Theocracy: Power Metal Melódico com temática religiosa
Resenha - As the World Bleeds - Theocracy
Por Junior Frascá
Postado em 25 de dezembro de 2011
Nota: 8 ![]()
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Três anos após o lançamento do excelente "The Mirror of Souls" (2008) os americanos do THEOCRACY voltam aos holofotes no final de 2011 com mais um grande registro, "As the World Bleeds", dando mostras de que vem com tudo para figurar definitivamente entre o rol das grandes bandas de power metal da atualidade, inclusive com uma extensa tour como headliners se iniciando no velho continente.
A banda, que atualmente conta com o líder Matt Smith (vocal), Val Allen Wood e Jonathan Hinds (guitarras), Jared Oldham (baixo) e Shawn Benson (bateria) mais uma vez seguem como base o power metal melódico, mas sem se limitar a apenas esse estilo, pois é possível encontrar elementos progressivos e de música folk em sua música, e também até algo de thrash metal em alguns riffs mais sujos e agressivos. Os temas religiosos voltados ao cristianismo continuam presentes nas letras da banda, o que pode não agradar todos, mas não vejo demérito algum neste aspecto, tendo em vista a qualidade do material musical que nos é apresentado.
Alias, desculpem o trocadilho, mas o grande diferencial que pesa em favor da banda é a inclusão de muito peso nas composições, principalmente no trabalho primoroso dos guitarristas Val e Jonathan, digno de nota. Outro grande destaque são os vocais do líder Matt Smith, que tem evoluído muito com o passar do tempo, variando entre partes mais emocionais e outras mais agudas com grande competência (apesar de ainda lembrar bastante Michele Luppi, ex-Vision Divine), auxiliado sempre por excelentes incursões de coros que transmitem muitos sentimentos positivos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Aliado a tudo isso destaca-se também a primorosa produção do disco, a cargo de Emil Westerdahl e Matt, sendo a mixagem e masterização realizada por Mikka Jussila, deixando o som excelente, principalmente as guitarras muito bem timbradas e equalizadas, evidenciando o peso, e as vozes, que foram deixadas em destaque, na medida certa.
Logo na primeira canção do trabalho, "I Am", podemos constatar todas as qualidades do registro, numa viagem épica de 11 minutos com diversas variações de andamento, instrumental técnico e variado, coros maravilhosos e melodias marcantes, numa música belíssima.
E o disco segue sempre em alto nível, e mesmo nas canções mais clichês, como "The Master Storytaller", "Hide in Fairytale" e "Altar to the Unknown God", além da bela semi-balada "The Gift of Music"(com um final pesadíssimo), consegue ser bem acima da média do estilo. Mas há ainda outros momentos em que a banda se mostra inspiradíssima, como na já citada "I Am"; na pesada "Nailed", que mesmo com riffs agressivos consegue ser melódica na medida certa, e possui um refrão maravilhoso; "Drown", cadenciada e cheia de groove e passagens épicas interessantes; e a faixa título, que também é repleta de mudanças de andamentos e passagens instrumentais intrincadas, e ótimas linhas vocais.
Enfim, é um disco que embora não transborde originalidade e, a princípio, não supere seu antecessor, consegue dar um respiro ao metal melódico, mostrando que, mesmo em um estilo tão saturado, com criatividade e qualidade é possível lançar um grande registro. E se você aprecia o estilo, fica a dica: deixe os preconceitos de lado (tanto em relação ao power metal melódico como em relação a temática religiosa abordada pela banda) e desfrute desta bela obra.
Mirror of Souls – Theocracy (2011 – Ulterium Records - Importado)
Track listing:
01. I AM
02. The Master Storyteller
03. Nailed
04. Hide in the Fairytale
05. The Gift of Music
06. 30 Pieces of Silver
07. Drown
08. Altar to the Unknown God
09. Light of the World
10. As the World Bleeds
Site Oficial:
http://www.theocracymusic.com/
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