Aborted: Quinze anos lapidando seu som
Resenha - Global Flatline - Aborted
Por Vitor Franceschini
Postado em 10 de março de 2012
Nota: 8 ![]()
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Em mais de 15 anos de carreira a banda belga Aborted tem lapidado seu som de forma extraordinária e consciente. Iniciando sua discografia com álbuns que cultivavam mais a linha Gore/Death e depois passando a discos mais trabalhados e melódicos, a banda chega ao seu ápice em "Global Flatline", onde une todos os elementos possíveis do Death Metal que praticou neste tempo.
O novo trabalho, lançado pela Shinigami Records, demonstra uma técnica apurada que sempre fez parte dos traços do grupo, mas sem dúvidas esse é o auge. As guitarras, a cargo de Eran Segal e Michael Wilson, despejam riffs sensacionais e variados com nuances que flertam com o Grindcore e até com Death Metal sueco, passando por influências do ‘old school’ e solos bem elaborados.
A cozinha contém uma linha de baixo extremamente eficiente e com uma bateria extremamente insana, onde Ken Bedene abusa dos blast beats e mantém uma quebrada brutal aliada ao já citado baixo a cargo de JB Van Der Wal.
Os vocais do mentor Sven De Calue (confira entrevista feita com Sven em vídeo pelo blog som extremo durante a passagem da banda pelo Brasil aqui) estão mais técnicos e com uma variação impressionante de timbres, que vão do rasgado ao gutural sem soar forçado e com vários backings bem encaixados.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Quanto aos destaques do disco é realmente muito difícil citar apenas algumas faixas, já que o trabalho mantém um pique impressionante durante todo o trabalho. Mas para mostrar a variação que a banda demonstra dentro do Death Metal, Of Scabs And Boils possui grande influência do Death Metal sueco, com uma melodia nada exagerada, e Expurgation Euphoria já parte para o lado mais ‘old school’ com linhas de guitarras bem Morbid Angel e uma cadência típica do estilo.
O disco, além de grandes qualidades, foi produzido por Jacob Hansen no Hansen Studios e conta com várias participações especiais como de Trevor Strnad (The Black Dahlia Murder) em Vermicular, Obscene, Obese, Keiijo Niinima ( Rotten Sound) em Our Father, Who Art Of Feces, Julien Truchan (Benighted) em The Origin Of Decease e Jason Netherton (Misery Index) em Grime.
Para contentar a nação gore, as ilustrações da capa e do encarte são extremamente fincadas no estilo, com belos desenhos canibalescos que retratam bem os temas propostos pela banda. Corra atrás do seu!
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