Theocracy: Aquém de seu álbum anterior
Resenha - As The World Bleeds - Theocracy
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 11 de janeiro de 2012
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O THEOCRACY libera, no final de 2011, seu terceiro álbum de inéditas intitulado "As The World Bleeds". Apesar de trazer, na essência, o mesmo Power metal cristão de "Mirror of Souls", seu predecessor, os americanos o fazem de forma menos inspirada.
Li uma resenha radical dizendo que as letras e a harmonia soavam como EDGUY, pela temática excessivamente bem humorada (ou talvez por usar a expressão Jekyll and Hyde do livro de ficção?). Por mais polêmico que possa soar, isso poderia até trazer um diferencial à banda, se bem executado, com parcimônia. No entanto, ao ouvir "As The World Bleeds", percebe-se o mesmo foco da maioria das bandas cristãs em suas letras, geralmente extensas, com os refrãos distantes, buscando transmitir uma mensagem. Como mudança, apenas a transposição da figura divina para a primeira pessoa, como na ótima "I Am", a faixa longa do disco, fazendo com que se desvie do louvor e com que se aproxime mais do power metal tradicional, por assim dizer. Além disso, a banda também não alcançou a maestria que lograram em "Absolution Day", por exemplo. Porém, criticar enfaticamente o trabalho feito em "As The World Bleeds" seria injusto.
A segunda faixa, "The Master of Storyteller", parece trazer um pouco do andamento de cantatas cristãs ao power metal, mostrando o quão boa é essa fusão. Nesse aspecto, "The Gift of Music" é outra boa representante, sendo uma bela música, que inclusive transpassa a religiosidade, sendo um hino como "God Gave Rock n’ Roll To You II" do KISS. Algumas passagens de "Drown" e "Altar To The Unknown God" também parecem explorar esses traços de metal sinfônico, levando o Theocracy a solos ainda não tão explorados. Talvez, esse seja o grande mérito do álbum: trazer novos elementos que poderão seguir em composições mais inspiradas nos próximos álbuns. As faixas tipicamente power metal também estão presentes, como "30 Pieces of SIlver", que mostra o bom trabalho de guitarras que, apesar do resultado do álbum, continuam se sobressaindo.
Resumindo, não é um álbum ruim. Pelo contrário, mantém o THEOCRACY entre os bons nomes do power metal cristão. Não é uma questão de terem feito algo errado. O que fizeram não esteve suficientemente à altura, faltou brio às composições e só. E é isso o que resta para alçar a banda a um grande nome do power metal em geral: um álbum ainda mais sólido e mais matador que o "Mirror of Souls". Apesar dessa pequena queda (e estamos falando do terceiro disco da banda), inevitável pelo ótimo registro anterior, os norte americanos ainda estão no caminho certo e (seja você religioso ou não), mais do que isso, cumprem com seu objetivo de levar seu ministério adiante com um power metal muito bom, por sinal.
Integrantes:
Matt Smith – vocais
Val Allen Wood – guitarra e backings
Jonathan Hinds – guitarra e backings
Shawn Benson – bateria
Jared Oldham – baixo e backings
Faixas:
01. I AM
02. The Master Storyteller
03. Nailed
04. Hide in the Fairytale
05. The Gift of Music
06. 30 Pieces of Silver
07. Drown
08. Altar to the Unknown God
09. Light of the World
10. As the World Bleeds
Gravadora: Ulterium Records
Outras resenhas de As The World Bleeds - Theocracy
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 5 álbuns obrigatórios para se ter uma boa base na música, segundo Regis Tadeu
Rush faz homenagem a Rocky Balboa em cartaz de shows na Filadélfia
Por que João Gordo não é mais amigo de Max Cavalera, segundo vocalista do Ratos de Porão
Sid Wilson faz primeira manifestação sobre saída do Slipknot
O megahit do hard rock que Regis Tadeu odeia apesar de adorar tocar na bateria
Agora é oficial: Ozzfest volta a acontecer em 2027
O guitarrista que James Hetfield considera "o cara"
Os 11 melhores álbuns do glam rock setentista, segundo a Loudwire
A música do Rush que Geddy Lee disse ter sido a gravação mais difícil da carreira
Guitarrista do Rush, Alex Lifeson conta por que parou de fumar maconha aos 72 anos
O clássico do Queen em que Freddie Mercury alcançou a nota mais alta de sua carreira
A música do Pearl Jam que Eddie Vedder escreveu após perder Johnny Ramone
A opinião de percussionista brasileiro que gravou com o The Doors
10 discos essenciais do thrash metal oitentista, segundo a Metal Hammer
Os 10 melhores discos do metal alemão, de acordo com a Metal Hammer
Dio: "Como podem comparar Ozzy Osbourne a mim como cantor?"
A música do Black Sabbath que, para Tony Iommi, soava como um monstro se aproximando



A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco



