Nirvana: Álbum revolucionário para o rock dos anos 90
Resenha - Nevermind - Nirvana
Por Pedro Zambarda de Araújo
Postado em 23 de outubro de 2011
Esse CD celebra os 20 anos do último sopro de rock legítimo do século XX, independente do seu gosto musical. O aniversário desse material foi no último dia 24 de setembro.
As guitarras abafadas de Kurt Cobain abriram esse material de 1991 como um som de uma juventude que não foi o rock revolucionário dos anos 60, ou o punk de 70, ou mesmo a diversidade musical dos anos 80, com o disco e a música eletrônica. Smells Like Teen Spirit era uma música sobre a geração X, que chegava no começo da idade adulta na época.
"With the lights out it's less dangerous/Here we are now entertain us" diz a letra, que mostra como os jovens da época possuíam um pensamento vazio e buscando sempre o prazer pelo prazer. O baixo de Krist Novoselic reforça o refrão até nos momentos que a guitarra entra em silêncio. Já a bateria de Dave Grohl marca as diferentes partes da melodia.
In Bloom mostra mais uma tiração de sarro com o começo da juventude, que reflete inclusive no clipe: Uma sátira com as apresentações dos Beatles na televisão dos anos 60. Diferente das primeiras canções do CD, Come As You Are é um hino pela memória e pelas pessoas como elas são, com todas as suas contradições. É uma música para amigos e inimigos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Sobre ideias plantadas, medos e falta de sentido, Breed surge como uma faixa para grudar na cabeça do ouvinte, com uma guitarra constante, praticamente punk. Os urros de Kurt se confundem com a bateria e a melodia, se tornando um grito quase único. O álbum segue para Lithium, que fala sobre doenças mentais, solidão e drogas. O tom escapista da letra combina com o instrumental que varia do acústico até a guitarra elétrica distorcida.
Polly trata menos de ideias e foi escrita sobre o assassinato de Poly Klaas nos Estados Unidos. Kurt Cobain escreveu essa música para tratar sobre estupro, abdução e assassinato. Fez a canção baseada na notícia de jornal sobre o incidente. A música é toda recheada por um violão aparentemente inofensivo, dando um ar irônico.
Territorial Pissings parece o Nirvana do primeiro CD, Bleach. Com métrica totalmente punk, em cinco acordes, a música trata sobre paranóia e é a menor do álbum, com 2 min e 2 segs. Após essa canção, a banda continua no som pesado em Drain You, uma letra sobre amor obsessivo, adicto.
Novoselic emenda o refrão no baixo que abre Lounge Act. Kurt Cobain canta uma música que fala sobre o desejo de saber a verdade, mesmo na completa loucura. Nessa parte final do CD, o contrabaixo e bateria passam a ganhar mais destaque nas composições, como a percussão fluída em Stay Away, com entradas pontuais da guitarra elétrica distorcida.
A sensação de solidão e falta de sentido dominam On a Plain, apesar da suposta felicidade do narrador. O álbum, revolucionário para o rock dos anos 90, termina com a lenta e crescente Something in The Way, com a voz arrastada de Kurt.
Em algumas cópias de Nevermind, a música Endless, Nameless surge como última faixa, explodindo com gritos, distorção desordenadas e desafinação. A faixa destoava totalmente da calmaria da última canção, mostrando como o Nirvana abordou a loucura rock'n'roll. Um CD imprevisível na história da música, que desbancou até o fenômeno Michael Jackson na época.
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