As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Por Bruce William
Postado em 14 de janeiro de 2026
Quem vê o Metallica rodando estádios e entregando show longo às vezes esquece que, por trás do "tanque de guerra", tem quatro caras administrando corpo, cabeça e rotina. James Hetfield comentou isso no The Metallica Report (com transcrição da Loudwire, falando do que aprendeu nessa fase do M72 Tour e do tipo de limite que aparece com o tempo: não é drama, é logística de sobrevivência.
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Ele disse que a banda se cuida e que isso ajuda a continuar tocando "música rápida e pesada", mas também explicou que existe uma escolha prática aí: tocar menos shows por ano, encaixar pausas, recarregar. Não é só "vontade"; é estratégia para aguentar o tranco por anos.
Mesmo assim, Hetfield admitiu que dá aquele nervosismo antes de cada nova perna da turnê, e que tem músicas que acendem um alerta particular. Aí ele abriu o jogo e citou duas pelo nome: "Todos nós temos certas músicas que são um pouco difíceis. 'Moth Into Flame', 'Master of Puppets', essas duas são... 'uau', essas duas são um pouco difíceis."
Ele ainda comentou que isso não é exclusividade dele, nem uma "fraqueza escondida": "Tenho certeza de que o Lars [Ulrich] tem a lista dele, todos nós temos a nossa lista. Mas a gente passa por isso e ajuda um ao outro nisso." Ou seja, o show não é só tocar; é se apoiar para manter o padrão quando a exigência da música é alta.
O detalhe é que, quando você pensa nas duas faixas, dá para entender por que elas entram nessa categoria. "Master of Puppets" tem aquele motor incessante, muita coisa acontecendo, e qualquer vacilo vira perceptível. "Moth Into Flame" também não é passeio: é música de pegada forte, que cobra ritmo e fôlego - especialmente se ela cai numa parte do set em que a banda já vem acelerando há um tempo.
Outro ponto que ele citou como ganho dessa turnê foi o formato do palco: circular, no meio do estádio. Hetfield disse que isso mudou a forma de sentir a energia do público, porque o "front row" fica muito maior e o contato com a galera acontece por todos os lados. E aí ele soltou uma frase que resume bem a fase: "Eu acho que isso é uma prova de ser humano e envelhecer, como você deveria, e ter algum senso de: 'Meu corpo aguenta isso, mas não aguenta aquilo'." O tipo de coisa que ninguém quer ouvir quando tem 20 e poucos, mas que decide carreira quando você está há décadas na mesma banda.
No caso do Metallica, isso não aparece como "desculpa", e sim como ajuste fino: escolher agenda, calibrar recuperação e aceitar que algumas músicas - mesmo sendo clássicos - vão exigir um pouco mais de atenção do que outras, noite após noite. E, pelo jeito, Hetfield sabe exatamente quais são as que pedem esse respeito extra.
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