promessa que fez ao pai de Edu Falaschi
"Você também é guitarrista?": Quando a Rainha da Inglaterra conheceu lendas do instrumento
Andre Barcinski aponta "show bizarro" que será realizado no Rock in Rio 2026
Edu Falaschi desabafa sobre impacto do meme "Falasquito" em sua saúde mental
A melhor música de "Virtual XI", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
O melhor disco de death metal de cada ano, de 1985 até 2025, segundo o Loudwire
Nasce Ozzy Osbourne, neta de Ozzy Osbourne
A lição de Bruce Dickinson e Dave Murray do Iron Maiden que marcou Edu Falaschi
Regis Tadeu explica o que está acontecendo com a voz de Brian Johnson
Taylor Hawkins sobre tocar no Foo Fighters: "Há coisas que faço que Dave Grohl não faria"
Edu Falaschi atualiza sobre possível reunião do Angra ao estilo Helloween
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1984
O integrante que mais depende financeiramente do Angra, segundo Rafael Bittencourt
Seria a canção mais odiada dos Beatles realmente tão ruim quanto dizem?

Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"



