RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Steve Howe (Yes) conta por que foi autodidata na guitarra

As bandas que Steve Howe recusou antes de se juntar ao Yes

Rob Dukes não levou raiva por demissão em conta quando aceitou voltar ao Exodus

Bumblefoot revela encarar a si mesmo como um músico aposentado

Max Cavalera queria tocar bateria, mas Iggor era melhor que ele

Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades

10 músicas do Kiss para quem não gosta do Kiss

Histórico Cine Lido vira casa de shows em julho de 2026

Dogma anuncia três shows no Brasil durante turnê latino-americana de 2026

Cyhra anuncia quarto álbum de estúdio, "Requiem For A Pipe Dream"

Quando Axl Rose apresentou o Queensryche na turnê "Operation: Mindcrime"

Quem inventou a frase "sexo, drogas e rock and roll"?

O disco do Metallica que, para Cristina Scabbia, não deveria existir

Alissa White-Gluz cita Metallica e Chris Cornell entre os cinco álbuns que mais a impactaram

Como Max Cavalera gostaria de ser lembrado no futuro, segundo suas palavras


Dish Carpens
Stamp

Pain Of Salvation: Uma das bandas mais representativas

Resenha - Road Salt Two - Pain Of Salvation

Por
Postado em 10 de fevereiro de 2012

Nota: 9 starstarstarstarstarstarstarstarstar

Daniel Gildenlöw e sua trupe estão de volta. O Pain of Salvation é uma das bandas mais representativas da cena progressiva na atualidade, sempre lançando discos ousados, de temáticas variadas e sempre carregadas de profundidade e reflexão. Daniel é um músico inquieto, que está sempre em busca de novas possibilidades para sua arte, jamais se acomodando em uma única sonoridade, desbravando novas e obscuras águas e quase sempre desafiando os admiradores de seu trabalho a embarcar em uma nova aventura.

Pain Of Salvation - Mais Novidades

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

O que temos agora é a segunda parte do disco lançado em 2010, "Road Salt One", que recebe o sub-título Ivory. Este "Road Salt Two" (Ebony), como pode-se reparar tanto pelas capas quanto pelos sub-títulos, é uma espécie de antagonismo do trabalho anterior. A concepção é a mesma, apostando alto em psicodelismo e na veia latente dos anos 60 e 70 que se ouviu na primeira parte da obra, porém com um certo quê mais obscuro, um tanto agoniado talvez, com ares mais complexos e divagantes. Uma comparação interessente seria dizer que a primeira metade é quase reta, enquanto que a segunda é tortuosa e cheia de revés que atiçam ainda mais a imaginação do ouvinte.

A introdução 'Road salt Theme' é uma peça retrô, de estilo cinematográfico. Realmente linda e logo dá o tom do que há de se ouvir mais adiante. 'Softly She Cries' vem na pegada Hard Rock setentista que já se ouviu em RS1, com guitarras de timbres marcantes e repletas de distorção e um clima denso e psicodélico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

Ainda mais anos 70 que a faixa anterior, 'Conditioned' já começa com uma levada de guitarra empolgante. É uma canção menos complexa, mas que compensa bastante pelo belo ritmo balançante e os momentos viajantes propiciados pelas ótimas linhas de teclado. 'Healing Now' é uma canção bem dizer acústica, com uma profusão de dedilhados e notas trêmulas que flutuam de uma forma encantadora. Uma ótima faixa com uma excepcional interpretação de Daniel nos vocais.

O psicodelismo vem com tudo em 'To the Shoreline', que munida também de elementos bem progressivos resulta numa faixa cativante, com Daniel cantando muito bem, com interpretação marcante, emotiva e repleta de feeling. Assim como o RS1 teve momentos que remetiam aos trabalhos mais antigos da banda, novamente temos uma faixa com cara mais tradicional: 'Eleven'. Bem pesada, com altos e baixos impressivos e carregada de uma atmosfera tensa. Mas aomesmo tempo consegue agregar as características da nova sonoridade da banda. Nota para a destacada atuação do baterista Leo Margarit.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

Logo em seguida temos a muito simples, porém lindíssima, '1979'. É curta, pouco complexa e sem grandes atrativos técnicos, mas que conta com Daniel mais uma vez se superando na forma de dar vida à canção com sua voz, alguns instrumentos mais exóticos discretamente colocados e uma aura de encantadora simplicadade. E ainda temos a letra maravilhosa, que consegue tocaros sentimentos de qualquer pessoa que já deixou a adolescência para trás.

'The Deeper Cut' é outra que remete a progressividade original da banda. Também tem um ar pesado, nervoso e denso. Belas linhas de guitarra, baixo satisfatóriamente atuante e a bateria destacada uma nova vez, ditando com maestria o ritmo da música. E nesse mix de passado e presente que marca tão profundamente a fase atual do Pain of Salvation chega 'Mortar Grind' (que já constava no EP "Linoleum" do começo do último ano). Pode-se dizer que seja a mais pesada do disco, com mais cara de metal, porém repleta de momentos calcados em épocas passadas e ainda em outras pirações de Daniel Gildenlöw.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4

'Through the Distance' é irmã gêmea de '1979', ambas se completando perfeitamente. O mesmo clima, a mesma emotividade, a mesma sensação de saudade. Outra pérola.

Chegando próximo ao final da viagem, temos a mais progressiva e mais diversificada canção do disco: 'The Physics of Gridlock'. Um pequeno épico de oito minutos, divididos em três partes distintas. Temos peso, distorção, devaneios e psicodelismo a valer, alternando-se com sonoridades exóticas e uma certa atimosfera de júbilo e grandiosidade, realmente o encerramento de uma saga. O grande e mais substancial atrativo é a útima parte, cantada em francês, língua que deu ainda mais emotividade a interpretação de Daniel e encerrando em altíssimo estilo esta insana viagem que nos foi ofericida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 5

E o adeus definitivo se dá com 'Ending Credits', do mesmo estilo da abertura do disco, cinematográfica. Uma bonita canção instrumental,que realmente dá a sensação de ser a trilha do final de um filme em preto e branco enquanto sobrem os crédtios finais, colocando um ponto final na rica e abstrata aventura que acabamos de ter.

Sobre o tema do disco, novamente não me arrisco a dar qualquer parecer. Antes de mais nada, cada uma dessas canções tem a intenção de significar algo pessoal e marcante para cada ouvinte, individualmente, sem necessitar de uma história explícita e que todos devam aceitar.

Já disse uma vez que considero Daniel Gildenlöw um verdadeiro gênio, megalomaníaco e excêntrico, mas um gênio. E a coragem dele em fazer o que bem quiser, o que o seu senso de artista pede, faz com que eu o admire ainda mais. Essa saga de Road Salt é mais uma ótima obra desenvolvida por ele, e que consagra mais e mais o Pain of Salvation como uma das bandas mais criativas do cenário metálico contemporâneo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 6

Toda a arte do disco é muito bonita também, e embelezará sua coleção se você adquirir. Não perca!

O Pain of Salvation é:

Daniel Gildenlöw – Vocais, guitarras e baixo
Johan Hallgren – Guitarra e vocais adicionais
Fredrik Hermansson – Teclado, piano, orgão e mellotron
Léo Margarit – Bateria e backing vocals

Track List:

1. Road Salt Theme (00:45)
2. Softly She Cries (04:18)
3. Conditioned (04:30)
4. Healing Now (04:34)
5. To The Shoreline (03:03)
6. Eleven (06:28)
7. 1979 (02:53)
8. The Deeper Cut (06:14)
9. Mortar Grind (05:49)
10. Through The Distance (03:00)
11. The Physics Of Gridlock (08:43)
12. End Credits (3:25)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - WHIP
Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Outras resenhas de Road Salt Two - Pain Of Salvation

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Bangers Open Air


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Júlio André Gutheil

Nascido em Feliz, interior do Rio Grande do Sul, de origem alemã e com 20 anos de idade. Grande fã de Blind Guardian, Paradise Lost e Opeth, além de outras várias bandas de diversos estilos distintos. Pretende cursar jornalismo e também se dedicar o máximo possível à crônica do mundo Heavy Metal. Escreve no blog www.metalmeltdowndiscos.blogspot.com. Twitter: @jagutheil.
Mais matérias de Júlio André Gutheil.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS