Krucipha: O uso de batidas tribais é uma tônica
Resenha - Preemptive Uproars - Krucipha
Por Jackson Wójcik Pinto
Postado em 10 de dezembro de 2011
A banda curitibana Krucipha, formada em 2009, nos apresenta este seu primeiro registro, que vem na forma de um EP com três faixas onde pratica um thrash metal com nítidas e manifestas influências de Sepultura e Soulfly. O uso de batidas tribais é uma tônica e faz-se perceber em todas as faixas, ora com mais intensidade, ora com menos, porém está ali e complementa, com muita propriedade, o ritmo alucinante e visceral dos sons.
A música de abertura é a premiada "Afforddiction", que foi eleita como melhor música em 2010 no primeiro Prêmio Ivo Rodrigues (falecido vocalista da banda Blindagem), e mostra o porquê de tal honraria, vez que é muito rápida e empolgante. Ideal para formar rodas na platéia quando executada ao vivo.
Já "Tribal War", como o próprio nome já sugere, tem nas percussões o seu ponto alto, e é interessante ressaltar que a banda tem, além do baterista Felipe Nester, mais dois percussionistas (Caio Ribeiro e Jgor Nosnyo) e trás os vocais mais rasgados que na música inicial, mostrando todo o potencial e a versatilidade do vocalista e guitarrista Fabiano Guolo.
Encerrando o play, a música "Reason Lost" tem uma levada que nos remete ao Sepultura do "Chaos A.D.", com muitas variações e um toque de modernidade e experimentalismo atraente e pesado ao mesmo tempo.
Completam o time do Krucipha o baixista João Cavali e o guitarrista solo Luiz Gabriel. Gravado no Bunker Studio em Curitiba entre setembro e outubro de 2010, produzido pelo baterista Felipe Nester e por Alex Cegalla, este disco teve na arte final a participação pra lá de especial do Fábio Guolo, que além de irmão do Fabiano, também é escritor do excelente livro Draco Saga (www.dracosaga.com). Sem dúvida este EP dá uma mostra de toda a qualidade deste grupo que promete, e muito, no cenário do heavy metal nacional e sem dúvida é motivo de orgulho para os paranaenses.
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