Solar Fragment: Um disco pulsante, cheio de vigor e energia
Resenha - In Our Hands - Solar Fragment
Por Júlio André Gutheil
Postado em 20 de outubro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Solar Fragment não é exatamente uma banda que pode ser chamada de novata, já que tem sete anos de estrada e dois lançamentos oficiais. Mas mesmo com a pouca bagagem musical essas rapazes de Dortmund, Alemanha, já recebem muito bons comentários da critícia especializada europeia, e aos poucos vão crescendo e tomando o rumos de outros cantos do mundo.
Este "In Our Hands" é um disco pulsante, cheio de vigor e energia. O quinteto alemão consegue reunir tudo o que de bom já foi feito no Power Metal, e misturando com ideias próprias e originais oferece ao mercado do metal melódico um produto de altíssimo nível. Temos peso, velocidade, feeling, momentos épicos e grandiosos, tudo isso construído sobre uma produção muito profissional e de gabarito.
Os trabalhos já começam bem; a faixa título abre a audição com intensidade, com marcantes linhas de bateria e logo de cara com amostras da potente e singular voz do vocalista Robert Leger. Tem ótimos riffs, com bastante peso e uma energia contagiante. Ótima abertura.
Despejando bons riffs de primeira chega 'With Empty Eyes', uma canção mais reta, assim digamos. Tem uma carga de peso típicamente alemã, meio cadenciada mas impactante. Mantem o nível alto. A faixa seguinte conta com uma participação muito especial, o grande Hansi Kürsch do Blind Guardian. Inegavelmente a banda de Hansi é uma forte influência no som do Solar Fragment, e na canção 'Inside the Circle' se vê isso, pois é épica e intensa, com interpretação magistrais dos dois vocalistas no melhor estilo Power Metal alemão, teatral, grandioso e soberbo. De fato, um dueto para botar lá no alto a moral dessa rapaziada.
'At the Harbor' é apenas um interlúdio que não chama muito a atenção. Logo depois chega 'Race the Seas', que é quase como uma balada, mas carregada de muito peso, com um refrão marcante e impressivo. As guitarras de Manuel Wiegmann e Marc Peters são outro bom destaque, bem elaboradas e esmeradas, soando muítissimo bem. Enfim, uma belíssima canção.
Vem numa levada ligeiramente folk a faixa seguinte, 'Come Hell or High Water'. Esta tem uma cara um pouco retrô, parecendo ter saído dos anos 80, com pedal duplo na velocidadeda luz e riffs ligeiros e cortantes, lembrando bastante a fase clássica do Helloween. Mas no decorrer da faixa a personalidade da banda se mostra, criando uma sonoridade realmente única. Já em uma pegada mais de metal clássico temos 'Homecoming', de riffs agudos e bateria cavalgante. Mais uma ótima canção do disco.
A teatralidade musical se torna ainda mais latente em 'Moanas's Return'. A faixa começa mais suave, quase acústica, com a intepretação irreparável de Lenger, e vai crescendo, com variações ligeiramente progressivas, que desaguam num refrão épico e empolgante. Uma das melhores do álbum!
A reta final chega com 'The March of the Golems', de ritmo marcial e imponente. Uma música maciça e de peso plúmbeo, de colocar respeito em muita banda veterana por aí. E por fim o disco se encerra com 'Once Again', rápida, melódica e de refrão grudento. Com boas linhas de baixo, guitarras afiadas e o baterista dando seu show como no disco inteiro desde o começo. Um fechamento muito digno.
Pois bem, este "In Our Hands" é um disco muito agrável de se ouvir, não muito longo nem cansativo, de canções dinâmicas e empolgantes, que consegue prender a atenção do ouvinte. O Solar Fragment é uma banda da nova geração que consegue ser um sangue novo dentro da já saturada cena do Power Metal germânico, uma lufada de ar fresco e criatividade que sacode com o marasmo causado por bandas clones e sem personalidade que surgem a cada momento.
Espero que algum selo se disponibilize a lançar o disco aqui no Brasil, pois seria um título que engrandeceria nossas coleções, e música da mais alta qualidade. Vale a pena procurar!
O Solar Fragment é:
Robert Leger – Vocais
Marc Peters – Guitarra
Manuel Wiegmann – Guitarra
Dominic Sewre – Baixo
Sascha Schiller – Bateria
Track List:
1. In Our Hands (05:16)
2. With Empty Eyes (04:41)
3. Inside The Circle (05:03)
4. At The Harbor (00:51)
5. Race The Seas (06:10)
6. Come Hell Or High Water (05:30)
7. Homecoming (05:20)
8. Moana’s Return (04:23)
9. The March Of The Golems (04:57)
10. Once Again (05:22)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bangers Open Air 2027 define data para anúncio do lineup completo
Metallica volta a tocar música que estava fora dos seus shows desde 2008
Aos 79 anos, Brian May (Queen) anuncia aposentadoria das turnês
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
A música de 1968 dos Beatles que é a pior de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
"Não consigo mais fazer isso"; a cruel frase que Freddie Mercury disse a Brian May
Sepultura anuncia "The Last Ceremony", que será realizado no dia 5 de novembro
Filho de Chino Moreno (Deftones) sobe ao palco com o Soulfly
A banda de rock nacional dos anos 1980 que Lobão comparou com o Palhaço Carequinha
Phil Rudd, ex-AC/DC, causa acidente, é multado e falta à audiência na Nova Zelândia
"Human", do Death, foi uma vingança a dois ex-integrantes da banda
Fabio Lione debocha de fala de Felipe Andreoli: "Inventaram hiato para eu sair do Angra?"
Power Quest anuncia saída de vocalista que entrou no Dragonforce
O episódio que fez Léo Jaime e Cazuza se afastarem por anos: "Ele me xingava"
Cinco fatos reais do mundo do rock que poderiam ser brincadeiras de 1º de abril
Sammy Hagar sobre seu álbum favorito do Pink Floyd: "Eu ouvia religiosamente"
O verdadeiro motivo para a saída de Rodolfo da banda Raimundos
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



