RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Geddy e Lifeson contam o momento em que quase desistiram de Anika Nilles para o Rush

Aos 85 anos, Ringo Starr anuncia novo álbum, "Long Long Road"

Rob Dukes, do Exodus, gosta muito de álbum clássico do Queen

John Petrucci tenta dar lição em fã que o estava filmando e comete trapalhada

Mille Petrozza relembra como foi assistir a show do Metallica em 1984

Para Billy Corgan (Smashing Pumpkins) o rock foi propositalmente sabotado

Amorphis retornará ao Brasil em outubro; confira as datas

Atual guitarrista do Asia está no Oriente Médio em meio à guerra

O que significa "Mi'Raj", novo álbum de Edu Falaschi, que não tem nada a ver com miragem

Mikael Åkerfeldt explica o que o faz considerar Opeth e Beatles progressivos

O personagem invisível do Angra que merece mais destaque, segundo Rafael Bittencourt

"Master of Puppets", do Metallica, estampa capa de nova edição da Classic Rock

Ozzy Osbourne será homenageado com uma enorme estátua no Hellfest

Nervosa lança seu novo single "Ghost Notes" sob a Lua de Sangue; veja o clipe

Você está realmente emitindo sua opinião ou apenas repetindo discursos prontos?


Bad Religion
Manifesto

Resenha - Nevermind - Nirvana

Por Maurício de Almeida (Maquinário)
Postado em 03 de fevereiro de 2005

Falar sobre "Nevermind" é falar sobre quase toda uma cultura, um período onde foram colocados em xeque alguns valores comportamentais e algumas angústias reprimidas por "Thriller" ou "Like a virgin" que atormentavam as rádios, dia e noite.

Nirvana - Mais Novidades

Não há como negar o impacto causado pelo Nirvana quando lançou seu segundo álbum, o primeiro por uma grande gravadora. O hard-rock já havia se tornado uma paródia de si mesmo, e aqueles cabelões enormes ao lado de solos de guitarras enormes e dos enormes falsetes deixavam de inovar, caindo na mesmice. E o Axl Rose... Bom, o Axl Rose sempre foi o Axl Rose. O início das pré-produzidas 'boybands' que viriam assombrar o mercado em meados da década de 1990 já apontava dois nomes certos: Madonna e Michael Jackson. Suas danças ensaiadas e as músicas vergonhosamente pop marcaram seu lugar no universo musical, porém chegaram a tal ponto de estagnação que mesmo que não quisesse, o mercado precisava de sangue novo. Mas onde encontrar? Uma nova Madonna ou um novo Michael Jackson não seria a solução, afinal, eram eles a estagnação do mercado fonográfico. O jeito foi procurar por pequenos movimentos culturais que teimavam em aparecer nos mais variados cantos do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

Foi então que a cinzenta Seatlle surgiu, possuidora de uma movimentação musical que, contradições à parte, poderia se tornar o pote de ouro no fim do arco-íris. E se tornou. Não apenas Nirvana, mas Pearl Jam, Mudhoney, Soundgarden, Alice in Chains entre outras tantas bandas saíram de lá conquistando uma legião de fãs que jamais apareceriam nas estatísticas de pesquisa de opinião de qualquer gravadora daquela época. A juventude via o muro cair, a Aids surgir, toda uma nova configuração social se formar, mas ninguém parecia perceber que falar sobre virgens, rituais satânico-farrofas ou mostrar clipes com lobisomens ou trovões já não correspondia mais com os anseios de toda uma massa de pessoas, angustiadas por algo que não sabiam o que era, reprimidas por algo tão desconhecido quanto ao que reprimia. Era preciso um novo guia, um novo ídolo, pois Jim Morrison, assim como Jimi Hendrix ou Janis Joplin já havia morrido ha décadas, e mesmo se estivesse vivos, a luta deles era outra, contra o Vietnã, e não contra esse inimigo invisível que assolava a juventude da década de 1990.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

Os ídolos são, por excelência, tão problemáticos quanto seus seguidores. A história de Kurt Cobain cairia como uma luva, afinal, ele era tímido, tinha problemas familiares, de saúde e sua relação com a realidade não mudava uma vírgula do que se via não apenas nos Estados Unidos, mas também no Brasil, por exemplo, que enfrentava a redemocratização de maneira desastrosa. Não havia dúvidas de que Cobain seria a voz que guiaria esta juventude, entretanto, mesmo sendo um movimento premeditado, nem os engravatados das gravadoras podiam prever o que estava para acontecer. Na realidade, temos em "Nevermind" dois lados de uma mesma moeda, que não apenas gera discussões infindáveis, mas que caracteriza a adaptação forçada de uma realidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

Se o Nirvana foi ou não a melhor banda dos anos 90, nunca saberemos, da mesma maneira que nunca chegaremos ao consenso de quem foi melhor: Beatles ou Rolling Stones. O fato é que Nevermind trouxe de maneira definitiva o underground ao mainstream, causando uma confusão em ambas as regiões. É claro, por exemplo, que as guitarras de Nevermind são distorcidas de maneira diferente das guitarras de "Bleach", e não apenas devido ao gosto pessoal de Cobain. Elas fazem parte de um apanhado de alteração pelas quais passaram o som da banda ao, teoricamente, subirem um degrau. Tal fato não simboliza venda de ideais e/ou qualquer outro tipo de perda da essencial que move as paixões musicais, mas apenas a adaptação pela qual teve que passa o underground quando adentrou os caminhos do mainstream. Da mesma maneira que colocar nas capas das revistas, abrir programas de televisão e canais das rádios para a inconstância do underground e das pessoas que faziam parte dele também foi uma adaptação pela qual teve que passar o mainstream. A pista é de duas mãos. O mercado precisava de alguém que desse fim na estagnação, e encontrou, mas teve que arcar com esse mesmo alguém evidenciando várias das angústias que, até certo ponto, não são tão boas assim para o próprio mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4

Se as guitarras de "Smells Like Teen Spirit" rendiam milhares a Geffen, então gravadora da banda, ao mesmo tempo ela expunha em seu refrão, "Here we are now/ entertain us" (algo como "Aqui estamos, entretenha-nos"), a superficialidade da relação juventude/mercado fonográfico: 'já que estamos fudidos, nos dê algo para matar o tempo, pois não há mais nada como aqueles idos anos 70 nos quais eu nem era nascido'. E não pensem ser o Nirvana esse 'algo'. Muito pelo contrário, ele era a voz desta juventude. Assim como era a voz mentirosa da juventude jurando não ter uma arma, pois a escondia por não saber para onde apontar, como no refrão de "Come as you are"; assim como era a voz da juventude repetindo consigo que 'precisava achar uma saída, uma saída melhor, melhor esperar' ("Territorial Pissings"); assim como a voz da juventude premeditando sombriamente que 'alguma coisa estava a caminho' ("Something in the way").

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 5

Dessa maneira, "Nevermind" talvez figure entre os discos mais importantes da década de noventa, pois, além de transformar toda uma realidade, alterando relações sociais ou comerciais, retrata a realidade daquela época como poucas outras obras conseguiram fazer. E, independente dos 10 milhões ou dos dez fãs, o importante é que aqueles dez anos estão ali, naquelas doze faixas, como uma fotografia capaz de não apenas mostrar a imagem, mas, principalmente, transmitir a emoção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 6
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp
Bangers Open Air


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS