Deformed Slut: Álbum quebra pescoços e paradigmas
Resenha - Stench of Carnage - Deformed Slut
Por Christiano K.O.D.A.
Fonte: Som Extremo
Postado em 24 de novembro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Outra "nova" banda (formada em 2006) do nosso amado death metal que chega pra estragar nossos ouvidos (no bom sentido). Pois os caras dão um verdadeiro show nos quesitos brutalidade e técnica, e trazem essa porrada chamada "Stench of Carnage".
São oito composições extremas, cheias de ricas variações rítmicas. Para ficar bem claro: o brutal death da dupla (sim, são somente dois humanos e conseguem fazer um bom barulho) é contraditoriamente bem tradicional e criativo. Tradicional pelo fato de enveredar pelo lado mais violento da música, e criativo porque dentro do estilo, eles fazem passagens bastante interessantes e por isso mesmo, não soam repetitivos.
Os riffs, é preciso dizer, lembram demais os deuses (ou diabos?) do Cannibal Corpse. Aliás, o quinteto americano parece ser a maior influência para o grupo de Curitiba. O vocal de Adriano Sekne inclusive parece ser uma surpreendente mistura entre Chris Barnes e George "Corpsegrinder" Fisher (!!!).
Como destaque, quase pau a pau com todas as outras, há a faixa "Disemboweled", que começa de maneira formidável e caminha para a aniquilação do blast beat, para finalmente tornar-se mais trabalhada e cadenciada. Um espetáculo.
Legal falar também da gravação excelente e pesadíssima. Além disso, o encarte, com visual ‘clean’, mas sanguinário, também colabora para o resultado positivo do trabalho. A Deformed Slut, portanto, se apresenta muito bem e deixa a impressão de muito profissionalismo.
Agora é a hora da polêmica revelação: a banda usa bateria programada. Pronto, quase todos os bangers já ficaram incomodados. Entretanto, muita atenção, pois o instrumento foi utilizado de maneira muito sábia, de modo que não há exageros, como velocidade desumana, por exemplo. E vou além: a timbragem ficou tão convincente que, para quem ouve o disco, é praticamente impossível perceber esse recurso. Não estou exagerando, o resultado ficou de primeiríssima!
E mais uma vez o Brasil evidencia que o som underground é uma de suas especialidades. No caso da Deformed Slut, mais surpresa pela ousadia no uso do recurso eletrônico. "The Stench of Carnage" é para quebrar pescoços e paradigmas.
Deformed Slut – Stench of Carnage
Rapture Records – 2011 – Brasil
http://www.myspace.com/deformedslut
Tracklist
01.Necrobscurity Necrophile
02.Rotten Mutilated Devoured
03.The Monstrous Monochromatism
04.Disemboweled
05.Gun Of Annihilation
06.Stench Of Carnage
07.Cadaveric Carcass
08.Slashing Your Flesh (In Fillet)
Outras resenhas de Stench of Carnage - Deformed Slut
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Um baita de um babaca"; o guitarrista com quem Eddie Van Halen odiou trabalhar
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Sepultura anuncia título do último EP da carreira
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine comenta a saída de Kiko Loureiro do Megadeth: "Era um cara legal"
Os melhores álbuns de hard rock e heavy metal de 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
A melhor música de cada disco do Megadeth, de acordo com o Loudwire
Por que "Mob Rules" é melhor do que "Heaven and Hell", segundo Jessica Falchi
Dave Mustaine explica por que não se interessa por bandas atuais de heavy metal
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
Max Cavalera: "Não dou a mínima para o que pensa o pessoal do Korn ou qualquer outro!"
A adorada canção da Legião Urbana que tem uma mãozinha do autor de "Ainda Estou Aqui"


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



